sábado, 24 de setembro de 2011

O QUE MEU FILHO ME ENSINOU



Por: Maybelle Wilkes

Ele nunca disse uma palavra durante sua vida,
mas me ensinou mais do que todos os livros que já li.
Ele nunca deu um passo, mas me elevou a patamares
que jamais teria alcançado sozinha.
Ele viveu apenas poucos anos, mas vive eternamente
em todas as crianças que encontro.
Quem pode dizer que ele foi um peso, quando me enriqueceu tanto?

Naquela distante manhã, esperava tensa para que o famoso pediatra comunicasse os resultados dos exaustivos exames feitos em Robert, meu filho de um ano de idade. Ele segurou bondosamente minhas mãos e falou sem pressa: "Senhora Wilkes, este é o tipo de coisa que odiamos dizer para a mãe. Robert tem paralisia cerebral; o dano no cérebro é intenso; a coordenação muito pobre. Ele não poderá fazer muita coisa por si mesmo, sua digestão é falha, ele poderá sofrer muita dor."

Perdi o fôlego. "Ele é inteligente. Ele sorri para mim. Ele tem de ser normal...Ele é tudo que tenho; eu não suportaria." Chorei desesperadamente. "Ele está cansado, cansado, cansado." Minha histeria aumentou.

O médico me abraçou e disse com carinho: "Ele nasceu com inteligência, mas por favor, não conte com nenhuma recuperação. Tente não se destruir. Meu conselho seria colocar seu filho em uma instituição onde ele será bem cuidado."

Entretanto, levei meu filho para casa e comecei a longa e difícil tarefa de cuidar de uma criança desamparada e angustiada. Eu era uma jovem viúva e não tinha recursos para obter ajuda.

No início eu não admitia que meu lindo filho fosse diferente. Desgastei-me de tão inconformada.

Depois começaram as lições que ele me ensinou — as longas, longas lições.

Após as exaustivas noites, repletas de dor e infelicidade, olhava para meu filho e sobre seu rostinho cansado aparecia um radiante sorriso. Se ele podia sorrir, pensei, eu poderia também. Era tão pouco para dar, quando isso para ele significava o mundo. Então sorrimos juntos — minha primeira lição.

Depois aprendi que ele reagia a uma voz alegre. Lia histórias alegres para ele, falava dos pássaros e trazia pequeninos animais para ele ver e tentar manusear. E ele adorava cores. Ríamos juntos, a amargura se dissolveu e a vida melhorou.

No começo, eu havia me afastado das outras pessoas pelo choque e pelo orgulho. Meus jovens e animados amigos se distanciaram, mas descobri que atraíamos pessoas com coração especial — cujo olhar e sorriso diferente são sinais de quem carrega, ou já carregou, uma pesada cruz com muita coragem.

Médicos eram bondosos, sempre dispostos a ajudar. Carregavam Robert nos braços e eram muito amorosos quando viam em seus olhos a gratidão pelo carinho. Então aprendi a aceitar e a ser humilde. As lições continuavam.

Um reitor numa pequena paróquia — que nunca pôde ter uma paróquia maior porque sua esposa era uma incorrigível alcoólatra — durante algumas noites ficou cuidando de Robert comigo. Quando viu a angústia, disse: "O inferno aparece de várias maneiras." Com sua ajuda encontramos uma casinha com jardim, onde podia deixar Robert ao sol enquanto trabalhava.

Depois percebi como ele atraía as pessoas. Elas vinham devagarinho e pareciam sentir o seu espírito. Apesar de fraco, ele compreendia o infinito.

Havia o dono de uma fábrica, um homem alto de aparência orgulhosa. Me incomodava cada vez que ele cruzava com arrogância a nossa estreita rua.

Uma manhã o vi olhar para meu filho. No dia seguinte, ele acenou. Robert sorriu. Eles esperavam um pelo outro. Por fim, ele entrava em nosso jardim, na ponta dos pés, e falava com Robert suavemente e sorria carinhosamente.

Robert inclinava sua cabeça para receber uma carícia ou um beijo. Quem diz que eles não sabem? Uma vez fui até o jardim e o senhor me disse humildemente: "Acho que ele me ama."

Um dia, ele se ajoelhou ao lado da cadeira de rodas, abriu um cesto e tirou um lindo cachorrinho branco. Ao ver a expressão de êxtase no rosto de Robert, o senhor se voltou para mim com os olhos cheios de lágrimas e disse: "O que eu não daria para ajudá-lo como ele tem me ajudado."

Então aprendi a não julgar, mas a olhar dentro do coração da pessoa.

Porque Robert amava música, continuei minha prática e tocava e cantava para ele. Fizemos amigos. Depois, finalmente encontrei Deus. Ele caminhou conosco pelos vales mais escuros. Nunca mais estivemos sós. Aprendi a ter paciência e confiança.

Os anos se passaram. Robert tinha seis anos. Ele começou a definhar e estava ficando mais difícil levantá-lo e carregá-lo. Fiquei cansada demais para continuar. O médico insistiu para que ele fosse internado em uma instituição. Não queria torná-lo tão infeliz nos dias que lhe restavam. Temia a separação. Pedi a Deus que não nos separasse durante a vida. Deixei em Suas mãos.

Antes que a internação fosse realizada, Deus abriu o portal de uma vida maior para meu pequeno filho.

As lições terminaram.


Referencia:http://apoiosocialbrasil.blogspot.com/search/label/Crian%C3%A7as%20especiais

EU BRINCO TU BRINCAS E AS CRIANÇAS ESPECIAIS TAMBÉM BRINCAM



Este estudo tem como objetivo compreender o brincar de uma criança com paralisia cerebral no âmbito familiar. O interesse pela temática surgiu da minha experiência como mãe de uma criança especial, de uma menina especial. Esta experiência trouxe inúmeras indagações, mobilizou toda a família, fazendo com que nos informássemos e procurássemos alternativas para melhor cuidá-la e educá-la.

Brincar é gostoso
Brincando a gente aprende muitas coisas também.
Por exemplo, brincando a gente aprende a brincar!
A gente pode brincar pulando, correndo e até sentado.
A gente pode brincar com um anel ou com uma pedrinha no chão.
E com outras coisas mais.
Usando a cabeça a gente pode inventar uma brincadeira.
Usando as mãos a gente pode construir um brinquedo.
E usando os pés - o que a gente pode fazer? E as palavras?Será que a gente pode brincar com elas?
Eu brinco, você brinca, as galinhas brincam, as minhocas brincam..?...bem as minhocas, eu não sei se brincam, mas devem brincar ,sim, do jeito delas.

Luiz Camargo

Referencia:http://apoiosocialbrasil.blogspot.com/search/label/Crian%C3%A7as%20especiais

UMA REFLEXÃO SOBRE ÉTICA



Ele tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Logo, elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.


Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada. O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente. O pai, então, acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:

Você tem que devolvê-lo, filho.
Mas, papai, reclamou o menino.
Vai aparecer outro, insistiu o pai.
Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou
embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele.

Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.

Porém, sempre vê o mesmo peixe repetidamente todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado. Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos vendo. Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA.

Texto:
Uma Pescaria Inesquecível, de James P. Lenfestey
Do livro Histórias para Aquecer o Coração dos Pais
Editora Sextante.



Referencia:http://apoiosocialbrasil.blogspot.com/search/label/Reflex%C3%B5es

O SEGREDO DA FELICIDADE



Certo mercador enviou seu filho para aprender o Segredo da Felicidade com o mais sábio de todos os homens. O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar a um belo castelo, no alto de uma montanha. Lá vivia o Sábio que o rapaz buscava.

Ao invés de encontrar um homem santo, porém, o nosso herói entrou numa sala e viu uma atividade imensa; mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves, e havia uma farta mesa com os mais deliciosos pratos daquela região do mundo.

O Sábio conversava com todos, e o rapaz teve que esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido.

Com muita paciência, escutou atentamente o motivo da visita do rapaz, mas disse-lhe que naquele momento não tinha tempo de explicar-lhe o Segredo da Felicidade.

Sugeriu que o rapaz desse um passeio por seu palácio, e voltasse daqui a duas horas.

– Entretanto, quero lhe pedir um favor – completou, entregando ao rapaz uma colher de chá, onde pingou duas gotas de óleo. – Enquanto você estiver caminhando, carregue esta colher sem deixar que o óleo seja derramado.

O rapaz começou a subir e descer as escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher. Ao final de duas horas, retornou à presença do Sábio.

– Então – perguntou o Sábio – você viu as tapeçarias da Pérsia que estão na minha sala de jantar? Viu o jardim que o Mestre dos Jardineiros demorou dez anos para criar? Reparou nos belos pergaminhos de minha biblioteca?

O rapaz, envergonhado, confessou que não havia visto nada. Sua única preocupação era não derramar as gotas de óleo que o Sábio lhe havia confiado.

– Pois então volte e conheça as maravilhas do meu mundo – disse o Sábio. – Você não pode confiar num homem se não conhece sua casa.

Já mais tranqüilo, o rapaz pegou a colher e voltou a passear pelo palácio, desta vez reparando em todas as obras de arte que pendiam do teto e das paredes. Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, o requinte com que cada obra de arte estava colocada em seu lugar. De volta à presença do Sábio, relatou pormenorizadamente tudo que havia visto.

– Mas onde estão as duas gotas de óleo que lhe confiei? – perguntou o Sábio.

Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as havia derramado.

– Pois este é o único conselho que eu tenho para lhe dar – disse o mais Sábio dos Sábios. – O segredo da felicidade está em olhar todas as maravilhas do mundo, e nunca se esquecer das duas gotas de óleo na colher.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Governo aponta problemas culturais e falta de iniciativa do poder público pela exclusão



Quase metade das crianças e adolescentes (48%) com algum tipo de deficiência e que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) está fora da escola. A proporção equivale a cerca de 200 mil jovens que deveriam estar estudando, mas não conseguiram vaga nas escolas ou as famílias não efetuaram a matrícula.
Os números são do Ministério da Educação (MEC) que nesta quarta-feira (21) lançou em Brasília a 2ª edição do Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. De acordo o ministro Fernando Haddad, o grande contingente é fruto de problemas culturais (as famílias não têm a compreensão da necessidade e do direito de as pessoas com deficiência estudarem) e também da “falta de iniciativa” do Poder Público local.
Haddad espera que as secretarias de Educação dos estados e dos municípios busquem as crianças e os adolescentes que não estão na escola. “Eu tenho o cadastro de todas as crianças que recebem por lei um salário mínimo em virtude de uma deficiência [o BPC]. Eu tenho esse cadastro [da Previdência Social] e cruzo com o do MEC. Se eu não encontro a criança matriculada, eu tenho que visitar essa criança”, recomendou o ministro ao salientar que a busca ativa está sendo feita desde 2008. “Cem mil crianças já foram resgatadas com esse processo, nós temos que buscar essas 200 mil.”
De acordo com a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Cláudia Pereira Dutra, muitas famílias têm medo de perder o benefício ao matricular os filhos porque, na visão dessas pessoas, a frequência escolar seria a comprovação de que não existe invalidez. Cláudia afirma que não há essa possibilidade e esclarece que a Constituição Federal (Artigo nº 205) determina que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família”.
“Esse recurso [do BPC] é para promover a qualidade de vida das pessoas, entre eles, o exercício do direito à educação”, salientou.
Segundo Cláudia, desde 2007, mais de 24 mil salas de recursos multifuncionais (com equipamentos, mobiliários, material para atendimento especializado) foram instaladas nas escolas públicas (investimento de R$ 150 milhões). Anualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) oferece R$ 100 milhões para a adequação física de escolas (construção de rampas, instalação de corrimão, adaptação de banheiros).
Na opinião da secretária, além da adequação física e da formação dos professores, é fundamental a compreensão dos profissionais que atuam nas escolas de que muitas pessoas com deficiência necessitam do apoio de um acompanhante permanentemente – como parentes que possam ficar na escola para ajudar em atividades em sala, na locomoção, na alimentação e no uso dos banheiros.
No ano passado, escolas públicas de 420 municípios de todo o país inscreveram 713 iniciativas para concorrer ao Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas. Uma escola em cada região foi premiada. Este ano, o prêmio terá três categorias: escolas públicas (para experiências pedagógicas exitosas); secretarias de Educação (para gestão do sistema de ensino que gere inclusão); e estudantes de escolas públicas (para texto narrativo sobre o tema A Escola Aprendendo Com as Diferenças, que deve ser elaborado por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio). O primeiro colocado recebe um notebook.
As inscrições devem ser feitas até 31 de dezembro, o regulamento está no link: http://peei.mec.gov.br/interna.php?page=1. Além das três categorias, a premiação fará menção honrosa à experiência pedagógica de educação infantil. “O estímulo nesta fase é fundamental para que o aluno não tenha dificuldade de adaptação no futuro”, aponta a secretária Cláudia Pereira Dutra.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Educação para o trânsito sob a ótica da Inclusão


Nos documentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais o trânsito não é indicado como tema transversal, porém é considerado como tema local, de urgência e de abrangência nacional, tendo estreitas ligações com os temas da: saúde, meio-ambiente e ética. Observem abaixo exposição do Ministério da Educação:

“O trabalho com temas sociais na escola, por tratar de conhecimentos diretamente vinculados à realidade, deve estar aberto à assimilação de mudanças apresentadas por essa realidade. As mudanças sociais e os problemas que surgem pedem uma atenção especial para se estar sempre interagindo com eles, sem ocultá-los”.

Assim, embora os temas tenham sido escolhidos em função das urgências que a sociedade brasileira apresenta, dadas as grandes dimensões do Brasil e as diversas realidades que o compõem, é inevitável que determinadas questões ganhem importância maior em uma região.

Sob a denominação de Temas Locais, os Parâmetros Curriculares Nacionais pretendem contemplar os temas de interesse específico de uma determinada realidade a serem definidos no âmbito do Estado, da cidade e/ou da escola. Uma vez reconhecida a urgência social de um problema local, este poderá receber o mesmo tratamento dado aos outros Temas Transversais.

Tomando-se como exemplo o caso do trânsito, observamos que, embora esse seja um problema que atinge uma parcela significativa da população, é um tema que ganha significação principalmente nos grandes centros urbanos, onde o trânsito tem sido fonte de intrincadas questões de natureza extremamente diversa.

Pense-se, por exemplo, no direito ao transporte associado à qualidade de vida e à qualidade do meio ambiente; ou o desrespeito às regras de trânsito e a segurança de motoristas e pedestres (o trânsito brasileiro é um dos que, no mundo, causa maior número de mortes). Assim, visto de forma ampla, o tema trânsito remete à reflexão sobre as características de modos de vida e relações sociais”.

Ora, ao trabalharmos o tema trânsito devemos considerar todas as situações, alunos com deficiência e outros sem deficiência. Considerar a cidade e orientar os alunos sem conhecer alguns detalhes coloca em risco todo o estudo proposto.

Atualmente não se separa trânsito do contexto da cidade, da mobilidade urbana, acessibilidade e da sustentabilidade. Como podemos orientar o (a) aluno (a) com deficiência a circular de modo seguro pela cidade? A orientação é a mesma para aqueles que não têm deficiência? É possível trabalhar todos ao mesmo tempo?

Dentro da ótica da educação inclusiva devemos orientar todos ao mesmo tempo, no entanto, jamais devemos relegar algumas especificidades das cidades, por exemplo, uma travessia sem rebaixamento de guia. Evidente que, para uma pessoa que utiliza cadeiras de rodas essa travessia terá um tempo maior; portanto, a orientação a ser difundida é para que a pessoa que tem deficiência ou mobilidade reduzida é atravessar quando as condições realmente sejam bastante favoráveis.

Naturalmente que, ao lado desta informação é preciso salientar que se o condutor obedecer a lei de trânsito, a travessia de qualquer pessoa, em especial daquelas com deficiência ou mobilidade reduzida, será muito mais segura, basta observarmos o preceito do art. 70, parágrafo único do CTB.

A escola de hoje deve trabalhar o trânsito não como um evento isolado, mas no contexto da mobilidade urbana.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

25 MANEIRAS PARA CONQUISTAR OS ALUNOS


De acordo com uma pesquisa, apenas um a cada quatro alunos do 6º ano ao ensino médio dizem que as  suas escolas oferecem um ambiente acolhedor. Esta constatação é surpreendente!

Como podemos inspirar os alunos a mostrar empatia uns pelos outros, se nós falhamos em mostrar isso em nós?

Na verdade, nós nos importamos muito, porém nosso foco está centrado apenas no
desenvolvimento acadêmico e acabamos por ignorar os pequenos gestos que demonstram carinho.

Interessante dizer que, o menor caminho para o sucesso acadêmico de muitos alunos é através dos seus corações. Eles não se importam com quanto nós sabemos, o que eles querem saber é o quanto nós nos importamos.

Aqui vão 25 dicas que, se praticadas diariamente, garantirão o seu nome no Hall da Fama junto aos Alunos, Pais e Direção da Escola.
1.           Aprenda o nome dos seus alunos
2.           Lembre a data de aniversário deles
3.           Pergunte como eles estão e/ou como se sentem
4.           Olhe nos olhos quando conversar com eles
5.           Ria junto com eles
6.           Diga-lhes o quanto você gosta de estar com eles
7.           Encoraje-os a pensar grande
8.           Incentive-os a persistirem e celebre os resultados
9.           Compartilhe do entusiasmo deles
10.        Quando estiverem doentes envie uma carta ou um bilhete
11.        Ajude-os a tornarem-se experts em algo
12.        Elogie mais e critique menos
13.        Converse a respeito dos sonhos ou do que os afligem
14.        Respeite-os sempre
15.        Esteja sempre disponível para ouví-los
16.        Apareça nos eventos que eles realizarem
17.        Encontre interesses em comum
18.        Desculpe-se quando fizer algo errado
19.        Ouça a música favorita deles com eles
20.        Acene e sorria quando estiver longe
21.        Agradeça-os
22.        Deixe claro o que você gosta neles
23.        Recorte figuras, artigos de revistas que possam interessá-los
24.        Pegue-os fazendo algo certo e cumprimente-os por isso
25.        Dê-lhes sua atenção individual

** Professor (a), esses 25 comportamentos traduzem a essência do que é criar um relacionamento baseado no Amor e não na nota bimestral.
Coloquem em prática essas dicas e veja a mudança no comportamento de seus alunos.
  
Autoria do Texto: Roseli Brito- Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach


sábado, 10 de setembro de 2011

Os 10 Mandamentos do Dever de Casa


OS DEZ MANDAMENTOS DO DEVER DE CASA

1. Jamais faça a lição por seu filho ou permita que outros o façam (avós, empregada, irmão mais velho, amigo). Tenha clareza de que a lição é de seu filho e não sua, portanto, ele tem um compromisso e não você. Deixe-o fazendo a sua tarefa e vá fazer algo seu. Ele precisa sentir que o momento da tarefa é dele.

2. Organize um espaço e um horário apropriados para ele fazer as tarefas.

3. Troque idéias ou formule perguntas para ajudar no raciocínio, mas só se for requisitado. Não dê respostas, faça perguntas, provoque o raciocínio.

4. Oriente, a correção fica a cargo do professor. Importante: não vale apagar o erro de seu filho. Quem deve fazer isso é o professor. Aponte os erros (torne o erro construtivo).

5. Diga "tente novamente" diante da queixa. Refaça. Recomece. Caso seu filho perceba que errou, incentive-o a buscar o acerto ou uma nova resposta. Demonstre com exemplos que você costuma fazer isso. Nesse caso, valem os itens anteriores para reforçar este.

6. Torne o erro construtivo. Errar faz parte do processo de aprender (e de viver!). Converse, enfatizando a importância de reconhecermos os nossos erros e aprendermos com eles. Conte histórias que estão relacionadas a equívocos.

7. Lembre-se de que fazem parte das tarefas escolares duas etapas: as lições e o estudo para rever os conteúdos. As responsabilidades escolares não findam quando o aluno termina as lições de casa. Aprofundar e rever os conteúdos são fundamentais.

8. Não misture as coisas. Lição e estudar são tarefas relacionadas à escola. Lavar a louça, arrumar o quarto e guardar os brinquedos são tarefas domésticas. Os dois são trabalhos, no entanto, de naturezas diferentes. Não vincule um trabalho ao outro, e só avalie as obrigações domésticas.

9. Não julgue a natureza, a dificuldade ou a relevância da tarefa de casa. A lição de casa faz parte de um processo que começou em sala de aula e deve terminar lá. Se você não entendeu ou não concordou, procure a escola e informe-se. Seu julgamento pode desmotivar seu filho e até mesmo despotencializar a professora e, consequentemente, a tarefa de casa e seus objetivos.

10. Demonstre que você confia em seu filho, respeita suas iniciativas e seus limites e conhece suas possibilidades. Crie um clima de camaradagem e consciência na família, mas não deixe de dar limites e ser rigoroso com os relapsos e irresponsabilidades.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mais Atividades 07 de Setembro















O dizer "não" na educação... Por Içami Tiba



É muito comum os pais se queixarem que seus filhos não atendem aos nãos que eles lhes falam, ordenam, pedem, imploram ou mesmo quando dão a entender...

Esta desobediência ao não dos pais é globalizada. Praticamente todas as crianças do planeta custam a obedecer os seus pais. Há exceções, que são raras, que confirmam a regra de que os filhos hoje estão desobedientes aos seus pais.

É bastante comum eu ouvir este lamento de mães dito com um grande desânimo: Meu filho não me obedece, grita comigo, faz só o que quer, me agride, me ofende... Então eu pergunto: Quantos anos ele tem? Elas respondem: 2 anos!

Como pode uma criança de dois anos de idade tumultuar tanto a vida da sua mãe?

Digo com bastante convicção que é devido ao que o filho recebeu, como educação ou não, do que lhe aconteceu desde que nasceu. Raríssimos são os casos em que as crianças nascem desobedientes, como doenças psiquiátricas e graves transtornos psicológicos e de caráter. A maioria nasce absolutamente normal e vai se tornando inadequada ou deseducada aos poucos.

Um nenê que durma no colo para depois ser colocado no bercinho já começa um costume errado, pois lugar de dormir passa ser o colo e não o berço. Se, cada vez que acorda durante a noite, ele é pego no colo ele aprende que berço não é lugar para ele ficar, e passa a reivindicar a ficar no colo, onde irá adormecer. O nenê começa a formar a imagem de que só deve ir ao berço quando já estiver dormindo. Assim se ele for colocado no berço ainda acordado, ele se recusará a ficar no berço e criará mil desculpas próprias da idade para não ficar no berço. Sem dúvida é muito gostoso dormir no calor, no balanço e no afeto de um colo do que no bercinho. Não é natural no ser humano acordar em um lugar que ele não deitou. Enquanto ele nada sabe, ele dorme em qualquer lugar, portanto ele após arrotar o que mamou deve ser colocado de lado no berço para dormir, por mais que os adultos queiram lhe dar colo. O nenê chorar no berço, gritar, dizer palavras incompreensíveis etc é uma defesa natural por preferir fazer o que aprendeu, dormir no colo. Ele já sabe que está lutando por um direito que ganhou dos pais que queriam muito mais agradá-lo do que não o educar. O nenê não está desrespeitando ninguém. São os adultos à sua volta que não souberam educá-lo a dormir sozinho no berço. Quem aprende dormir no colo não quer saber se naquela noite os pais não têm como dar-lhe colo. Ele luta para dormir no que já se acostumou: o colo.

Um ponto muito importante que todos os humanos deveriam saber é: “Ninguém sente falta do que não conhece, mas arca com suas consequências”.

Todos sabem que lugar do bebê dormir é no berço e não no colo, mas como a maioria não sabe que o local do bebê adormecer também deve ser no berço, arcam com as conseqüências de um bebê que acaba atrapalhando o sono dos pais e muitas vezes até separando os cônjuges. Amor é muito bom, mas não resolve este problema das noites mal dormidas de todos na família. Não é errando que se aprende, mas sim corrigindo o erro.

Assim também muitos nãos dos pais não são obedecidos principalmente pelos filhos:


que percebem que o não pode ser transformado em sim;
que nada lhe acontece se não obedecer ao não e continuar fazendo o que queria;
que os pais num dia dizem sim e noutro, não;
que basta questioná-los que eles deixam quando os pais não têm respostas;
que a boca diz não, mas os olhos dizem sim;
que a palavra diz não, mas todo o comportamento diz sim;
que o agora não se transforma em daqui a pouco pode.


Fonte:http://tiadacreche.blogspot.com

Atividades 07 de Setembro


















terça-feira, 6 de setembro de 2011

Surdo-cegos e Tadoma


A surdo cegueira é a perda total ou parcial de audição e visão, simultaneamente. Acredita-se que cerca de 80 a 90% da informação é recebida pelo ser humano visual ou auditivamente; assim sendo, a privação destas duas capacidades provoca alterações drásticas no acesso da pessoa à informação e no seu desenvolvimento.
E como se comunica uma pessoa com surdo cegueira? O tato desempenha um papel crucial na comunicação e desenvolvimento com estes indivíduos. Os surdo-cegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas. A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos portadores de deficiência auditiva, pode ser adaptada aos surdo-cegos utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, o portador de surdo-cegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito, esse método de comunicação é chamado de tadoma. Também é possível para o surdo-cego escrever na mão de seu intérprete utilizando um alfabeto manual ou redigir suas mensagens em sistema braille, língua formada de pontos em relevo criada para a comunicação dos portadores de deficiência visual. Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.
Quando falamos em tadoma, estamos nos referindo ao método de vibração do ensino da fala. A criança que está sendo ensinada no tadoma tem que colocar uma e inicialmente as duas mãos na face da pessoa que está falando. Com bastante treino e prática a possibilidade de se comunicar através deste método tende a ser grande SISTEMA PICTOGRÁFICO.
Os símbolos de comunicação pictóricos – Picture Communication Symbols (PCS) fazem parte de um Sistema de Comunicação Aumentativa (CAA) que refere-se ao recurso, estratégias e técnicas que complementam modos de comunicação existentes ou substituem as habilidades de comunicação existentes. Em síntese, o sistema pictográfico consiste-se de símbolos, figuras, etc, que significam ações, objetos, atividades que entre outras características podem servir como símbolos comunicativos, tanto receptivamente quanto expressivamente.
Especificamente, o Tadoma é um método de comunicação em que a pessoa surdo-cega coloca o polegar na boca do falante e os dedos ao longo do queixo. O meio de três dedos muitas vezes cai ao longo bochechas do falante com o dedo mindinho pegar as vibrações da garganta do falante. É às vezes referido como “leitura labial tátil, como a pessoa surdo-cega se sente o movimento dos lábios, bem como as vibrações das cordas vocais, soprando das bochechas e do ar quente produzido por sons nasais, como ‘N’ e ‘M’.
Em alguns casos, principalmente se o falante sabe linguagem gestual, o surdo-cego pode usar o método Tadoma com uma mão, sentindo-se face do falante, e ao mesmo tempo, o surdo-cego pode usar sua outra mão para sentir o Falante assinar as mesmas palavras. Desta forma, os dois métodos se reforçam mutuamente, dando a pessoa surdo-cega uma melhor chance de entender o que o orador está tentando se comunicar. Além disso, o método pode fornecer Tadoma o surdo-cego com uma conexão mais estreita com o discurso de que eles poderiam ter tido. Isto pode, por sua vez, ajudá-los a manter as habilidades de fala que eles desenvolveram antes de ir para surdos, e em casos especiais, para aprender a falar palavras novinho em folha.
O método foi inventado por Tadoma professora americana Sophie Alcorn e desenvolvido na Escola Perkins para Cegos. É um método difícil de aprender e usar, e é raramente utilizado hoje em dia. No entanto, um pequeno número de pessoas surdas usam com sucesso Tadoma na comunicação cotidiana.