sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Falta do professor ou falta da escola?



Giovânia Costa

Quando o professor não vai ao trabalho não é algo que diz respeito somente à consciência (ou inconsciência) do profissional que sabe que o seu gesto vai afetar mais de uma centena de crianças ou jovens (visto que, dificilmente, um professor regente vai até à escola para dar menos de três aulas num dia).
Não estou com isso querendo dizer que o professor deva estar acima do bem e do mal e não faltar nunca. Claro, que como todo profissional, ele tem direito a faltar, desde que essas faltas sejam realmente justificáveis. Infelizmente, sabemos que muitos abusam desse direito.
Por lei, o servidor estadual pode faltar até dois dias por mês apresentando atestado médico. São as faltas abonadas! O diretor da escola também pode “abonar” a falta do profissional, mesmo sem nenhuma documentação que comprove ou justifique a falta. Mas, se por um lado isso facilita a vida do professor por eliminar a burocracia que “come” o tempo que já nos escapa, por outro lado abre espaço para o favoritismo. Mas isso nos leva a outro assunto!
Há os profissionais que não faltam nunca. Mais que isso. Se o conselho de classe é marcado em dias que não são os deles, lá estão. Nos projetos extraclasse dão o seu suor e acabam trabalhando muito mais horas do que a carga horária fixada exige. Essa dedicação dependerá sempre da disponibilidade individual. Há os que não podem se dar a esse “luxo”, há os que não querem, e a isso não são obrigados.
Oxalá, estivessem todos em sala de aula todos os dias. O que só seria possível num mundo ideal, sem idas ao médico, ao dentista, sem faltas de empregada, sem filho passando mal, sem cursos, sem atrasos, sem pneu furado.
Ou seja, sabemos que o professor, mesmo o mais consciente e empenhado na sua prática como educador, não está livre de problemas e poderá precisar faltar. E aí? O que fazer com os alunos? Mandar embora para casa? Ficar no pátio esperando o outro tempo? Desarrumar o horário de outros professores, pedindo: “dá para adiantar para a turma X?”. Aí começam as improvisações...
Não estou com isso querendo responsabilizar o professor (cada um sabe de si e dos seus motivos para faltar), mas sim a própria escola, que no meu entender deve ter um plano B para tais situações.
Antigamente, havia o professor substituto, mas a carência de pessoal já é tanta que hoje seria um luxo ter alguém só para cobrir às faltas. E também não adiantaria muito pois, às vezes, faltam dois, três professores, no mesmo dia. Haja substituto!
Seria de bom tom que o próprio professor passasse alguma atividade para o dia que não pudesse estar presente na sala de aula. Sabemos que muitos o fazem. Mas, em geral, os alunos são deixados no pátio sem nenhuma orientação. Os que gostam de jogar bola vão jogar bola, os que são mais tímidos se colam nas paredes e ficam a olhar os demais, os que gostam de música ficam com seus walkmans ou radinhos, e assim, literalmente, veem o tempo passar. E ainda existe sempre o perigo de algum gaiato de outra turma se misturar aos colegas sem aula e faltar às suas próprias dentro do colégio - o que por mais estranho que pareça, é difícil de ser controlado, posto que a caderneta escolar se tornou artigo raro.
Quando um professor falta, uma escola responsável não deixa seus alunos sem terem o que fazer! Se o professor não deixou nenhuma atividade, por descuido das suas tarefas ou por que a falta foi pontual e imprevista, a escola deveria estar preparada para o plano B. Qual seria? Isso é para cada instituição estabelecer. Poderiam ser, por exemplo, atividades culturais, tão ausentes do currículo.
A escola não é somente um espaço físico, é uma organização e como tal não pode simplesmente “deixar os alunos por ali”. Falta o professor e os jovens ficaram sem nada para fazer? Então é falta da escola!

Como construir banheiros para deficientes físicos/cadeirantes


O banheiro é um dos maiores desafios diários para pessoas com deficiência física, sobretudo para os cadeirantes. Por isto, a reforma ou construção da casa onde vivem, requer um projeto especial.
Qualquer pequeno detalhe facilita ou dificulta muito o acesso e a independência do cadeirante.
Veja uma relação do que não deve ser esquecido:
*     As portas precisam ter a largura de no mínimo 80cm;
*     As torneiras devem preferencialmente ser do tipo pressão e os misturadores monocomando (tanto na pia quanto no chuveiro);
*     As maçanetas  devem ser do tipo alavanca;
*     O espaço livre no banheiro deve ser suficiente para manobrar a cadeira (para o giro de 360º, é necessário um diâmetro de 1,5m livre);
*     São necessárias barras de apoio em todo o banheiro, para uso do chuveiro, do vaso e da pia;
*     A altura da pia deve ser de 80cm do piso com o vão livre abaixo de 70cm de altura;
*     A borda inferior do espelho deve estar a uma altura de 90cm do piso;
*     As portas dos boxes devem ter  no mínimo 0.80cm de largura, mas se for possível é preferível não haver porta;
*     O espaço do box deve ter 1,50 x 1,50 m
*     Os assentos dos vasos sanitários tem que estar a  uma altura de 46cm do piso;
*     Os desníveis máximos no piso devem ser de 2cm.

Fonte: http://www.casosdecasa.com.br/



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Jogador Messi:de autista e anão,a Bola de Ouro



HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO
A matéria abaixo foi extraída do site português Futebol Total News.
Lionel Messi não teve vida fácil, desde criança que era muito apegado à bola, mas desde cedo lhe foram diagnosticados alguns problemas.
Aos 8 anos Messi foi considerado autista, e aos 11 anos foi-lhe detectado um problema hormonal que lhe retardava o desenvolvimento ósseo e consequentemente o seu crescimento. Aos 13 anos, foi mesmo considerado anão.
O talento de Messi desde cedo sobressaiu  em relação aos outros meninos, mas os pais tiraram-no da equipa onde jogava porque houve um jogo que não tinham dinheiro para pagar os bilhetes e o clube não os deixou assistir ao jogo do seu filho.
Aos sete anos o pai volta a inscrever Messi para fazer aquilo que mais gostava, conduzir a bola com o seu pé esquerdo e driblar tudo e todos.
Mas, os diagnósticos médicos alarmaram Messi, e os custos do tratamento alarmaram seus pais. Messi tinha que fazer um tratamento durante 42 meses, que consistia em apanhar injecções de somatropina, uma hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial de Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos.
Os tratamentos tinham um custo de 1000 euros mensais, quatro meses de rendimentos da família de Messi, que vivia num bairro pobre de Rosário. Durante 18 meses os tratamentos foram pagos pela fundação onde o pai trabalhava, até que a fonte secou. Como o Newells Old Boys, clube onde brilhava Messi não quis pagar o tratamento, seu pai ofereceu Messi ao River Plate, e como o River mostrou interesse em Messi, o Newells voltou atrás e ofereceu 200 pesos por mês a Messi, dinheiro insuficiente para pagar os tratamentos.
Sem tratamentos contra o nanismo, os prognósticos médicos eram arrasadores, Lionel Messi chegaria à idade adulta com 1,50 metros de altura, no máximo.
O pai de Messi não se resignou, ele sabia que o filho, pequeno no corpo, mas gigante no talento, tinha tudo para vingar no mundo do futebol.
A famíla Messi foi mais forte, e com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha, a famíla viajou para Lérida, Messi tinha 12 anos. Dias depois o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona, e com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, com uma enorme habilidade, logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexah, director desportivo do clube, hesitava em contratar Messi, até que o viu treinar, e depois de ver o craque em acção não hesitou e tratou logo de fazer o seu contrato. Tal foi o seu espanto, quando o pai de Messi apenas pediu para que o clube pagasse os tratamentos do seu filho. Foi dito e feito.
Em 2003 a milagrosa hormona faria de Messi um rapagão de 1,69 metros, actual altura do prodígio.
Aos 17 anos Leo, que foi o nome que lhe deram no Barça, entrou para o Barcelona B, mas só efetuou 5 jogos, o seu enorme talento reclamava maiores palcos. Rapidamente começou a jogar na equipa principal.
A 16 de Outubro de 2004, o prodígio estreou-se na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. No dia 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça, marcou ao Albacete e tornou-se o mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos começou a lenda.
Desde então Leo tem espalhado magia pelos relvados por onde passa.
Em 2005 foi eleito Golden Boy, melhor jogador do mundo e melhor jogador do Mundial sub-20.
Em 2008/2009 foi eleito o melhor atacante e melhor jogador da Liga dos Campeões.
Em 2009 foi eleito melhor jogador da final e melhor marcador do Mundial e teve a consagração máxima, foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, com um feito inédito do Barça; Campeão de Espanha, Vencedor da Taça do Rei, Vencedor da Supertaça Espanhola, Vencedor da Supertaça Europeia, Vencedor da Liga dos Campeões e Vencedor do Mundial de Clubes.
Em 2010 e pela 2ª vez consecutiva foi eleito Melhor Jogador do Mundo.

O prodígio considerado um dos melhores do Mundo de sempre, já é comparado a Maradona.
O menino que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é hoje a maior jóia do futebol mundial, o menino pobre que vivia num bairro de La Heras é hoje multimilionário, o menino que algumas equipes recusaram, é hoje O Melhor do Mundo. Tudo graças a um pai que nunca desistiu do seu filho e tudo fez para conseguir que ele vingasse não só no futebol mas também na vida.
Messi deve tudo ao seu pai, que nunca desisitiu do seu sonho, curar o seu filho.

AJUDE NA DIVULGAÇÃO, POR FAVOR!!

Familiares e amigos do músico mineiro Vinícius Maia Carvalho, o Mainha, de 28 anos, se mobilizam para tentar encontrá-lo depois que ele desapareceu ao pular de uma ponte sobre o rio Doce, em Rio Casca, na Zona da Mata Mineira, no dia 11/01. Morador de Belo Horizonte, ele é integrante do grupo Nem Secos.
De acordo com a família, ele sofreu um surto desencadeado por um processo depressivo e, por isso, sumiu. A família estava em Vitória, no Espírito Santo, e Vinícius retornou junto com o pai, de 63 anos. Quando eles passaram pela ponte, ele deu um golpe no volante do pai, que perdeu o controle da direção e bateu na mureta. O músico saiu do carro e pulou no rio. Segundo o pai, ele nadou até a margem do rio. Informações sobre seu paradeiro podem ser dadas por meio dos telefones:
(31) 3841-3419 ,  (31) 2511-7194   ou   (31) 9243-1426

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br
Acesse o Blog Procurando Mainha
No Twitter use a hashtag : #VOLTAMAINHA
Assista o vídeo sobre a história de Vinícius gravado pelo programa Hoje em Dia, da TV Record.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

História do aparelho auditivo

 O aparelho auditivo é fruto da evolução e da tecnologia dos tempos modernos, mesmo assim para a perda auditiva já existem medidas praticas desde os primórdios da humanidade. Não se conhece a figura do inventor do aparelho auditivo, o que o torna um produto diferente desde sua origem dos muitos outros produtos e para entendermos este processo evolutivo é importante conhecer a historia deste item desde a antiguidade até os tempos modernos.
Do ano 76 ao ano 138 d.c: A mão era usada como concha atrás da orelha
Em 1700: Se inicia o uso de acessórios, como as cornetas acústicas
Em 1706: A evolução do luxo, até cadeiras acústicas ou “trono acústico”
Em 1796: O uso de uma haste de madeira colocada entre os dentes
Em 1876: A primeira solução técnica através do telefone
Em 1878: A melhoria dos recursos no receptor do telefone
Em 1900: O uso de dispositivos elétricos nos aparelhos auditivos
Em 1902: Se utiliza o microfone de carbono no aparelho auditivo
Em 1910: A corrente elétrica usada no volume do microfone do aparelho auditivo
Em 1914: A nova era de tecnologia dos aparelhos auditivos menores
Em 1920: Período da utilização da válvula eletrônica
Em 1924: Uso do amplificador de carbono na tecnologia das próteses auditivas
Em 1929: Uso de válvulas nas próteses auditivas gera maior amplificação
Em 1940: A tecnologia de miniaturização dos aparelhos auditivos, usa-se no bolso
Em 1949: Surge o microfone de cristal (piezo)
Em 1950: O transistor começa a ser usado, cria-se, portanto aparelhos mais modernos
Em 1959: Surge a inovação do aparelho auditivo retroauricular (behind-the-ear)
Em 1966: Surge o ITE, usado dentro da orelha próximo ao canal auditivo
Em 1979: Surge a supressão automática de ruído – amplificador tipo “borboleta”
Em 1984: Começa a ser usado o aparelho auditivo intra canal (ITC)
Em 1985: Surge aparelhos auditivos com processamento automático de sinal
Em 1987: O controle remoto é aplicado ao aparelho auditivo
Em 1994: Temos o aparelho auditivo com chip digital programável

Surdez – Tratamento, implante coclear


Painel
Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 40% reconhecem a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore até 6 anos para tomar uma providência, escondendo o seu problema.
O maior dilema do surdo acontece em casa. Com o tempo quem tem problemas deixa de freqüentar a mesa da família e a sala de televisão.No idoso, a surdez constitui-se um dos mais importantes fatores de desagregação social, onde observamos a depressão, tristeza, solidão e isolamento.
O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública. Trabalhos recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete de alguma forma cerca de 70% dos idosos, pelo menos 10 milhões de pessoas em nosso país. A perda da audição é a segunda mais comum inabilidade física nos EUA, logo atrás da dor lombar.
Aproximadamente 10% da população dos EUA tem algum grau de perda auditiva, incluindo 1/3 dos americanos acima de 65 anos de idade.Definimos a perda auditiva natural do idoso, acima de 65 anos como Presbiacusia, que somado as alterações degenerativas de todo o nosso organismo, medicamentos, doenças crônicas e a história natural da vida de um indivíduo (relações inter-pessoais) torna a perda auditiva extremamente comprometedora, interferindo diretamente com a qualidade de vida.
O idoso é visto principalmente pelos familiares como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, não colaborador, zangado, velho e senil. Com isso, ele fica ansioso, frustrado por não entender aquilo que escuta com muita dificuldade, começa a cometer falhas, fica com raiva e acaba por se afastar da situação de comunicação. O resultado é o isolamento e a segregação.
Por todo esse quadro que observamos devemos ajudar as pessoas com problemas de audição seja idoso ou não, desmistificando, informando, levando–os a um tratamento adequado , respeitando as suas dificuldades e integrando-os novamente na sociedade.
Avaliação audiológica
A audiometria e a imitanciometria são os testes audiológicos básicos que formam o perfil audiológico, primeiro procedimento para a avaliação clínica das alterações da audição.
A avaliação da audição é subjetiva: o paciente informa se está ouvindo ou não os estímulos acústicos em diversas intensidades, nas freqüências de 250 a 8.000 Hz (por via área) e de 500 a 4.000 Hz (por via óssea).
1. A audiometria analisa quantitativamente o que o paciente escuta, o que ele entende do que se fala e detecta alterações auditivas correspondentes a problemas do ouvido externo e/ou médio (perdas auditivas condutivas), do ouvido interno, do VIII nervo e das vias auditivas (perdas neurossensoriais). Quando problemas do ouvido externo e/ou médio estão presentes simultaneamente com disfunções do ouvido interno, temos uma perda mista. A intensidade leve, moderada, severa ou profunda pode ser caracterizada em cada ouvido isoladamente. A audiometria inclui testes de reconhecimento de fala (discriminação vocal), limiar de reconhecimento de fala (SRT) e limiar de detecção de voz (LDV).
O tipo de perda auditiva mais comum em pacientes idosos é o neurossensorial, por lesão do ouvido interno ou do nervo coclear.
2. A imitanciometria ou impedanciometria avalia as condições da orelha média e da tuba auditiva à timpanometria na ausência de perfuração da membrana timpânica, os reflexos do músculo estapédio ipsi e contralaterais, que, quando precoces, sugerem afecção coclear e a fadiga do reflexo estapédico, que indica lesão retrococlear. As alterações à imitanciometria também são freqüentes em idosos.
3. Testes audiométricos avançados – Alterações dos testes audiométricos avançados são mais freqüentes em pacientes idosos do que em qualquer outra faixa etária. Constituem testes audiométricos avançados, a audiometria de altas frequências, as otoemissões acústicas, a electrococleografia, a audiometria de tronco encefálico, os potenciais auditivos de média latência, os testes de processamento auditivo central e os potenciais cognitivos (P300).
4. Os potenciais cognitivos (P300) medem a velocidade de processamento cerebral, integrando a audição com outras atividades cerebrais. Permite a caracterização do grau de envelhecimento cerebral, acompanhar a evolução de diversos problemas clínicos de cunho geriátrico, neurológico, psiquiátrico e fonoaudiológico.

1. microfone; 2.cabo do processador de voz; 3. processador de voz; 4. peça auditiva externa; 5. implante; 6. eletrodo e 7 nervo auditivo.
Tratamento
A principal medida contra a surdez é a preventiva. Nos tempos atuais é grande o nível de “poluição sonora”, desde a infância com brinquedos com altíssimos valores de decibéis, passando pela “baladas” dos jovens, atingindo os adultos com fábricas geradoras de estresse e muitos ruídos.
A adequada orientação terapêutica depende essencialmente da precisão do diagnóstico sindrômico, topográfico e etiológico. O tratamento etiológico, quando a causa é identificada, é fundamental, mas pode ser insuficiente para resolver o problema auditivo e/ou vestibular.
Na grande maioria dos casos é possível reconhecer um agente etiológico para a perda auditiva, o zumbido e/ou a tontura e, em muitos deles, é possível instituir uma terapêutica específica.
Diversos medicamentos, cirurgias, próteses auditivas, reabilitação auditiva, correção de erros alimentares e modificação de hábitos são opções para o tratamento em casos com zumbido e perda auditiva.
Atualmente um recurso que sempre deve ser estudado é o implante coclear, dispositivo eletrônico que faz a função das células ciliadas lesadas ou ausentes. Ele produz um estímulo elétrico às fibras remanescentes do nervo auditivo. Os primeiros trabalhos de pesquisa sobre os implantes cocleares começaram na França em 1957. A partir deles a tecnologia dos implantes cocleares tem sido desenvolvida desde um dispositivo somente com um eletrodo (ou canal), até um sistema complexo que transmite grande quantidade de informação sonora através de múltiplos eletrodos.

RIR É O MELHOR REMÉDIO...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Tecnologia Assistiva: resolução de problemas funcionais


O sucesso de alunos com deficiência pode ficar comprometido pela falta de recursos e soluções que os auxiliem na superação de dificuldades funcionais no ambiente da sala de aula e fora dele. É o que se observa nas escolas, a partir das situações e necessidades específicas destes alunos, cujo aprendizado e a realização de atividades próprias da rotina escolar, junto com toda a turma, são desafiadores para eles, seus familiares, colegas e professores. Os recursos e as alternativas disponíveis são considerados algo caro e pouco acessíveis para todos. Por isso, torna-se necessário disseminar esse conhecimento e fomentar a produção de tecnologias assistivas. É neste contexto que pretendemos apresentar alguns exemplos de soluções simples e de diversas modalidades de recursos tecnológicos.

A professora que busca a resolução de problemas funcionais, no dia a dia da escola, mesmo sem o saber, produz tecnologia Assistiva. Por exemplo, ao engrossar o lápis para facilitar a preensão e a escrita ou ao fixar a folha de papel com uma fita adesiva para possibilitar que não deslize com a movimentação involuntária do aluno. Ou ainda, ao projetar um assento e um encosto de cadeira que garanta estabilidade postural e favoreça o uso funcional das mãos. Ao fazer isso, a professora cria soluções e estratégias, a partir do reconhecimento de um universo particular. Assim, a tecnologia assistiva deve ser compreendida como resolução de problemas funcionais, em uma perspectiva de desenvolvimento das potencialidades humanas, valorização de desejos, habilidades, expectativas positivas e da qualidade de vida.

As diversas modalidades de tecnologias assistivas incluem recursos de comunicação alternativa, de acessibilidade ao computador, de atividades de vida diária, de orientação e mobilidade, de adequação postural, de adaptação de veículos, Órteses e próteses, entre outros. Uma descrição mais completa destas modalidades pode ser encontrada em www.clik.com.br/ta_01.html


Aos Dirigentes Escolares e aos Professores Reclamões!


É isso aí Pessoal! Início de Ano Letivo é sempre assim! Alguns Dirigentes Escolares, principalmente os pertencentes á Rede Pública de Ensino, nos recebem com uma "Alegria de dar medo!" Será?? Seria bom,que isso fosse realmente verdade! Ao contrário do que esperamos e precisávamos a primeira sensação experimentada por Nós, é a de termos caído em uma Verdadeira "Cova de Leões!" Não existe meio termo para nós Coordenadores Escolar: de um lado, “aqueles Professores”, que já chegam reclamando de tudo! Lamentando o Final de Férias,maldizendo e praguejando á tudo e todos! Para estes "RECLAMÕES ETERNOS”, as Férias deveriam ser ininterruptas! Ou melhor, deveriam ficar eternamente em suas belas casas!!! Ou quem sabe?"Desempregados de uma vez por todas!"AH!Estes ái!Quase me tiram do sério mesmo!Preciso contar até 1000 todos os dias,para não perder o pouco de paciência que ainda tenho com eles!Certamente,acredito que pensam que nós Coordenadores somos incansáveis!Ou então que ganhamos"Rios de dinheiro",para suportar tanta má vontade!E na maioria das cabeças é essa idéia que se passa! Para alguns Professores,temos a obrigação de suportar :"Caras feias,deboches,descaso e os discursos improcedentes habituais!Tais como: "Ganho muito pouco,pra me acabar tanto!" Ou ainda:" Não sei pra que tudo isso!Eles não querem nada mesmo!"Resumindo :Nós Coordenadores Educacionais recebemos a cada início de ano um "Verdadeiro Barril de Pólvora de presente!" A Simpatia do Gestor,que acumula todas as tarefas que não quis ou não conseguiu executar para nós, e nos oferece acompanhada de uma Máxima Habitual:"Esta tarefa é para que seja executada pela Coordenação Pedagógica!Ordens Superiores! (Os Superiores no caso,são a Secretaria de Educação e seus Coronéis !!!!!) Tudo que é complicado,desgastante e chato fica pra Nós!Deveríamos ganhar muito mesmo! Afinal de contas, não é fácil estar sempre sorrindo, motivando pessoas complicadas e mal resolvidas consigo próprias e o que é pior! Mal resolvidas com a própria profissão escolhida! Como vêem é tarefa para "Herói Mitológico" nenhum por defeito! Acredito que nem mesmo Hércules no furor de sua invencibilidade aceitaria receber esse "13º Trabalho!" Creio que ele acharia mais seguro, ficar com os "12" mesmo! Mas, já que é nossa Profissão e Vocação não deixa de ser Sacerdócio! Pelo menos para mim! Vamos em frente e acreditando nos Conselhos dos Antigos de que:
" O QUE NÃO TEM JEITO, REMEDIADO ESTÁ!" Vamos respirar fundo e experimentar mais essa aventura, que é nada mais nada menos, que "NITROGLICERINA PURA!"

Afinal de contas,de quem é a Responsabilidade pela Recuperação do Aluno ao Final do Ano Letivo?



Essa é a mesma pergunta de todos os anos! Mas quem serão mesmo, os Responsáveis ou Responsável pela Famigerada"Recuperaçãoooooooooooooooooo???? Se é que podemos afirmar que 03 dias de "FAZ DE CONTAS,QUE TIRO AS SUAS DÚVIDAS" APLACA UM MAL PERMANENTE DURANTE TODO O ANO LETIVO NAS ESCOLAS DO BRASIL!

SEJAM ELAS,PÚBLICAS OU PRIVADAS,de Excelência ou não,o Caos do Insucesso Cognitivo lá apresenta-se,e o que é pior!! Como Morador Vitalício das Referidades Unidades de Aprendizagem em Questão.

Em Postagens anteriores reportei-me à Duas Grandes Problemáticas do Futuro,que são a Ausência das Famílias nas Escolas,bem como da Inversão dos Papéis Sociais da Atualidade(A Maioria dos Pais ou Responsáveis delegam às Escolas todo o Encargo para com as Dificuldades de Aprendizagem e Comportamento dos Filhos)sendo assim,essa total falta de Comprometimento vem gerando a Impotência e a Permissividade da Maioria das Escolas,pois,seguem o Raciocínio de que "Pais Ausentes e Omissos denotam PlenaSatisfação para com os Rumos da Formação recebida por seus Rebentos!Não ainda satisfeitos,esses mesmos Responsáveis não cobram de seus Filhos,o Cumprimento de suas Tarefas e Funções peculiares à um Estudante "Normal",pois,poucos são aqueles que ainda vêm nos Estudos o único e VERDADEIRO CAMINHO,para a Realização dos seus Sonhos e Perspectivas Futuras!!! É cada vez mais raro,presenciarmos um Jovem ou Adolescente estudando à meia Luz como na Minha época(Há 41 anos atrás!!) E o olha que não estou tão velha assim!!! KKK! Pelo menos,não me acho mesmo!!! Nem de Cabeça e nem Fisicamente!!! Pois bem,sem Cobranças os Alunos estão cada vez mais "Descansados mesmo!!"Contudo,sei de muitos casos,de Alunos(as) que estudam mas não obtêm muito sucesso por Ineficiência de seus Professores!!! E olhe, que são muitos osProfessores que conseguem levar centenas de Alunos ao Fracasso total!! Sei de tudo isso!!! Como também sei que existem Coordenadores(as) Pedagógicos que nada fazem por Nada e nem por Ninguém dentro das Escolas nas quais atuam!!! Existem às Pencas destas Figuras,nada Preparadas para "ORIENTAR E ATENUAR O CAOS!!! Sei de tudo isso ainda mais!!!

Porém, não deixemos de mencionar a Atual estrutura do Sistema de Avaliação atual proposto pelo MEC,que na minha opinião acomoda os Alunos a não estudarem mesmo!!! A maioria dos Estudantes sabem que esforçando-se ou não,ainda podem contar com uma Infinidade de Recursos,que com certeza o conduzirão à uma Aprovação forçosa!! Posso citar,as FamosasRecuperações Paralelas,as Provas Finais,a Recuperação,as RE-RE-Cuperações (Recurso Moderno),que na minha opinião significa:"Resignificando/Reorganizando o Insucesso Escolar", e ainda as Famosas Dependências Escolares!! Ufa!!! Quanto Ilusão MEU Deus!

Antes (Os Alunos respeitavam os Professores e sua Escola)
Hoje ( Os Alunos debocham da Escola e de seus Professores. Os Pais deixam de ser Nossos Colaboradores e em muitos casos, são Opressores Ferozes e Implacáveis (Atribuindo toda a Culpa do Insucesso dos Filhos à Unidade de Ensino e aos que nela atuam!!)
PASMEM!

Resumindo, o Aluno fez de Contas que Aprendeu, o Professor fez de contas que Ensinou, o Coordenador fez de contas que atuou, o Gestor fez de contas que dirigiu alguma coisa dentro da Escola, e o Caos Educacional faz de contas que está sendo atenuado! Uma Verdadeira Piada Realmente!

Uma Lástima mesmo Pessoal! É por essa razão que podemos contar atualmente com tantos maus Profissionais em todas as áreas de Atuação Profissional!! Sabem por qual motivo? São esses Alunos de Agora, que estão e estarão preenchendo os Bancos das Ditas Universidades do Brasil!!!!



sábado, 14 de janeiro de 2012

TEORIA DA MENTE


O termo Teoria da Mente surgiu no final da década de 70, em decorrência de pesquisas na área da cognição animal. A partir dessa época, a psicologia cognitiva ocupou-se do desenvolvimento de modelos explicativos para esse termo e suas aplicações.

A Teoria da Mente significa a capacidade de atribuir estados mentais a outras pessoas e predizer o seu comportamento em função destas atribuições (PREMACK & WOODRUFF, 1978). O termo "Teoria" resulta do fato de que tais estados não são diretamente observáveis, solicitando uma verdadeira "teorização" de quem infere um estado mental em outro indivíduo.

A Teoria da Mente é essencial para o ser humano, uma vez que permite a teorização do estado mental das outras pessoas, o que sentem, o que pensam, quais as suas intenções e como poderão agir.

Isto nos permite modular nossas reações e nosso comportamento social, além de desenvolver nossa empatia frente a sentimentos inferidos nas outras pessoas.

Baron - Cohen (1995) propuseram um modelo para explicar o sistema de leitura da mente. Tal sistema postula quatro mecanismos que interagem para produzir tal leitura: o detector de intencionalidade, o detector de direcionamento do olhar, o mecanismo de atenção compartilhada e o mecanismo de Teoria da Mente.

O mecanismo detector de intencionalidade constitui um aparato perceptivo que interpreta estímulos móveis em termos de desejos e metas. Em paralelo, o detector da direção do olhar é responsável pela detecção da presença e direção do olhar, bem como é o encarregado da interpretação do olhar de alguém que está deliberada e conscientemente vendo (este mecanismo permite a seguinte questão: ela vê aquilo?). Estes dois mecanismos mandam informações para o terceiro mecanismo (mecanismo de atenção compartilhada), o qual se encarrega de criar relações entre o eu, outros agentes e objetos (este mecanismo formula a seguinte questão: eu e você vemos a mesma coisa?). Finalmente, o quarto mecanismo (mecanismo da Teoria da Mente) é o responsável pela união das noções (até então separadas) de atenção, desejo, intenção, crença dentro de um aparato teórico coerente para o entendimento do comportamento em termos mentalistas, isto é, dentro de um contexto de representações.

Nas crianças com autismo, os mecanismos de atenção compartilhada e de Teoria da Mente estariam prejudicados, o que acarretaria prejuízos nas relações sociais e na comunicação. Tais prejuízos ocorrem pelo fato de que o déficit na Teoria da Mente dificulta a compreensão do que as pessoas pensam, sentem e do modo como se comportam. Não conseguindo atribuir estes significados, a criança com autismo não interage com o meio social da mesma forma que as demais crianças.

As observações que realizamos nas escolas que receberam crianças e adolescentes com autismo evidenciaram que, apesar de haver tal prejuízo, estes alunos deram sinais de que a oportunidade de exposição sistemática ao meio social, mediada pela escola, permite o desenvolvimento de algumas competências relativas à Teoria da Mente.

Relato 1*

Beatriz é uma adolescente, transferida de uma escola privada, incluída recentemente em uma escola pública.

Durante o recreio, Beatriz direcionou seu olhar para uma aluna de sua faixa de idade, que se dirigia ao banco próximo a uma das mesas dispostas no pátio, carregando seu lanche. Beatriz aproximou-se para se sentar próximo a ela, quando percebeu que um grupo de outras meninas se aproximava para sentar-se com a tal aluna. Beatriz as observou e decidiu pelo não cumprimento de seu propósito, direcionando-se para outros grupos de colegas.

O que teria feito Beatriz senão inferir do comportamento do grupo de meninas que se aproximava com a intenção de juntar-se à colega que havia se sentado junto à mesa? Para fazer tal inferência, Beatriz detectou que o grupo de meninas compartilhava da mesma intenção que ela e deduziu que não era o momento de sentar-se ali, adiando seu objetivo.

O relato acima tem por objetivo demonstrar que, apesar dos prejuízos apontados nos modelos explicativos dos TGD, é preciso e fundamental oportunizar a estes alunos as experiências promotoras de desenvolvimento das funções mentais e investir, como é próprio da educação, no potencial de cada um destes alunos em nos surpreender.

*FONTE: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar Transtornos Globais do Desenvolvimento

sábado, 7 de janeiro de 2012

COMO MEU FILHO COM DEFICIENCIA VISUAL SABERÁ ONDE ESTÁ?


Se você não é deficiente da visão ou portador de deficiência múltipla, pode-lhe ser difícil imaginar como seu filho aprenderá a identificar onde está e se localizar nesse espaço. Você se baseia em sua visão para saber onde está. Seu filho se baseará em sua audição, tato e olfato para sabê-lo.

Em sua casa, cada quarto dá pistas diferentes, através dos materiais que forram o chão e as paredes, e para que objetivo o quarto é usado. Por exemplo, a cozinha pode ter um chão de cerâmica e cheirar a comida; o banheiro cheira a umidade e até se pode sentir as paredes ligeiramente úmidas; a sala de estar pode ter um tapete no chão e um relógio fazendo tic-tac alto; o quarto pode soar “macio”, porque a cama absorve todos os sons. A janela da cozinha é grande, por lá entra sol e vento. À medida que seu filho cresce, ele começa a usar outros marcos para ajudá-lo a saber onde está.

Se ensinar, logo cedo, seu filho a prestar atenção nessas coisas, não lhe será difícil aprender. Faça com que ele forme o mapa mental do ambiente de sua casa – onde fica o banheiro em relação ao seu quarto, enfim, qual a localização de todos os cômodos e a relação espacial entre eles.

QUANDO MEU FILHO PRECISARÁ DE UMA BENGALA?


Essa também é uma decisão individual, que depende de seu filho e de você. Bengalas oferecem proteção à criança ou ao adulto, principalmente, porque dão informação sobre o que está à frente, antes de colidir. Por isso, seu filho pode não precisar de uma bengala até estar pronto a agir sozinho – como completar uma incumbência para você ou ir sozinho para a escola.

Entretanto, muitas pessoas acham que as crianças deveriam ter bengalas o mais cedo possível – até mesmo logo que começam a caminhar. Já outras dizem que a bengala só deve ser adotada a partir dos treze ou quatorze anos de idade. Você deve pedir as opiniões de professores e instrutores de Orientação e Mobilidade antes de tomar sua decisão. Algumas das perguntas seguintes talvez o ajudem:

Meu filho precisa de bengala? Para que a usaria?

Meu filho consegue caminhar direito?

Meu filho usa suas mãos para conseguir informação ou se agarra a objetos sem realmente explorá-los?

Como a bengala afetaria seu equilíbrio ao andar?

Como a bengala afetaria suas brincadeiras com as crianças vizinhas?

Ele precisa da bengala o tempo todo?

A bengala para ele seria um instrumento de segurança e locomoção ou apenas um brinquedo?

Ele com a bengala deixa de absorver e utilizar as informações táteis, auditivas e olfativas do ambiente?

Com ela parece estar sem orientação espaço-temporal?

Todos terão uma opinião sobre bengalas, mas a sua opinião e a de seu filho, principalmente, é que contam.

QUANDO MEU FILHO APRENDERÁ O SISTEMA BRAILLE?


Seu filho cego, portador de visão subnormal ou de deficiência múltipla aprenderá o Sistema Braille quando estiver pronto para começar a aprender a ler, e o fará do mesmo modo que as crianças videntes aprendem a ler em tinta. Um professor de crianças deficientes da visão pode fazer algumas etiquetas plásticas em Braille para você pôr pela casa em portas, cadeiras, pias, etc., o que exporá seu filho à palavra escrita. Também pode adquirir histórias de crianças em sistema comum, com páginas plásticas em Braille, assim, enquanto você ler, ele poderá “segui-la em Braille”, mesmo sem saber ler ainda. Agora, já se consegue comprar vários livros de criança em fita cassete.

É importante que a criança cega tenha o contato com a palavra escrita em Braille o mais cedo possível. A criança de visão normal vê as palavras em tudo – TV, revistas, livros, cartazes. Seu primeiro contato com a palavra escrita se dá muito cedo. Já a criança cega, na maior parte da vezes, tem o primeiro contato com a palavra escrita no momento de sua alfabetização.

Todas as crianças deficientes da visão podem aprender o Braille, independente de conseguirem ou não ler em tinta. Contudo, hoje, as crianças com condições favoráveis, são encorajadas a ler impressos, e com os vários auxílios eletrônicos e ópticos disponíveis, muitos deficientes da visão, portadores de visão subnormal, podem usar livros de estudo em tipos comuns. Embora lhe pareça que a escolha entre o Braille ou a impressão está longe, quando o tempo chegar, você, como pai, deveria:

discutir o assunto com um professor de deficientes visuais;

lembre-se de que a prontidão para o Braille depende da habilidade da criança em conseguir informação através de seus dedos, e esse processo começa na primeira infância;

procure o ponto de rendimento insuficiente. Se seu filho lutar cada vez mais com a impressão, talvez faça sentido ensinar-lhe Braille – ou ensinar-lhe a leitura do Braille e da tinta ao mesmo tempo, e permitir-lhe que faça a escolha.

Claro que a vantagem de ler a tinta é que todos os livros e jornais são em tinta, enquanto que livros em Braille nem sempre estão disponíveis. Mas com os novos dispositivos de leitura eletrônicos – computadores que falam e o Braille sem papel, por exemplo – talvez isto não seja um problema, no futuro.

EU TENHO QUE APRENDER O BRAILLE?


Isso, realmente, depende de você. A maioria do material de Braille que seu filho precisa para a escola já está disponível; se não, é da responsabilidade da escola e do professor dos deficientes da visão providenciá-lo. Entretanto, se você souber Braille, e ler, visualmente, as palavras (em Braille) será mais fácil ajudar seu filho nas lições. Como adulto que já lê, você não terá que gastar muito tempo aprendendo; assim, não pense em sair correndo, enquanto seu filho for pequeno, para fazer um curso de Braille. Há tempo para pensar sobre isso.

ONDE POSSO PROCURAR AJUDA?


Algumas escolas e centros de atendimento públicos e particulares têm programas especiais para crianças e pré-escolares cegos e portadores de visão subnormal. Para descobrir o que há disponível em sua comunidade, confira primeiro com o serviço de saúde de sua comunidade e peça a recomendação de um programa de estimulação precoce para seu filho.

Lembre-se que essa etapa lhe é absolutamente fundamental e imprescindível. Não deixe de buscar um serviço de estimulação para seu filho deficiente visual.

Faça valer o direito de acesso de seu filho portador de deficiência visual aos serviços de saúde, estimulação, educação, reabilitação, recreação, lazer, prática de atividades físicas, cultura e a todos os outros disponíveis em sua comunidade.

O QUE ACONTECERÁ QUANDO MEU FILHO FOR PARA O COLÉGIO?

Toda criança cega, de visão subnormal ou portadora de deficiência múltipla tem direito à educação apropriada. Isso significa que o tipo de educação que recebe, e onde recebe, depende de suas necessidades, a qualquer momento. Como pai, você tem o direito de participar das decisões.

Crianças deficientes da visão e portadoras de deficiência múltipla podem freqüentar a escola em qualquer dos seguintes modelos:

Sala de aula regular: (ensino inclusivo) aqui seu filho assiste à aula que assistiria se não fosse deficiente, trabalhando diretamente com seus colegas videntes. Um professor itinerante vai à escola para instruir seu filho em habilidades especiais.

Sala de recursos: aqui seu filho ainda está na sala de aula regular, mas fica mais tempo em outra sala, projetada especificamente para a instrução especial. Normalmente, há várias crianças que trabalham nessa sala de recursos, em diferentes momentos do dia.

Sala de aula especial: aqui seu filho trabalha a maior parte do dia numa sala de aula com outras crianças deficientes, entretanto, não necessariamente deficientes da visão. A sala de aula fica numa escola regular, e seu filho, normalmente, passa tempo com crianças não-deficientes no intervalo, na hora do almoço e talvez durante as aulas de música e de arte.

Escola especial: nesse lugar, seu filho freqüenta uma classe e escola que só tem crianças deficientes, nem todas deficientes da visão. O professor de seu filho pode ou não ser registrado no ensino de cegos e deficientes da visão, mas se não for, seu filho receberá os serviços de um professor itinerante de deficientes visuais.

Escola especializada: aqui, seu filho fica numa escola especializada para crianças cegas e de visão subnormal com a presença de professores e outros especialistas treinados para trabalhar com elas. Seu filho pode viver na escola a semana inteira ou se você morar bastante perto pode ir e voltar da escola, diariamente.

Seu filho pode entrar e sair de quaisquer desses lugares, dependendo de suas necessidades educacionais, a qualquer momento específico. Por exemplo, ele pode precisar de ajuda extra quando for pela primeira vez ao colégio, mas depois, poderia freqüentar sua escola de bairro. Ou vice-versa. O importante é que sejam dados toda a educação e os serviços especiais de que seu filho precisa, e que os receba no ambiente o mais adequado possível.

Provavelmente, é difícil imaginar como seu filho se sairá na escola, já que pode ter dificuldade para ver o quadro-negro ou usar o livro de exercícios.

Professores de deficientes da visão têm muitas maneiras de adaptar materiais para seu filho utilizar. Se estiver interessado em aprender sobre alguns, leia o artigo “Quando você tem uma criança deficiente da visão em sua sala de aula: sugestões para professores”, publicado na revista Benjamin Constant, número 8.

O QUE OS OUTROS PAIS FAZEM?

Muitos pais acham útil conversar com pais de outras crianças cegas ou de visão subnormal. Pais de crianças mais velhas podem contar suas experiências e dar uma idéia do que acontecerá a seguir. Com pais de crianças da mesma idade que seu filho, você pode compartilhar alegrias, sucessos e trabalhar os problemas em conjunto. Ninguém tem, exatamente, os mesmos sentimentos que você, mas outros pais chegam muito próximo deles.

Kay Alicyn Ferrel
Tradução: Vicky Adler Amádio (adaptação livre de Antonio Menescal)

A Criança Deficiente Visual e seus Pais



Você acabou de saber que seu filho é cego ou possui visão subnormal. Ele é um portador de deficiência visual. Nesse momento, ainda não sabe, precisamente, o que tal coisa quer dizer; não tem certeza do que isso significará para o crescimento e o desenvolvimento da criança e a que corresponderá quando ela for para o colégio. Você está cheio de dúvidas, inquietações, perguntas e quer algumas respostas agora.

Esses sentimentos são normais. Você tem todo o direito de sentir-se assim por algum tempo. Porém, achamos que gostaria de saber um pouco mais sobre crianças cegas ou com visão subnormal. Outros pais de crianças deficientes da visão fizeram muitas dessas mesmas perguntas. As respostas que você ler aqui poderá ajudá-lo, levantar outras questões, ou fazê-lo sentir que seu filho não se ajusta a qualquer das perguntas ou respostas. Mas, pelo menos o texto lhe dará o primeiro impulso. Vai dar certo. Talvez não hoje, nem amanhã ou mesmo no próximo mês – mas vai dar certo.




O QUE DEVO ESPERAR?

Primeiro, espere que seu filho seja como todas as outras crianças. Não importa a idade que tenha, ou o quanto é deficiente – seu filho tem as mesmas necessidades que outras crianças:

amor;

afeto;

carinho;

nutrição;

disciplina;

educação;

brincadeira;

compreensão;

paciência.

Seu filho talvez faça algumas coisas de maneira diferente das outras crianças – como olhar um livro muito de perto – e pode aprender algumas coisas mais rapidamente que outros – como memorizarem enigmas e canções; lembre-se, apenas, que seu filho é um indivíduo. Você não conseguirá predizer como seu filho será assim como seus pais tampouco puderam fazê-lo em relação a você.

Pôr-se no lugar da criança e imaginar como é ser deficiente visual, poderá ajudá-lo. Feche seus olhos e escute por alguns minutos. Se você estiver lendo isto na cama, talvez tudo que ouça seja o silêncio – talvez ouça seu bebê respirando, o tic-tac do relógio, ou um cachorro latindo lá fora. Mas, provavelmente, sabe de onde os sons estão vindos. Se estiver lendo isto num lugar muito barulhento – a televisão ligada, as crianças gritando lá fora, a chaleira assobiando, os cachorros latindo – não só é mais difícil ouvir o bebê respirar e o relógio fazer tic-tac, mas, também, dizer de onde esses sons estão vindos.

Seu filho deficiente visual aprenderá sobre sons à medida que crescer, mas precisará de ajuda para identificá-los e entender quais são importantes ouvir (tráfego, vozes, noticiários radiofônicos), e os que podem ser ignorados (o zumbir das luzes vindas da luminária, o sopro do vento).

 Depois, tente imaginar como você aprenderia um esporte novo ou jogo se não enxergasse bem: não poderia imitar uma braçada, se não pudesse vê-la. Mas alguém poderia lhe ensinar a fazê-lo, movendo seus braços para você.

Crianças deficientes da visão usam sua audição, seu olfato, suas próprias mãos e todo seu corpo para aprender sobre o mundo. Assim, espere que seu filho:

seja curioso;

faça perguntas;

escute;

goste de brincar;

fique perto de objetos;

pegue-os;

precise que se mostre como fazer coisas;

não saiba do que não se aproximar, a menos que você lhe diga;

não perceba que é deficiente visual, ou compreenda o que isso significa, até que você ou outra pessoa lhe diga.

Lembre-se que a criança que nasceu cega não sabe o que é enxergar, tampouco tem consciência que outras pessoas enxergam.

O QUE MEU FILHO VÊ?

Essa é uma pergunta realmente difícil de responder. Ninguém saberá o que seu filho vê até que ele possa falar. Seu médico – oftalmologista optometrista ou pediatra – pode lhe explicar a condição do olho de seu filho, os sintomas e as características de cada tipo de patologia. Peça a seu médico um relatório, por escrito, de cada exame ocular de seu filho (caso você não o compreenda, peça ao médico que escreva numa linguagem mais acessível). Guarde esses relatórios para consultá-los de vez em quando. Eles também serão de grande utilidade para auxiliar o professor de seu filho, quando ele for para o colégio ou entrar num programa para crianças.

Quanto ao que seu filho realmente vê, terá que esperar que ele lhe diga. E, provavelmente, ele o fará muito antes que possa falar. Qualquer um destes comportamentos lhe dirá algo sobre o que e quanto vê:

piscar ou fechar os olhos em luz solar ou perto de uma luminária;

piscar ou fechar os olhos quando sair para o ar livre, ou vice-versa;

aproximar comida ou outros objetos para perto dos olhos ou de um só olho;

virar a cabeça em direção a uma fonte luminosa ou virar seu rosto buscando afastar-se de uma luz forte;

inclinar sempre a cabeça de certo modo;

tentar alcançar coisas de um só lado, somente a certa distância ou apenas as que estejam diretamente à sua frente;

esbarrar com coisas (altas ou baixas);

seguir objetos móveis com os olhos ou com a cabeça;

procurar objetos com os olhos ou com as mãos.

Não perca de vista estas coisas, se seu filho as fizer, e tente observar se ele as faz todo o tempo, às vezes, ou só em determinadas situações (como quando as luzes estiverem obscurecidas, ou quando você o estiver ajudando). À medida que ele for ficando mais velho, você descobrirá um pouco mais sobre sua visão pelo manuseio que faz de livros, pinturas, lápis e papel. De início é impossível prever quanta visão ele terá, ou se será um leitor de Braille ou de letras impressas. É esperar e ver.

É importante lembrar que, na maior parte dos casos, as crianças com visão subnormal usam melhor sua visão à medida que ficam mais velhas porque ficam mais sagazes, experientes e dedutivas, tendo um expressivo ganho, pelo uso, em sua visão funcional.





Kay Alicyn Ferrel
Tradução: Vicky Adler Amádio (adaptação livre de Antonio Menescal)