Objetivos
Problematizar o processo da Abolição da Escravatura no Brasil, que culminou com a assinatura da Lei Áurea. Refletir sobre a resistência escrava e o movimento abolicionista no Segundo Reinado. Apresentar e problematizar quem foi a Princesa Isabel, porque ela aboliu a escravidão e como a Lei Áurea desgastou ainda mais a Monarquia. Discutir o verdadeiro sentido do 13 de maio e a vida difícil dos recém-libertos.
Conteúdos
Brasil Império; Abolição da escravatura.
Anos
8° e 9°
Tempo estimado
Cinco aulas
Material necessário
- Imagens: Fuga de escravos, óleo sobre tela, de François Auguste Biard (1859); Princesa Isabel; Lei Áurea; A festa da Glória, e alguns efeitos da lei de 13 de maio, de Ângelo Agostini (13 de agosto de 1888);
- Letra do samba "Salve a Princesa Isabel", de Paquito e Luís Soberano, composta em 1948;
- Versos publicados no jornal fluminense O Monitor Campista, em 23 de março de 1888.
Desenvolvimento
1° Aula
Apresente aos alunos o contexto histórico que antecedeu a abolição da escravatura, em 1888. Explique que o processo que levou ao fim da escravidão no século 19 foi longo e difícil, ressaltando a resistência escrava (formação dos quilombos, fugas arriscadas, uso da força, violência, desobediência, etc) e o movimento abolicionista.
A partir da exibição da tela Fuga de escravos, de François Auguste Biard (1859), discuta com os alunos os elementos que aparecem na tela. Questione sobre a maneira como o artista representou os escravos, suas feições, gestos, a atitude dos escravos adultos com relação às crianças, enfim, qual a sensação transmitida pela imagem. Pergunte sobre o que eles conhecem ou já estudaram acerca da escravidão.
2°Aula
Uma vez que a abolição da escravatura é entendida como um processo gradativo, discuta com os alunos as pressões internacionais para o fim da escravidão e enfatize as duas leis que antecederam o 13 de maio: A Lei do Ventre Livre , em 1871, que assegurou a liberdade dos filhos de escravas que nascessem após a sua entrada em vigor, e a Lei dos Sexagenários, de 1885, que dava liberdade a todos os escravos com idade de sessenta anos ou mais.
Questione o que elas propunham, quem foi beneficiado por elas, quais as reações que provocaram na sociedade e o que elas representaram de fato para os escravizados?
Em seguida, discuta o abolicionismo, movimento que ganhou força na segunda metade do século 19 e que foi liderado por pessoas de diferentes grupos sociais inconformadas com a escravidão, dentre elas José do Patrocínio, André Rebouças, Paula Brito, Joaquim Nabuco e Luiz Gama.
Divida os alunos em grupos e peça que eles pesquisem informações sobre os abolicionistas. Cada grupo deve criar um painel com as informações coletadas (pode ser em cartolina) e fazer uma apresentação oral para os colegas.
3º Aula
Usando uma imagem da Princesa Isabel, pergunte aos alunos se sabem quem ela foi e o que ela fez de tão importante para a história do Brasil,
Explique que a Princesa Isabel tornou-se regente do Império, uma vez que seu pai, D. Pedro II, encontrava-se em viagem pela Europa. Discuta a intensificação da campanha abolicionista com manifestações nas ruas e o apoio de diversos setores da sociedade, o que aumentou as pressões pelo o fim da escravidão no Brasil.
Problematize a criação da imagem da Princesa Isabel como a "redentora dos escravos", após assinar a Lei Áurea. Utilize a letra do Samba "Salve a Princesa Isabel" de autoria de Paquito e Luís Soberano, composta em 1948. Destaque, através da letra, como mais de 50 anos após a abolição, a imagem da princesa como redentora dos escravos se fazia presente no imaginário popular. Destaque a estrofe final da música para discutir com os alunos aspectos inerentes ao racismo e preconceito na atualidade:
Salve a princesa Isabel (Paquito e Luís Soberano)
Liberdade! Abre as asas sobre nós...
Salve a princesa Isabel
Deu liberdade a todos
Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor
Foi no dia 13 de maio
Preto não é mais lacaio
Preto não tem mais senhor
Desde o dia em que a princesa assinou
A Lei Áurea concedendo abolição
Preto teve o direito de ser cidadão
Hoje o preto pode ser doutor
Deputado e senador
Não há mais preconceito de cor!
4ª Aula
Discuta a vida dos recém-libertos. Copie no quadro os versos que foram publicados no jornal fluminense O Monitor Campista, em 23 de março de 1888, acerca dos negros:
"Fui ver pretos na cidade/ que quisessem trabalhar./ Falei com esta humildade/
- Negros, querem trabalhar?/ Olharam-me de soslaio, / E um deles, feio, cambaio,/ Respondeu-me arfando o peito:/ - Negro, não há mais não./ Nós tudo hoje é cidadão./ O branco que vá pro eito." (O Monitor Campista, 28/03/1888).
Partindo dos versos publicados pouco antes de a Lei Áurea ser assinada e com base em tudo o que já foi discutido, pergunte aos alunos qual era a visão de boa parte da sociedade brasileira sobre os negros. Essa visão mudou de lá pra cá? Como é tratada a discriminação racial no Brasil hoje?
Mostre aos alunos como a questão da escravidão no Brasil desgastou, aos poucos, a imagem da Monarquia, sobretudo a Lei Áurea, que obrigou os fazendeiros escravistas a libertarem seus escravos sem receber indenização. Sentindo-se prejudicados pela lei, muitos fazendeiros aderiram à causa da República.
5ª Aula
Discuta o verdadeiro sentido do 13 de maio de 1888. Trabalhe a imagem A festa da Glória e alguns efeitos da lei de 13 de maio, publicada na Revista Ilustrada (13 de agosto de 1888).
Nela se lê: "Nos bondes"; "Aí vem a família Pitada (...) Misericórdia, e nem uma rapariga em casa"; Seu Zuzé Congo e sua Excelentíssima Família"; "Todos os crioulos na festa da Glória e este (...) cidadão aqui a esquentar água para o chá"; Liberdade é muito bom, mas cria calos que é o diabo"; "Fiquei com o corpo livre, mas estou com os pés no cativeiro"; "Roubado pelos gatunos! Eis uma sensação que nunca tive antes da lei".
Usando a charge de Ângelo Agostini, discuta com os alunos que, para os recém-libertos, a abolição não trouxe os benefícios esperados, já que não receberam terras para plantar. Muitos permaneceram nas fazendas, trabalhando da mesma forma que antes, outros ao rumarem para as cidades em busca de empregos, foram preteridos pelos empresários que optavam por empregar os imigrantes europeus, restando aos negros os piores trabalhos, os menores salários e moradias precárias. A maioria dos libertos foi posta à margem da sociedade. Aproveite para refletir sobre o sentido da palavra marginalizado e como ao longo do tempo ela foi associada à imagem do negro pobre, sem dinheiro, sem instrução e sem apoio do governo. A abolição não garantiu os direitos mínimos de cidadania.
Avaliação
Avalie a interação dos alunos no momento dos questionamentos e das indagações feitas a partir das informações apresentadas. Analise o comprometimento e a qualidade das informações trazidas pelos alunos na elaboração e apresentação do painel sobre os abolicionistas. Avalie a capacidade criativa deles ao interpretarem as imagens e informações transmitidas por elas, assim como a compreensão dos versos do jornal O Monitor Campista.
FONTE: www.suapesquisa.com/.../abolicao.htm
"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente." Zen-Budista
sábado, 28 de maio de 2011
O Olho Humano:Deficiências
AMETROPIAS
Nossos olhos são como uma câmara fotográfica. Ambos têm uma abertura para a passagem de luz, uma lente e um anteparo onde a imagem é recebida e registrada. Simplificando, vamos considerar possuindo uma única lente convergente biconvexa (meios transparentes, mais o cristalino) situada a 5 mm da córnea e a 15 mm da retina. Quando os raios de luz provenientes de um objeto (ver figura abaixo) atravessam essa lente, forma uma imagem real e invertida localizada exatamente sobre a retina para que ela seja nítida. A retina transmite as informações ao cérebro, através do nervo ótico, que processa uma inversão da imagem fazendo com que nós vejamos o objeto na sua posição normal. É assim que enxergamos. Todo olho que tem visão normal é dito EMÉTROPE; quando não tem visão normal, possui AMETROPIA.
Nossos olhos são como uma câmara fotográfica. Ambos têm uma abertura para a passagem de luz, uma lente e um anteparo onde a imagem é recebida e registrada. Simplificando, vamos considerar possuindo uma única lente convergente biconvexa (meios transparentes, mais o cristalino) situada a 5 mm da córnea e a 15 mm da retina. Quando os raios de luz provenientes de um objeto (ver figura abaixo) atravessam essa lente, forma uma imagem real e invertida localizada exatamente sobre a retina para que ela seja nítida. A retina transmite as informações ao cérebro, através do nervo ótico, que processa uma inversão da imagem fazendo com que nós vejamos o objeto na sua posição normal. É assim que enxergamos. Todo olho que tem visão normal é dito EMÉTROPE; quando não tem visão normal, possui AMETROPIA.
| a) No olho normal a imagem se forma sobre a retina. b) Esquema da formação da imagem em um olho reduzido. |
Toda deficiência de visão corrigida com lentes é chamada de “ametropia”.Os defeitos de refração se devem a fatores hereditários e de desenvolvimento, sobre os quais não se tem controle.Da mesma forma como se herda cor dos olhos se herda a forma em que a córnea, o cristalino e a retina trabalham juntas para obter uma visão clara. Se a córnea não é redonda, é muito curva ou muito plana em relação ao tamanho do olho os raios luminosos, as imagens se focam adiante ou atrás da retina resultando no que se chama “defeito de refração” tais como a miopia, o astigmatismo ou hipermetropia.
Miopia
É a impossibilidade da pessoa ver nitidamente objetos colocados à distância.
A miopia pode ser de dois tipos: de campo e ou de curva.
De campo é quando o olho é mais alongado; de curva é quando a córnea é muito acentuada.
A miopia não é uma doença e sim uma variação anatômica do olho.

É a impossibilidade da pessoa ver nitidamente objetos colocados à distância.
A miopia pode ser de dois tipos: de campo e ou de curva.
De campo é quando o olho é mais alongado; de curva é quando a córnea é muito acentuada.
A miopia não é uma doença e sim uma variação anatômica do olho.
Miopia com astigmatismo
É quando um olho míope em que o encontro focal, antes da retina, ocorre em dois diferentes pontos. A miopia composta com astigmatismo é de duas miopias: uma em cada direção, cada uma delas com determinado valor.
É corrigida com lentes cujos meridianos principais são negativos, porém com valores diferentes.
EX:-3.00-1.00 180°
É quando um olho míope em que o encontro focal, antes da retina, ocorre em dois diferentes pontos. A miopia composta com astigmatismo é de duas miopias: uma em cada direção, cada uma delas com determinado valor.
É corrigida com lentes cujos meridianos principais são negativos, porém com valores diferentes.
EX:-3.00-1.00 180°
Casos Especiais: MIOPIA NOTURNA ou ESPACIAL
É uma miopia especial , onde o paciente geralmente trabalha em local com pouca iluminação ambiental , e com ausência de contrastes e pontos de fixação . Isto provoca em pessoas emétropes , uma acomodação excessiva m resposta a falta de estimulação acomodativa , produzindo miopias de até 1,50 Dpt.
É uma miopia especial , onde o paciente geralmente trabalha em local com pouca iluminação ambiental , e com ausência de contrastes e pontos de fixação . Isto provoca em pessoas emétropes , uma acomodação excessiva m resposta a falta de estimulação acomodativa , produzindo miopias de até 1,50 Dpt.
PSEUDOMIOPIA ou FALSA MIOPIA
Por motivos diversos , o sistema ocular pode , assim como na miopia noturna , apresentar um estado acomodativo excessivo , convergindo assim o foco da imagem para antes da retina , o que aparentemente seria uma miopia. Ao contrario da miopias , neste caso , a correção se faz com lentes positivas , suprimindo a acomodação do cristalino gradativamente até o seu funcionamento normal , e evidentemente o desaparecimento da falsa miopia.
Por motivos diversos , o sistema ocular pode , assim como na miopia noturna , apresentar um estado acomodativo excessivo , convergindo assim o foco da imagem para antes da retina , o que aparentemente seria uma miopia. Ao contrario da miopias , neste caso , a correção se faz com lentes positivas , suprimindo a acomodação do cristalino gradativamente até o seu funcionamento normal , e evidentemente o desaparecimento da falsa miopia.
Correção
Para corrigir este defeito refrativo utiliza-se lentes negativas (divergentes). Desta forma , os raios são divergidos , levando o foco da imagem para trás , ou seja , exatamente na retina
Para corrigir este defeito refrativo utiliza-se lentes negativas (divergentes). Desta forma , os raios são divergidos , levando o foco da imagem para trás , ou seja , exatamente na retina
Observações
A causa real da miopia ainda hoje é muito discutida pelos pesquisadores em todo o mundo , porém algumas explicações formuladas para esta ametropia dizem em comum que pode trata-se de uma disfunção recebida por herança , por fatores hereditários ; e/ou por trabalho excessivo de visão próxima , ou seja , excessiva sobrecarga de acomodação.
A causa real da miopia ainda hoje é muito discutida pelos pesquisadores em todo o mundo , porém algumas explicações formuladas para esta ametropia dizem em comum que pode trata-se de uma disfunção recebida por herança , por fatores hereditários ; e/ou por trabalho excessivo de visão próxima , ou seja , excessiva sobrecarga de acomodação.
Hipermetropia
É o contrario da miopia. A impossibilidade da pessoa hipermétrope é maior para perto, mas atinge a visão de longe.Pode ser causada pela curva muito baixa da córnea ou do tamanho do olho ser pequeno no plano horizontal.O hipermétrope nem sempre enxerga mal para perto.
É o contrario da miopia. A impossibilidade da pessoa hipermétrope é maior para perto, mas atinge a visão de longe.Pode ser causada pela curva muito baixa da córnea ou do tamanho do olho ser pequeno no plano horizontal.O hipermétrope nem sempre enxerga mal para perto.
Astigmatismo Miópico (Simples)É a impossibilidade de se ver nitidamente em apenas um meridiano sendo a visão normal no meridiano oposto. O astigmatismo impede a visão nítida para longe e perto, mas as pessoas sentem mais falta de lentes corretoras dirigindo carro à noite, em cinema, televisão etc. Geralmente o astigmatismo é provocado pela curva vertical da córnea ser mais acentuada do que a curva horizontal. Isto faz com que as imagens sejam focalizadas antes da retina, apenas em um plano vertical sendo que no plano horizontal a focalização é na retina. Isto faz com que sejam necessárias correções com lentes negativas apenas no meridiano vertical e no horizontal seja a lente plana.
EX : 0.00-1.00 180° (a favor da regra) ou 90°(contra regra) ou em qualquer eixo.
Astigmatismo Hipermetrópico (Simples)É uma deficiência de visão que também ocorre em um dos meridianos. A contrário do astigmatismo miópico, a imagem, num plano, se focaliza atrás da retina e no outro se focaliza exatamente na retina. Ele é corrigido com lente plano-cilíndrica positiva.
OBS :nesse caso a correção se da na horizontal
OBS :nesse caso a correção se da na horizontal
EX: 0.00 +1.00 90°
Astigmatismo MistoQuando numa direção as imagens são focalizadas dentro do olho, antes da retina e na direção oposta são focalizadas atrás da retina está caracterizado o astigmatismo misto. Ele é misto porque precisa lentes corretoras que tenha um meridiano positivo e outro oposto, negativo, com cilíndrico sempre maior que o esférico
OBS : Nesse caso, o cliente é míope na direção vertical e hipermétrope na direção horizontal.
OBS : Nesse caso, o cliente é míope na direção vertical e hipermétrope na direção horizontal.
EX: +2.00-4.00 180°
Miopia composta com Astigmatismo
É corrigida com lentes cujos meridianos principais são negativos, porém com valores diferentes.
É corrigida com lentes cujos meridianos principais são negativos, porém com valores diferentes.
EX:-3.00-1.00 180°
Hipermetropia composta com Astigmatismo
É corrigida com lentes cujos meridianos principais são positivos, porém com valores diferentes.
OBS: focalização desigual, porém antes da retina.
É corrigida com lentes cujos meridianos principais são positivos, porém com valores diferentes.
OBS: focalização desigual, porém antes da retina.
EX:+1.00+2.00 90°
OBS: focalização se da atrás da retina, porem em planos diferentes.
Afácia
Também conhecida como Afaquia, é uma ametropia causada pela extração por meio de cirurgia, do cristalino. O cristalino é retirado cirurgicamente devido ao cliente ser portador de uma catarata que é uma doença que vai aos poucos opacificando o cristalino, tomando o cliente cego. Após a cirurgia, é feita a correção com óculos específico.
Também conhecida como Afaquia, é uma ametropia causada pela extração por meio de cirurgia, do cristalino. O cristalino é retirado cirurgicamente devido ao cliente ser portador de uma catarata que é uma doença que vai aos poucos opacificando o cristalino, tomando o cliente cego. Após a cirurgia, é feita a correção com óculos específico.
- Presbiopia (vista cansada): É a mais popular das ametropias, ou seja, a que maior número de óculos exige. A presbiopia chega a contribuir com 50% das pessoas que usam óculos. Ela ocorre na grande maioria das pessoas, geralmente após os 42 anos de idade. O cristalino começa a perder seu poder de acomodação para perto, a partir dos 30 anos.
Quando passa dos 40 anos (isto também depende da atividade da pessoa) começa a distanciar as pequenas letras para vê-las corretamente e quando o braço não mais consegue trazer a nitidez, está na hora de ir ao oculista. A presbiopia também é corrigida com lentes esféricas positivas ou convergentes, designadas pelo sinal (+). A presbiopia cresce tanto, até 65 anos, que chega a atingir a visão de longe. Assim um présbita começa corrigindo sua visão para perto e com o tempo necessita também grau positivo para longe, mesmo não tendo sido Hipermétrope na juventude. A progressão da presbiopia varia de acordo com a atividade da pessoa e da sua natureza.
EstrabismoTodo estrábico tem visão dupla. Geralmente o estrábico tem uma ametropia que causou o abandono de um dos olhos, fazendo com que a visão do olho abandonado fique atrofiada. Com a visão atrofiada o olho toma uma posição qualquer, saindo da posição normal. Quando o estrábico (até dois anos) tenta fundir as duas imagens e não consegue, abandona a visão em um dos olhos e daí surge o estrabismo. Entre os dois e três anos poderá ser recuperado pelo oftalmologista. Depois desta idade torna-se problemática sua recuperação. A recuperação estética poderá ser conseguida, mas visual é muito difícil. Em certas circunstâncias o estrabismo pode ser recuperado com lentes prismáticas.
O estrabismo latente é classificado em :
Esoforia – Olho desviado para dentro;
Exoforia – Olho desviado para fora;
Hiperforia – Olho desviado para cima;
Hipoforia – Olho desviado para baixo;
Cicloforia – Olho se desvia em torno de si.
O estrabismo aparente é classificado em:
Esotropia – Olho desviado para dentro;
Exotropia – Olho desviado para fora;
Hipertropia – Olho desviado para cima;
Hipotropia – Olho desviado para baixo;
Ciclotropia – Olho se desvia em torno de si.
O estrabismo pode ser tratado através de exercícios de ortóptica e/ou com o auxílio de lentes especiais.
Exoforia – Olho desviado para fora;
Hiperforia – Olho desviado para cima;
Hipoforia – Olho desviado para baixo;
Cicloforia – Olho se desvia em torno de si.
O estrabismo aparente é classificado em:
Esotropia – Olho desviado para dentro;
Exotropia – Olho desviado para fora;
Hipertropia – Olho desviado para cima;
Hipotropia – Olho desviado para baixo;
Ciclotropia – Olho se desvia em torno de si.
O estrabismo pode ser tratado através de exercícios de ortóptica e/ou com o auxílio de lentes especiais.
Catarata
Constitui a opacificação do cristalino, acarretando graves problemas de visão; para qualquer tipo de catarata, o único tratamento realmente eficaz é a cirurgia.
Constitui a opacificação do cristalino, acarretando graves problemas de visão; para qualquer tipo de catarata, o único tratamento realmente eficaz é a cirurgia.
A catarata pode ser:
Congênita – Ataca a criança antes do nascimento;
Traumática – Derivada de acidentes;
Adquirida – Pode ser causada por traumatismos, perturbações endócrinas (metabólica) ou senilidade.
Congênita – Ataca a criança antes do nascimento;
Traumática – Derivada de acidentes;
Adquirida – Pode ser causada por traumatismos, perturbações endócrinas (metabólica) ou senilidade.
Glaucoma
É característica dos olhos acometidos de tensão elevada, que atinge 5% da população com cerca de 40 anos de idade. A tensão interna do olho aumenta devido à dificuldade de liberação do humor aquoso; líquido existente entre a córnea e o cristalino.
É característica dos olhos acometidos de tensão elevada, que atinge 5% da população com cerca de 40 anos de idade. A tensão interna do olho aumenta devido à dificuldade de liberação do humor aquoso; líquido existente entre a córnea e o cristalino.
O glaucoma é classificado como:
Simples – Decorre de um distúrbio fisiológico do sistema de escoamento do humor aquoso;
Agudo – Apresenta sintomas intensos e imediatos num olho sem antecedentes glaucomatosos;
Congênito – Se caracteriza pelo fechamento do ângulo irido-corneano e pelo aumento do volume do globo ocular;
Secundário – É decorrente de problemas patológicos que, se detectados a tempo, podem ser solucionados.
Simples – Decorre de um distúrbio fisiológico do sistema de escoamento do humor aquoso;
Agudo – Apresenta sintomas intensos e imediatos num olho sem antecedentes glaucomatosos;
Congênito – Se caracteriza pelo fechamento do ângulo irido-corneano e pelo aumento do volume do globo ocular;
Secundário – É decorrente de problemas patológicos que, se detectados a tempo, podem ser solucionados.
Ambliopias
São todos os problemas de visão que não podem ser compensados através de lentes comuns e constituem dois grupos distintos, vejamos:
Por problemas nos olhos – São os casos de perda de visão pelo cérebro devido a distúrbios como:
São todos os problemas de visão que não podem ser compensados através de lentes comuns e constituem dois grupos distintos, vejamos:
Por problemas nos olhos – São os casos de perda de visão pelo cérebro devido a distúrbios como:
- Estrabismo – Desequilíbrio na musculatura externa do olho;
- Anisometropia – Diferença elevada de dioptria entre os olhos.(diferença de 3.00)
Por alterações Orgânicas – Causadas por infecções bacteriológicas ou substâncias tóxicas encontradas em alimentos e medicamentos.
Nistagmo
É caracterizado pelo descontrole neuromuscular do globo ocular podendo ser congênito ou adquirido.
É caracterizado pelo descontrole neuromuscular do globo ocular podendo ser congênito ou adquirido.
Doenças da córnea – A córnea pode ser acometida de várias doenças, além de muito sensível a pequenos traumatismos; vejamos algumas destas moléstias:
- Queratite – É a inflamação da córnea devido à ação de vírus, de bactérias ou de fungos;
- Ceratocone – Caracteriza-se pelo enfraquecimento da córnea, fazendo com que a mesma assuma a forma de um cone devido à pressão do humor aquoso;
- Pterígio – Proliferação fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea.
- Leucoma – Opacificação após trauma
- Edema – Endotélio tem dificuldade de retirar liquido da córnea.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
PAZ NO MUNDO
A paz no mundo começa dentro de mim, quando me aceito, de corpo e alma
E reconheço meus defeitos, com paciência e calma
E em vez de me fragmentar em mil pedaços eu me coloco inteiro no que penso
Sinto e faço, passageiro no tempo e no espaço, sem nada para levar que possa me prender
Sem medo de errar e com muita vontade de aprender.
E reconheço meus defeitos, com paciência e calma
E em vez de me fragmentar em mil pedaços eu me coloco inteiro no que penso
Sinto e faço, passageiro no tempo e no espaço, sem nada para levar que possa me prender
Sem medo de errar e com muita vontade de aprender.
A paz no mundo começa entre nós, quando eu aceito o teu modo de ser
Sem me opor ou resistir e reconheço tuas virtudes sem te invejar ou me retrair
E faço das nossas diferenças a base de nossa convivência
E, em lugar de te dividir em mil personagens, consigo ver-te inteiro, nu, real,
Sem nenhuma maquiagem, companheiros da mesma viagem
No processo de aprendizagem do que é ser gente.
Sem me opor ou resistir e reconheço tuas virtudes sem te invejar ou me retrair
E faço das nossas diferenças a base de nossa convivência
E, em lugar de te dividir em mil personagens, consigo ver-te inteiro, nu, real,
Sem nenhuma maquiagem, companheiros da mesma viagem
No processo de aprendizagem do que é ser gente.
A paz no mundo começa quando as palavras se calam e os gestos
Se multiplicam, quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura
Quando se repudia a doença e se enaltece a cura
Quando se combate a normalidade que virou loucura e se estimula o desejo de melhorar a humanidade, de construir uma outra sociedade
Com base numa outra relação, em que amar é a regra, e não mais a exceção.
Se multiplicam, quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura
Quando se repudia a doença e se enaltece a cura
Quando se combate a normalidade que virou loucura e se estimula o desejo de melhorar a humanidade, de construir uma outra sociedade
Com base numa outra relação, em que amar é a regra, e não mais a exceção.
(Autor Desconhecido)
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: BOAS RAZÕES
ASDRA. Inclusion News)
Espaço de socialização e aprendizagem para Deficiêntes Visuais
A criança com deficiência visual precisa encontrar na creche um ambiente seguro e agradável, um espaço de acolhida e compreensão das necessidades de atenção, afeto, cuidados e respeito ao seu rítmo de desenvolvimento e aprendizagem. A compreensão da necessidade de movimentar-se, de interagir e da forma peculiar de explorar e conhecer os objetos é que permitem à criança com deficiência visual elaborar, por um caminho próprio, diferenciado, suas percepções e construção de significados.
O respeito a essa forma diferente de ser, de conhecer e a oportunidade oferecida de ampliar experiências, fazer trocas e descobertas é que faz da creche um espaço de aprendizagem por excelência.
Quais as necessidades básicas de aprendizagem de uma criança com deficiência visual?
O bebê com deficiência visual, como qualquer outra criança, ainda não tem, no seu primeiro ano de vida, a capacidade de simbolizar o que vive. Por isso, precisa de um ritual de continuidade, de repetição e de rotina. A criança pequena aprende pela ação sensório-motora, pela repetição.
É a vivência contínua das ações e atividades no tempo e espaço que permite à criança antecipar o que vai acontecer, e assim organizar seu mundo interno. A criança que não enxerga necessitará, mais do que as outras crianças, de sinais e indícios sobre as mudanças que vão ocorrer no ambiente, isto é, se alguém vai sair, chegar, se é a mamadeira que vem, se é alguma criança que se aproxima (Bruno, 1992).
Toque o bebê
Tocar e ser tocado é fundamental para a criança com deficiência visual, pois pelo tato ela vai assimilando o mundo, construindo as percepções elementares e formando a imagem mental das pessoas, dos objetos e do ambiente.
As experiências corporais no trocar, no banho, no vestir-se, a qualidade do toque, a verbalização, o movimento e as brincadeiras com o corpo é que permitirão a formação da imagem corporal, a construção da auto-imagem, da noção do eu e do outro.
Como a criança não pode se ver no espelho, ela precisa conhecer bem o seu próprio corpo, o toque, a pele, o brincar com os diferentes movimentos. Conhecer, tocar e brincar com outras crianças da mesma idade permite a reflexão da i
Fonte:http://arivieiracet.blogspot.com/2011/05/creche-como-espaco-de-socializacao-e.htmlmagem de si e do outro, ajuda na formação da identidade e na construção da auto-imagem.
O respeito a essa forma diferente de ser, de conhecer e a oportunidade oferecida de ampliar experiências, fazer trocas e descobertas é que faz da creche um espaço de aprendizagem por excelência.
Quais as necessidades básicas de aprendizagem de uma criança com deficiência visual?
O bebê com deficiência visual, como qualquer outra criança, ainda não tem, no seu primeiro ano de vida, a capacidade de simbolizar o que vive. Por isso, precisa de um ritual de continuidade, de repetição e de rotina. A criança pequena aprende pela ação sensório-motora, pela repetição.
É a vivência contínua das ações e atividades no tempo e espaço que permite à criança antecipar o que vai acontecer, e assim organizar seu mundo interno. A criança que não enxerga necessitará, mais do que as outras crianças, de sinais e indícios sobre as mudanças que vão ocorrer no ambiente, isto é, se alguém vai sair, chegar, se é a mamadeira que vem, se é alguma criança que se aproxima (Bruno, 1992).
Toque o bebê
Tocar e ser tocado é fundamental para a criança com deficiência visual, pois pelo tato ela vai assimilando o mundo, construindo as percepções elementares e formando a imagem mental das pessoas, dos objetos e do ambiente.
As experiências corporais no trocar, no banho, no vestir-se, a qualidade do toque, a verbalização, o movimento e as brincadeiras com o corpo é que permitirão a formação da imagem corporal, a construção da auto-imagem, da noção do eu e do outro.
Como a criança não pode se ver no espelho, ela precisa conhecer bem o seu próprio corpo, o toque, a pele, o brincar com os diferentes movimentos. Conhecer, tocar e brincar com outras crianças da mesma idade permite a reflexão da i
Fonte:http://arivieiracet.blogspot.com/2011/05/creche-como-espaco-de-socializacao-e.htmlmagem de si e do outro, ajuda na formação da identidade e na construção da auto-imagem.
domingo, 22 de maio de 2011
O investimento emocional na educação
Os pais educam e punem para o bem da criança, mas também para satisfazer muitas de suas necessidades. Temos fortes sentimentos sobre como « educar » bem nossos filhos e sobre que « tipo » de pais seremos, mas, na prática, repetimos muitos dos modelos que ficaram em nosso subconsciente. Na verdade, como pais, podemos nos « reeducar » da maneira que gostaríamos de ter sido educados. O mesmo se dá com os professores. Podemos querer firmemente ser diferentes daquele modelo tradicional de professor ao qual tecemos críticas, porém, no exercício do dia-a-dia do magistério, muitas vezes nos acomodamos e esquecemos nossos propósitos iniciais. É aqui que se instala o perigo : a necessidade mórbida de exibir poder, humilhar, mostrar quem está no comando é uma das posturas mais comuns aos professores tradicionais. Acostumados a não serem questionados, eles só querem se fazer obedecer, a qualquer custo. Cabe agora uma reflexão : por que essa necessidade de provar seu poder sobre os alunos é tão grande ?
Por Sandra Kezen
O exercício diário do magistério
Ser professor é um desafio diário. Nos dias atuais, em que pais e mães trabalham fora, muitas vezes o tempo todo e mal vêem suas crianças, o professor faz o papel de pai/mãe, conselheiro/a, psicólogo/a, amigo/a, etc. Mas estará preparado para isto ? Não seria esta uma tarefa sobrehumana ? Onde obter treinamento para desempenhar tal tarefa a contento ? Os cursos de graduação treinam profissionais do ensino em suas diversas áreas do conhecimento, mas na prática, o trabalho do professor vai além do que ele foi treinado para ser ou fazer. Daí a necessidade de gostar da profissão, de total dedicação e do entendimento e conscientização de seu papel. Às muitas dificuldades que enfrentamos, une-se a confusão, já que as opiniões sobre disciplina variam muito, além, é claro, da opinião de cada um. A disciplina começa como atenção. Temos que entender seu objetivo. As palavras « disciplina » e « castigo » são freqüentemente trocadas uma pela outra, mas elas não são palavras sinônimas. Disciplinar é ensinar. Curiosamente, tem como base semântica a palavra « discípulo », alguém que gosta e respeita tanto o outro que modela a si mesmo como essa pessoa. Portanto, temos que assumir responsabilidade por nossos discípulos : para eles, somos o modelo. Nosso comportamento regular de todo dia, que molda o sistema de valores de nossos filhos, aplica-se também a nossos alunos, de quem esperamos um comportamento socialmente aceitável.
Por Sandra Kezen
Fonte:http://www.partes.com.br/ed39/educacao.asp
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