quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A inclusão social é possível, lutemos por ela


Há muito a compartilhar do complexo universo de experiências humanas que permeia a condição de pessoa com deficiência. Um manancial de vivências cotidianas que se dão através da interação com as pessoas que nos cercam, com as instituições, com as coisas da vida, ou detectadas pela introspecção na dinâmica do próprio pensar, refletir, sentir e existir. Capítulos seguidos na cronologia do tempo que não para, e observados através da perspectiva de milhões de brasileiros que reivindicam simplesmente as mesmas oportunidades conferidas aos demais cidadãos e cidadãs sem deficiência. Coisas aparentemente óbvias, simples, viáveis, mas, frequentemente, inobservadas pela falta de sensibilidade da maioria das pessoas detentoras de algum prestígio político, social ou institucional.
Algo, por exemplo, como parar para imaginar o significado do sistemático e desafiante exercício diário que fazem pessoas com seqüela neurológica de grande proporção e/ou substantiva mobilidade reduzida para se controlar, equilibrar, compreender, assimilar e assumir, que parte das suas rotinas diárias envolverão, inevitavelmente, a disponibilidade, boa vontade, consciência e solicitude de outras pessoas. Situações amenizadas para pessoas com maior independência físico-funcional e/ou econômico-financeira, mas, aparentemente inalcançáveis em determinadas ocasiões para outros mais dependentes do ponto de vista físico-funcional, ou com menor poder aquisitivo.
Atentar para o exaustivo desgaste físico, mental e emocional de milhares de crianças com lesão cerebral que enfrentam condições adversas de acessibilidade para freqüentar aulas nas escolas regulares ou especiais, ser atendidas com dignidade nas unidades de saúde, participar de eventos culturais, etc. Desgastes que se projetam no corpo de suas mães, as quais, por esforço repetitivo, desenvolvem severos problemas articulares e funcionais de coluna. Com problemas de coluna e sendo as mães dessas pessoas suas fiéis escudeiras, cuidadoras 24 horas por dia, quem as substituirão, caso impossibilitadas de fazê-lo?
Se, por um lado, pode-se pagar pelo serviço de terceiros, cuidadores ou pessoas significativas, é preciso reconhecer que todos temos compassos singulares para a divisão e compartilhamento do tempo na vida. Ritmos individuais, necessidades pessoais. Por isso, nossa relação com aqueles que compartilham o tempo, espaço e as próprias vidas conosco precisa ser pautada na empatia, procurando nos colocar no lugar deles, para perceber que todos somos possuidores de qualidades, dificuldades, limitações. O exercício do ego no sentido de cultivar respeito e harmonia nas relações que estabelecemos com outros é o desafio fundamental a ser conquistado no dia a dia.
Quando não se pode pagar quem nos acompanhe ou nos preste cuidados, a convivência pode se tornar bem mais difícil, exceto alguns casos em que o papel de cuidador é exercido pela mãe, pai e demais membros da família. Contudo, há registros, e não são raros, de familiares que humilham, espancam, negligenciam atenção, cuidados básicos, toda sorte de maus tratos sem que a vitima os denuncie por temer represálias no convívio cotidiano com os agressores. Esses vivem em verdadeiros cárceres domiciliares.
Não há como fugir da realidade cotidiana que nos impõe regras comportamentais muitas vezes além da capacidade humana comum. Não fosse a condição de dependente funcional, por exemplo, ninguém se permitiria ser ignorado em ponto de ônibus; ficar impossibilitado de sair às ruas sem se indignar com as condições de preservação/manutenção das calçadas; ser preterido em vaga de trabalho por candidato menos qualificado, porém bípede, ouvinte, ou com demais características que os diferenciam das pessoas sem deficiência.
Da mesma forma inadmissível tolerar o aviltante desrespeito imposto aos consumidores cegos, surdos, que adquirem bens de consumo e pagam os mesmos impostos pagos pelas demais pessoas, e levam para suas casas aparelhos de TV sem a garantia de desfrutar dos recursos seminais, como audiodescrição e/ou intérprete de Libras, na grade de programação das emissoras, embora estes sejam preceitos institucionalmente assegurados pela letárgica legislação brasileira.
Enfrentar a realidade das nossas inacessíveis instituições de ensino, desde as dificuldades que a criança surda tem de superar para acompanhar as demais no ensino que se intitula inclusivo, porém, não disponibilizam intérpretes de Libras para atuar junto aos estudantes surdos prestando-lhes apoio interpretativo nas classes regulares e reforço escolar complementar ao aprendizado em programações extra-turno. Pensar que milhares de crianças cegas ficam excluídas e sem a menor condição de acompanhar o rendimento das demais sem deficiência, pelo fato de não haver na maioria das nossas instituições de ensino de nível fundamental e médio, profissionais instrutores de Braile e equipamentos para este fim específico.
Conviver diariamente com manchetes de jornais, televisão e demais meios de comunicação que denunciam descasos de muitas das nossas instituições de ensino superior dos setores público e privado quanto ao descumprimento dos princípios de acessibilidade assegurados pela nossa legislação, tornando as atividades acadêmicas elencadas nos programas dos diversos cursos de graduação e pós-graduação, de estimulantes e prazerosas oportunidades de ampliação intelectiva a grandes martírios para estudantes com algum tipo de deficiência.
Recentes determinações legais dispõem sobre recursos para ampliação do número de salas de aulas com recursos multifuncionais, mas por falta de critérios para instalação das mesmas corre-se risco de não partir de consultas públicas aos órgãos e associações comunitárias, nem mesmo que sejam respeitadas orientações dos conselhos municipais de direitos das pessoas com deficiência, acabando como muitas outras vagas promessas políticas e o Erário esvaindo-se ralo abaixo. Sem atentar para os diagnósticos e recomendações elaboradas pelas legítimas representações sociais do segmento, recursos oficiais serão desperdiçados no vácuo da inoperância de milhares de gestores públicos, Brasil afora.
Identificar a falta de estrutura das nossas unidades de saúde, em todos os níveis de atendimentos, frequentemente, inacessíveis no ponto de vista arquitetônico, seja em suas áreas internas, seja em seus entornos. Ainda são inauguradas em nossos mais de 5.000 municípios, com pompa e circunstância política, algumas milhares de unidades de saúde sem contemplar fundamentais preceitos de acessibilidade dispostos na NBR 9050/2004. Pasmar-se diante da maldosa e perpetuada ausência de profissionais habilitados para a comunicação não-verbal, nos diversos setores das nossas unidades de saúde, para interagir adequadamente com surdos e lhes prestar cuidados e assistência digna.
Buscar controle interno para não se indispor diante de “imprevistos” ao sair de casa para programa de lazer e se deparar com a constatação de que o elevador plataforma está em manutenção, no caso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Assistir uma sessão de cinema sem audiodescrição, na qual o cego fica prejudicado na interpretação da totalidade da obra, ou o surdo perdido em peças sem legendas. Ainda que os surdos possam se valer da legenda para acompanhar o que os atores conversam, há que se levar em conta que o português não é sua primeira língua. Eles precisam de que lhes seja disponibilizadas janelas com recurso através de tradução simultânea em Libras.
Enfim, como pontuado no início, há muito caminho a galgar para alcançarmos patamares mais elevados em termos de inclusão social, e sermos respeitados como cidadãos normais com características diferentes, como todas as outras pessoas. Estar na vida, vivo, já nos credencia direito de reivindicar igualdade. Não há tempo a perder. Afinal, é nosso direito e constitucional. Acreditemos, lutemos por ela, pois é possível.

Prof. Dr. Wiliam César Alves Machado 

Secretário do Idoso e da Pessoa com Deficiência de Três Rios/RJ

FonteRede SACI

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Falta do professor ou falta da escola?



Giovânia Costa

Quando o professor não vai ao trabalho não é algo que diz respeito somente à consciência (ou inconsciência) do profissional que sabe que o seu gesto vai afetar mais de uma centena de crianças ou jovens (visto que, dificilmente, um professor regente vai até à escola para dar menos de três aulas num dia).
Não estou com isso querendo dizer que o professor deva estar acima do bem e do mal e não faltar nunca. Claro, que como todo profissional, ele tem direito a faltar, desde que essas faltas sejam realmente justificáveis. Infelizmente, sabemos que muitos abusam desse direito.
Por lei, o servidor estadual pode faltar até dois dias por mês apresentando atestado médico. São as faltas abonadas! O diretor da escola também pode “abonar” a falta do profissional, mesmo sem nenhuma documentação que comprove ou justifique a falta. Mas, se por um lado isso facilita a vida do professor por eliminar a burocracia que “come” o tempo que já nos escapa, por outro lado abre espaço para o favoritismo. Mas isso nos leva a outro assunto!
Há os profissionais que não faltam nunca. Mais que isso. Se o conselho de classe é marcado em dias que não são os deles, lá estão. Nos projetos extraclasse dão o seu suor e acabam trabalhando muito mais horas do que a carga horária fixada exige. Essa dedicação dependerá sempre da disponibilidade individual. Há os que não podem se dar a esse “luxo”, há os que não querem, e a isso não são obrigados.
Oxalá, estivessem todos em sala de aula todos os dias. O que só seria possível num mundo ideal, sem idas ao médico, ao dentista, sem faltas de empregada, sem filho passando mal, sem cursos, sem atrasos, sem pneu furado.
Ou seja, sabemos que o professor, mesmo o mais consciente e empenhado na sua prática como educador, não está livre de problemas e poderá precisar faltar. E aí? O que fazer com os alunos? Mandar embora para casa? Ficar no pátio esperando o outro tempo? Desarrumar o horário de outros professores, pedindo: “dá para adiantar para a turma X?”. Aí começam as improvisações...
Não estou com isso querendo responsabilizar o professor (cada um sabe de si e dos seus motivos para faltar), mas sim a própria escola, que no meu entender deve ter um plano B para tais situações.
Antigamente, havia o professor substituto, mas a carência de pessoal já é tanta que hoje seria um luxo ter alguém só para cobrir às faltas. E também não adiantaria muito pois, às vezes, faltam dois, três professores, no mesmo dia. Haja substituto!
Seria de bom tom que o próprio professor passasse alguma atividade para o dia que não pudesse estar presente na sala de aula. Sabemos que muitos o fazem. Mas, em geral, os alunos são deixados no pátio sem nenhuma orientação. Os que gostam de jogar bola vão jogar bola, os que são mais tímidos se colam nas paredes e ficam a olhar os demais, os que gostam de música ficam com seus walkmans ou radinhos, e assim, literalmente, veem o tempo passar. E ainda existe sempre o perigo de algum gaiato de outra turma se misturar aos colegas sem aula e faltar às suas próprias dentro do colégio - o que por mais estranho que pareça, é difícil de ser controlado, posto que a caderneta escolar se tornou artigo raro.
Quando um professor falta, uma escola responsável não deixa seus alunos sem terem o que fazer! Se o professor não deixou nenhuma atividade, por descuido das suas tarefas ou por que a falta foi pontual e imprevista, a escola deveria estar preparada para o plano B. Qual seria? Isso é para cada instituição estabelecer. Poderiam ser, por exemplo, atividades culturais, tão ausentes do currículo.
A escola não é somente um espaço físico, é uma organização e como tal não pode simplesmente “deixar os alunos por ali”. Falta o professor e os jovens ficaram sem nada para fazer? Então é falta da escola!

Como construir banheiros para deficientes físicos/cadeirantes


O banheiro é um dos maiores desafios diários para pessoas com deficiência física, sobretudo para os cadeirantes. Por isto, a reforma ou construção da casa onde vivem, requer um projeto especial.
Qualquer pequeno detalhe facilita ou dificulta muito o acesso e a independência do cadeirante.
Veja uma relação do que não deve ser esquecido:
*     As portas precisam ter a largura de no mínimo 80cm;
*     As torneiras devem preferencialmente ser do tipo pressão e os misturadores monocomando (tanto na pia quanto no chuveiro);
*     As maçanetas  devem ser do tipo alavanca;
*     O espaço livre no banheiro deve ser suficiente para manobrar a cadeira (para o giro de 360º, é necessário um diâmetro de 1,5m livre);
*     São necessárias barras de apoio em todo o banheiro, para uso do chuveiro, do vaso e da pia;
*     A altura da pia deve ser de 80cm do piso com o vão livre abaixo de 70cm de altura;
*     A borda inferior do espelho deve estar a uma altura de 90cm do piso;
*     As portas dos boxes devem ter  no mínimo 0.80cm de largura, mas se for possível é preferível não haver porta;
*     O espaço do box deve ter 1,50 x 1,50 m
*     Os assentos dos vasos sanitários tem que estar a  uma altura de 46cm do piso;
*     Os desníveis máximos no piso devem ser de 2cm.

Fonte: http://www.casosdecasa.com.br/



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Jogador Messi:de autista e anão,a Bola de Ouro



HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO
A matéria abaixo foi extraída do site português Futebol Total News.
Lionel Messi não teve vida fácil, desde criança que era muito apegado à bola, mas desde cedo lhe foram diagnosticados alguns problemas.
Aos 8 anos Messi foi considerado autista, e aos 11 anos foi-lhe detectado um problema hormonal que lhe retardava o desenvolvimento ósseo e consequentemente o seu crescimento. Aos 13 anos, foi mesmo considerado anão.
O talento de Messi desde cedo sobressaiu  em relação aos outros meninos, mas os pais tiraram-no da equipa onde jogava porque houve um jogo que não tinham dinheiro para pagar os bilhetes e o clube não os deixou assistir ao jogo do seu filho.
Aos sete anos o pai volta a inscrever Messi para fazer aquilo que mais gostava, conduzir a bola com o seu pé esquerdo e driblar tudo e todos.
Mas, os diagnósticos médicos alarmaram Messi, e os custos do tratamento alarmaram seus pais. Messi tinha que fazer um tratamento durante 42 meses, que consistia em apanhar injecções de somatropina, uma hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial de Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos.
Os tratamentos tinham um custo de 1000 euros mensais, quatro meses de rendimentos da família de Messi, que vivia num bairro pobre de Rosário. Durante 18 meses os tratamentos foram pagos pela fundação onde o pai trabalhava, até que a fonte secou. Como o Newells Old Boys, clube onde brilhava Messi não quis pagar o tratamento, seu pai ofereceu Messi ao River Plate, e como o River mostrou interesse em Messi, o Newells voltou atrás e ofereceu 200 pesos por mês a Messi, dinheiro insuficiente para pagar os tratamentos.
Sem tratamentos contra o nanismo, os prognósticos médicos eram arrasadores, Lionel Messi chegaria à idade adulta com 1,50 metros de altura, no máximo.
O pai de Messi não se resignou, ele sabia que o filho, pequeno no corpo, mas gigante no talento, tinha tudo para vingar no mundo do futebol.
A famíla Messi foi mais forte, e com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha, a famíla viajou para Lérida, Messi tinha 12 anos. Dias depois o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona, e com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, com uma enorme habilidade, logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexah, director desportivo do clube, hesitava em contratar Messi, até que o viu treinar, e depois de ver o craque em acção não hesitou e tratou logo de fazer o seu contrato. Tal foi o seu espanto, quando o pai de Messi apenas pediu para que o clube pagasse os tratamentos do seu filho. Foi dito e feito.
Em 2003 a milagrosa hormona faria de Messi um rapagão de 1,69 metros, actual altura do prodígio.
Aos 17 anos Leo, que foi o nome que lhe deram no Barça, entrou para o Barcelona B, mas só efetuou 5 jogos, o seu enorme talento reclamava maiores palcos. Rapidamente começou a jogar na equipa principal.
A 16 de Outubro de 2004, o prodígio estreou-se na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. No dia 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça, marcou ao Albacete e tornou-se o mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos começou a lenda.
Desde então Leo tem espalhado magia pelos relvados por onde passa.
Em 2005 foi eleito Golden Boy, melhor jogador do mundo e melhor jogador do Mundial sub-20.
Em 2008/2009 foi eleito o melhor atacante e melhor jogador da Liga dos Campeões.
Em 2009 foi eleito melhor jogador da final e melhor marcador do Mundial e teve a consagração máxima, foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, com um feito inédito do Barça; Campeão de Espanha, Vencedor da Taça do Rei, Vencedor da Supertaça Espanhola, Vencedor da Supertaça Europeia, Vencedor da Liga dos Campeões e Vencedor do Mundial de Clubes.
Em 2010 e pela 2ª vez consecutiva foi eleito Melhor Jogador do Mundo.

O prodígio considerado um dos melhores do Mundo de sempre, já é comparado a Maradona.
O menino que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é hoje a maior jóia do futebol mundial, o menino pobre que vivia num bairro de La Heras é hoje multimilionário, o menino que algumas equipes recusaram, é hoje O Melhor do Mundo. Tudo graças a um pai que nunca desistiu do seu filho e tudo fez para conseguir que ele vingasse não só no futebol mas também na vida.
Messi deve tudo ao seu pai, que nunca desisitiu do seu sonho, curar o seu filho.

AJUDE NA DIVULGAÇÃO, POR FAVOR!!

Familiares e amigos do músico mineiro Vinícius Maia Carvalho, o Mainha, de 28 anos, se mobilizam para tentar encontrá-lo depois que ele desapareceu ao pular de uma ponte sobre o rio Doce, em Rio Casca, na Zona da Mata Mineira, no dia 11/01. Morador de Belo Horizonte, ele é integrante do grupo Nem Secos.
De acordo com a família, ele sofreu um surto desencadeado por um processo depressivo e, por isso, sumiu. A família estava em Vitória, no Espírito Santo, e Vinícius retornou junto com o pai, de 63 anos. Quando eles passaram pela ponte, ele deu um golpe no volante do pai, que perdeu o controle da direção e bateu na mureta. O músico saiu do carro e pulou no rio. Segundo o pai, ele nadou até a margem do rio. Informações sobre seu paradeiro podem ser dadas por meio dos telefones:
(31) 3841-3419 ,  (31) 2511-7194   ou   (31) 9243-1426

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br
Acesse o Blog Procurando Mainha
No Twitter use a hashtag : #VOLTAMAINHA
Assista o vídeo sobre a história de Vinícius gravado pelo programa Hoje em Dia, da TV Record.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

História do aparelho auditivo

 O aparelho auditivo é fruto da evolução e da tecnologia dos tempos modernos, mesmo assim para a perda auditiva já existem medidas praticas desde os primórdios da humanidade. Não se conhece a figura do inventor do aparelho auditivo, o que o torna um produto diferente desde sua origem dos muitos outros produtos e para entendermos este processo evolutivo é importante conhecer a historia deste item desde a antiguidade até os tempos modernos.
Do ano 76 ao ano 138 d.c: A mão era usada como concha atrás da orelha
Em 1700: Se inicia o uso de acessórios, como as cornetas acústicas
Em 1706: A evolução do luxo, até cadeiras acústicas ou “trono acústico”
Em 1796: O uso de uma haste de madeira colocada entre os dentes
Em 1876: A primeira solução técnica através do telefone
Em 1878: A melhoria dos recursos no receptor do telefone
Em 1900: O uso de dispositivos elétricos nos aparelhos auditivos
Em 1902: Se utiliza o microfone de carbono no aparelho auditivo
Em 1910: A corrente elétrica usada no volume do microfone do aparelho auditivo
Em 1914: A nova era de tecnologia dos aparelhos auditivos menores
Em 1920: Período da utilização da válvula eletrônica
Em 1924: Uso do amplificador de carbono na tecnologia das próteses auditivas
Em 1929: Uso de válvulas nas próteses auditivas gera maior amplificação
Em 1940: A tecnologia de miniaturização dos aparelhos auditivos, usa-se no bolso
Em 1949: Surge o microfone de cristal (piezo)
Em 1950: O transistor começa a ser usado, cria-se, portanto aparelhos mais modernos
Em 1959: Surge a inovação do aparelho auditivo retroauricular (behind-the-ear)
Em 1966: Surge o ITE, usado dentro da orelha próximo ao canal auditivo
Em 1979: Surge a supressão automática de ruído – amplificador tipo “borboleta”
Em 1984: Começa a ser usado o aparelho auditivo intra canal (ITC)
Em 1985: Surge aparelhos auditivos com processamento automático de sinal
Em 1987: O controle remoto é aplicado ao aparelho auditivo
Em 1994: Temos o aparelho auditivo com chip digital programável

Surdez – Tratamento, implante coclear


Painel
Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 40% reconhecem a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore até 6 anos para tomar uma providência, escondendo o seu problema.
O maior dilema do surdo acontece em casa. Com o tempo quem tem problemas deixa de freqüentar a mesa da família e a sala de televisão.No idoso, a surdez constitui-se um dos mais importantes fatores de desagregação social, onde observamos a depressão, tristeza, solidão e isolamento.
O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública. Trabalhos recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete de alguma forma cerca de 70% dos idosos, pelo menos 10 milhões de pessoas em nosso país. A perda da audição é a segunda mais comum inabilidade física nos EUA, logo atrás da dor lombar.
Aproximadamente 10% da população dos EUA tem algum grau de perda auditiva, incluindo 1/3 dos americanos acima de 65 anos de idade.Definimos a perda auditiva natural do idoso, acima de 65 anos como Presbiacusia, que somado as alterações degenerativas de todo o nosso organismo, medicamentos, doenças crônicas e a história natural da vida de um indivíduo (relações inter-pessoais) torna a perda auditiva extremamente comprometedora, interferindo diretamente com a qualidade de vida.
O idoso é visto principalmente pelos familiares como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, não colaborador, zangado, velho e senil. Com isso, ele fica ansioso, frustrado por não entender aquilo que escuta com muita dificuldade, começa a cometer falhas, fica com raiva e acaba por se afastar da situação de comunicação. O resultado é o isolamento e a segregação.
Por todo esse quadro que observamos devemos ajudar as pessoas com problemas de audição seja idoso ou não, desmistificando, informando, levando–os a um tratamento adequado , respeitando as suas dificuldades e integrando-os novamente na sociedade.
Avaliação audiológica
A audiometria e a imitanciometria são os testes audiológicos básicos que formam o perfil audiológico, primeiro procedimento para a avaliação clínica das alterações da audição.
A avaliação da audição é subjetiva: o paciente informa se está ouvindo ou não os estímulos acústicos em diversas intensidades, nas freqüências de 250 a 8.000 Hz (por via área) e de 500 a 4.000 Hz (por via óssea).
1. A audiometria analisa quantitativamente o que o paciente escuta, o que ele entende do que se fala e detecta alterações auditivas correspondentes a problemas do ouvido externo e/ou médio (perdas auditivas condutivas), do ouvido interno, do VIII nervo e das vias auditivas (perdas neurossensoriais). Quando problemas do ouvido externo e/ou médio estão presentes simultaneamente com disfunções do ouvido interno, temos uma perda mista. A intensidade leve, moderada, severa ou profunda pode ser caracterizada em cada ouvido isoladamente. A audiometria inclui testes de reconhecimento de fala (discriminação vocal), limiar de reconhecimento de fala (SRT) e limiar de detecção de voz (LDV).
O tipo de perda auditiva mais comum em pacientes idosos é o neurossensorial, por lesão do ouvido interno ou do nervo coclear.
2. A imitanciometria ou impedanciometria avalia as condições da orelha média e da tuba auditiva à timpanometria na ausência de perfuração da membrana timpânica, os reflexos do músculo estapédio ipsi e contralaterais, que, quando precoces, sugerem afecção coclear e a fadiga do reflexo estapédico, que indica lesão retrococlear. As alterações à imitanciometria também são freqüentes em idosos.
3. Testes audiométricos avançados – Alterações dos testes audiométricos avançados são mais freqüentes em pacientes idosos do que em qualquer outra faixa etária. Constituem testes audiométricos avançados, a audiometria de altas frequências, as otoemissões acústicas, a electrococleografia, a audiometria de tronco encefálico, os potenciais auditivos de média latência, os testes de processamento auditivo central e os potenciais cognitivos (P300).
4. Os potenciais cognitivos (P300) medem a velocidade de processamento cerebral, integrando a audição com outras atividades cerebrais. Permite a caracterização do grau de envelhecimento cerebral, acompanhar a evolução de diversos problemas clínicos de cunho geriátrico, neurológico, psiquiátrico e fonoaudiológico.

1. microfone; 2.cabo do processador de voz; 3. processador de voz; 4. peça auditiva externa; 5. implante; 6. eletrodo e 7 nervo auditivo.
Tratamento
A principal medida contra a surdez é a preventiva. Nos tempos atuais é grande o nível de “poluição sonora”, desde a infância com brinquedos com altíssimos valores de decibéis, passando pela “baladas” dos jovens, atingindo os adultos com fábricas geradoras de estresse e muitos ruídos.
A adequada orientação terapêutica depende essencialmente da precisão do diagnóstico sindrômico, topográfico e etiológico. O tratamento etiológico, quando a causa é identificada, é fundamental, mas pode ser insuficiente para resolver o problema auditivo e/ou vestibular.
Na grande maioria dos casos é possível reconhecer um agente etiológico para a perda auditiva, o zumbido e/ou a tontura e, em muitos deles, é possível instituir uma terapêutica específica.
Diversos medicamentos, cirurgias, próteses auditivas, reabilitação auditiva, correção de erros alimentares e modificação de hábitos são opções para o tratamento em casos com zumbido e perda auditiva.
Atualmente um recurso que sempre deve ser estudado é o implante coclear, dispositivo eletrônico que faz a função das células ciliadas lesadas ou ausentes. Ele produz um estímulo elétrico às fibras remanescentes do nervo auditivo. Os primeiros trabalhos de pesquisa sobre os implantes cocleares começaram na França em 1957. A partir deles a tecnologia dos implantes cocleares tem sido desenvolvida desde um dispositivo somente com um eletrodo (ou canal), até um sistema complexo que transmite grande quantidade de informação sonora através de múltiplos eletrodos.