quarta-feira, 30 de março de 2011

BULLYING


Bullying é um ato caracterizado pela violência física ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro individuo, ou grupo, sem motivo claro. O bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que há escolas que não admitem a ocorrência desses atos entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.
No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito. Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com conseqüências sérias, tanto para vitimas, quanto para agressores. As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes, mentiras para implicar a vitima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), ameaças (enviar mensagens, por exemplo), e a exclusão.
Entre os meninos, os tipos de vitimação são mais de cunho físico. Ainda que não efetivada a agressão, os agressores costumam ameaçar, meter medo em suas vitimas. Já as meninas agressoras costumam espalhar rumores mentirosos, ou ameaçarem e espalharem segredos para causar mal estar. As ameaças podem vir acompanhadas de extorsão, chantagem para obter dinheiro, por exemplo. Tanto vitimas, quanto agressores podem sofrer conseqüências psicológicas desta situação de abuso, porém o que normalmente acontece, é que todas as atenções dos responsáveis (pais e professores) se voltam para o agressor, visto como um marginal em potencial, e a vitima é esquecida. O Bullying atrapalha inclusive a aprendizagem, sendo que normalmente os agressores são as crianças com maior porcentagem de reprovação.
Não existem soluções simples para se combater o bullying. Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas. Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. A escola deve agir precocemente contra o bullying. Quanto mais cedo o este problema cessar, melhor será o resultado para todos os alunos. Intervir imediatamente, tão logo seja identificado à existência desta situação na escola e manter atenção permanente sobre isso é a estratégia ideal. A única maneira de se combater este desvio de comportamento é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais.
Quando não há intervenções efetivas contra o bullying, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. As medidas adotadas pela escola para controlar esta situação, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.

Texto de Janienne trata do comportamento nas escolas

Fonte:http://revistagrandestemas.blogspot.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

Deficiência Fisica


Definição

É a disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou mais membros: superiores, inferiores ou ambos e conforme o grau do comprometimento ou tipo de acometimento fala-se em paralisia ou paresia.

O termo paralisia se refere à perda da capacidade de contração muscular voluntária, por interrupção funcional ou orgânica em um ponto qualquer da via motora, que pode ir do córtex cerebral até o próprio músculo; fala-se em paralisia quando todo movimento nestas proporções são impossíveis.

O termo parasia refere-se quando o movimento está apenas limitado ou fraco. O termo paresia vem do grego PARESIS e significa relaxação, debilidade. Nos casos de paresias, a motilidade se apresenta apenas num padrão abaixo do normal, no que se refere à força muscular, precisão do movimento, amplitude do movimento e a resistência muscular localizada, ou seja, refere-se a um comprometimento parcial, a uma semiparalisia.


Classificação das paralisias

Dependendo do número e da forma como os membros são afetados pela paralisia, foi sugerida por WYLLIE (1951), a seguinte classificação:

·Monoplegia – condição rara em que apenas um membro é afetado.

·Diplegia – quando são afetados os membros superiores.

·Hemiplegia – quando são afetados os membros do mesmo lado.

·Triplegia – condição rara em que três membros são afetados.

·Tetraplegia/ Quadriplegia – quando a paralisia atinge todos os membros; sendo que a maioria dos pacientes com este quadro apresentam lesões na sexta ou sétima vértebra.

·Paraplegia – quando a paralisia afeta apenas os membros inferiores; podendo ter como causa resultante uma lesão medular torácica ou lombar. Este trauma ou doença altera a função medular, produz como conseqüências, além de déficits sensitivos e motores, alterações viscerais e sexuais.

Causas diversas ou desconhecidas

·Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.

·Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.

·Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.

·Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.

·Febre reumática – (doença grave que pode afetar o coração);

·Câncer;

·Miastenias graves (consistem num grave enfraquecimento muscular sem atrofia).


Bibliografia

SOUZA, P. A. – O Esporte na Paraplegia e Tetraplegia. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 1994.


Fonte:http://ies.portadoresdedeficiencia.vilabol.uol.com.br

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pedofilia na Internet- Prevenção


Saiba como proteger seus filhos.

1- Mantenha o computador em uma área comum da casa. Não deixe no quarto da criança usuária da Internet por ser diferente de um móvel ou de um livro.
2 -Acompanhe a criança quando utilizar computadores de bibliotecas..
3- Navegue algum tempo com a criança internauta. Da mesma forma que você ensina sobre o mundo real, guie-o no mundo virtual.
4 -Aprenda sobre os serviços utilizados pela criança, observe suas atividades na Internet. Caso encontrem algum material ofensivo, explique o porquê da ofensa e o que pretende fazer sobre o fato.
5- Denuncie qualquer atividade suspeita. Encoraje a criança a relatar atividades suspeitas, ou material indevido recebido.
6- Caso suspeite que alguém on-line está fazendo algo ilegal, denuncie-o às autoridades policiais ou ao site www.censura.com.br.
7 -Estabeleça regras razoáveis para a criança. Discuta com ela as regras de uso da Internet, coloque-as junto ao computador e observe se são seguidas. As regras devem, por exemplo, estabelecer limites sobre o tempo gasto na Internet.
8- Se necessário, opte por programas que filtram e bloqueiam sites. Encontre um que se ajuste às regras previamente estabelecidas.
* Indicamos o NetFilter Família.
9 -Monitore sua conta telefônica e o extrato de cartão de crédito. Para acessar sites adultos, o internauta precisa de um número do cartão de crédito e um modem pode ser usado para discar outros números, além do provedor de acesso à Internet.
10 -Instrua a criança a nunca divulgar dados pessoais na Internet, por exemplo, nome, endereço, telefone, escola e o e-mail em locais públicos, como salas de bate-papo. É a versão moderna do “nunca fale com estranhos”. Recomende que a criança utilize apelidos, prática comum na Internet e uma maneira de proteger informações pessoais.
11- Conheça os amigos virtuais da criança. É possível estabelecer relações humanas benéficas e duradouras na Internet. Contudo, há muitas pessoas com más intenções, que tentarão levar vantagem sobre a criança.
12- Cuide para que a criança não marque encontros com pessoas conhecidas através da Internet, sem sua permissão. Caso permita o encontro, marque em local público e acompanhe a criança.
13 -Aprenda mais sobre a Internet. Peça para a criança ensinar a você o que sabe e navegue de vez em quando.


Fonte: www.censura.com.br

Filmes educam?


Assistindo a um filme, aprendemos a ver o mundo de outra forma. Na tela do cinema ou da TV, a história é contada não apenas por meio de palavras, mas também por imagens, sons e outros recursos que às vezes nem são percebidos conscientemente pelo espectador, mas que estão ali, colaborando para despertar emoções. Sentados diante de uma aventura, um romance ou uma comédia, exercitamos mais os sentidos do que imaginamos.
"Essa arte deve ser apresentada aos estudantes não apenas como forma de transmitir um determinado conteúdo, mas como um estudo de uma linguagem diferente da verbal", diz Carmen Zink Bolonhini, coordenadora do projeto "Do cinema à leitura: o funcionamento de diferentes formas de linguagem", do Departamento de Linguística da Unicamp. "No cinema, o verbal combina-se com o visual e, nessa perspectiva, muitos elementos podem servir de suporte para a produção da narrativa, como as cores usadas, o vestuário das personagens, a velocidade das cenas, a música etc. Descobrir esses elementos e analisá-los faz com que os jovens aprendam a ler outra linguagem".
"O cinema desloca nosso olhar e oferece outra perspectiva, além das que nos são transmitidas pela família, pela escola e por outras mídias", explica André Costa, cineasta e educador em artes visuais. "Ver um filme é uma experiência estética, e o que é educar senão experimentar?", completa ele, que dá aulas de cinema na Faap e é um dos sócios da Olhar Periférico Filmes.
Um filme, portanto, está longe de ser apenas uma história. A forma, nesse caso, está acima do conteúdo. Por isso, um dos exercícios sugeridos para a sala de aula pela professora Carmen Zink Bolonhini é o de congelar uma cena e analisar com os alunos todos os elementos que ali se encontram e que papel eles desempenham para que a mensagem desejada pelos produtores seja passada. "Analisando qualitativamente os símbolos usados, as crianças aprendem a ler outras formas de linguagem", justifica Carmen Zink Bolonhini.
Este tipo de exercício também pode ser realizado em casa. E nem é preciso congelar a cena. Basta ligar o olhar crítico e entrar na brincadeira. "Os filmes também são feitos com base em preconceitos sensoriais, e localizá-los pode ser um exercício analítico muito educativo", sugere Carmen, que é uma das autoras dos livros "Discurso e Ensino - o Cinema na Sala de Aula" e "Quem é o Rei no Rei Leão?", nos quais orienta o questionamento de alguns símbolos ultradisseminados. Por exemplo: o mal se veste com cores escuras, enquanto heroínas perambulam com vestidos rodados e de tons claros - por quê? E o que dizer da música, que fica mais alta e retumbante quando o filme quer passar a sensação de suspense? Tambores despertam medo, enquanto o som de cordas acalma e cria uma atmosfera romântica. Aliás, você já experimentou assistir a um filme de terror sem o som? A experiência muda completamente.
Como existem filmes e filmes, esse exercício pode variar em grau de dificuldade. Os mais artísticos tendem a driblar esses preconceitos sensoriais, propondo uma forma ainda mais inovadora de interpretar a realidade. Os mais comerciais costumam seguir a trilha já traçada e, portanto, mais óbvia. Isso não significa, porém, que apenas clássicos e aclamados pela crítica ofereçam uma vivência interessante. "Pode-se dizer até que, quanto mais prazerosa for a relação com o filme, mais educativo ele fica. Pois só quando nos envolvemos de fato e assistimos com gosto que despertamos os nossos sentidos e até um real senso crítico", argumenta o cineasta André Costa, lembrando ainda que um filme pode servir de pretexto para o aprendizado de conteúdos, como a obra de um artista plástico ou o enredo de um livro, por exemplo. Afinal, quem nunca teve vontade de ler um livro após ver um filme baseado nele?
Assim, a educação promovida pelos filmes extrapola as paredes do cinema. E ainda aproxima as pessoas. Como? Basta pensar nas vezes em que saímos da sala de cinema loucos para comentar. O papo após a sessão pode até dominar o jantar ou o café da manhã do dia seguinte. Como ressalta o cineasta André Costa: "Os filmes servem de base para trocas afetivas entre as pessoas". Entre pais e filhos, essa pode ser uma experiência ainda mais valiosa. Não hesite em tirar proveito dela.

Educando com o cinema
Antes, durante e depois de ver um filme, explore-o com seu filho:
1)A escolha Antes, pergunte a ele o que gostaria de ver, ou o que ele espera de um determinado filme. Assim ele começa a estruturar opiniões e expectativas.
2)A observação Durante o filme, se estiver em casa, faça comentários sobre o que está sendo visto e ouvido, enfatizando que a história não está sendo contada apenas com palavras. Comente roupas de personagens e sua caracterização e chame a atenção de seu filho para a música, para os cenários e os momentos de silêncio.
3)A absorção Ao acabar o filme, dê um tempo para que as impressões sejam absorvidas e, depois, procure conversar com o seu filho sobre o que viram. O que ele achou? Gostou das personagens? Achou as paisagens mostradas bonitas? Compartilhe também a sua opinião.
4) O questionamento Ainda nessa conversa, incentive seu filho a imaginar quem está por trás daquela criação. Uma animação, por exemplo, é criada por muitos artistas gráficos. Como o computador pode ter sido usado em tudo isso? Essa percepção abre os horizontes da criança e não a deixa alienada diante de um produto pronto. Mas, claro, tome cuidado para não exagerar nos questionamentos. A conversa tem de ser espontânea.
4) A pesquisa Muitos filmes despertam curiosidades na gente a respeito de lugares, pessoas e períodos da História. Não deixe a curiosidade esfriar e pesquise com seu filho não muito tempo após a sessão. Comece pela internet ou livros que tiver em casa. Quem sabe assim vocês não descobrem uma nova paixão
6) O repertório Uma das melhores formas de aumentar o repertório de filmes é seguir um caminho que faça sentido. Assim você se aprofunda na obra de um diretor, ou em filmes sobre um período histórico, ou em animações de um estúdio. Em época de obsessão pelas princesas da Disney, por exemplo, você pode assistir com as meninas a cada um dos desenhos com princesas, partindo de "Branca de Neve e os Sete Anões". Mas não deixe a experiência superficial. Alfinete-as um pouco, fazendo com que percebam as diferenças nos traços, na concepção dos desenhos e na própria temática. "As princesas foram ficando menos passivas com o tempo, não é verdade?", e assim por diante.|
7) O complemento Uma das melhores formas de aumentar o repertório de filmes é seguir um caminho que faça sentido. Assim você se aprofunda na obra de um diretor, ou em filmes sobre um período histórico, ou em animações de um estúdio. Em época de obsessão pelas princesas da Disney, por exemplo, você pode assistir com as meninas a cada um dos desenhos com princesas, partindo de "Branca de Neve e os Sete Anões". Mas não deixe a experiência superficial. Alfinete-as um pouco, fazendo com que percebam as diferenças nos traços, na concepção dos desenhos e na própria temática. "As princesas foram ficando menos passivas com o tempo, não é verdade?", e assim por diante.
8) A emoçãoDivirta-se com seu filho! Ria e chore diante da tela. Compartilhar sensações e estreitar os vínculos fazem parte de outro tipo de educação - a emocional.



Fonte
Site: http://educarparacrescer.abril.com.br/

Amor e regras devem caminhar juntos


Dar limites é dar amor, pois quando amamos cuidamos e as regras/ limites preparam a pessoa para a vida. Na vida passamos por momentos alegres, felizes, tristes, difíceis e é assim que amadurecemos e crescemos como pessoas, as crianças também podem passar por momentos de frustrações, dificuldades, tristezas, alegrias e assim vão aprendendo como é a vida real e construindo sua personalidade.
Nossa vida está sempre em transformação, somos hoje aquilo que não éramos ontem e seremos amanhã, aquilo que não somos hoje.
Passamos minuto a minuto por mudanças, aprendemos coisas novas, vivemos experiências marcantes, sofrimentos, alegrias, amores e etc.
Na criança estas mudanças são mais visíveis, pois tudo é muito novo, por isso o papel dos pais (família) é fundamental e de extrema responsabilidade.
A criança aprende naturalmente e para ela tudo é muito normal, o mundo gira em torno de si. Mas, a vida não é assim... Entra aí, a família, para ensinar as regras de como conviver bem em uma sociedade.
No dicionário está escrito “ Regras – aquilo que regula, dirige, rege ou governa; o que esta determinado pela razão, pela lei ou costume; método, ordem.”. A criança não sabe e não conhece as regras, a família tem o dever de ensiná-las e colocá-las em prática. Todos seguimos regras e se seguimos é porque aprendemos, se aprendemos é porque alguém nos ensinou.
A criança precisa de um referencial e esse deve ser sua família, ela precisa saber que a liberdade dela termina onde começa a de seu próximo.

Ame as crianças e as ensine a importância dos limites.


Fonte:Valéria Catais
Pedagoga
abril/2009

A importância da Família para o Desenvolvimento Infantil


UNICEF

Para proteger a garantia de direitos básicos das crianças de 0 a 6 anos de idade, a participação da família é imprescindível. Está na lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente diz que a família, com o apoio da comunidade e do governo, deve criar, educar, proteger as crianças e garantir o seu desenvolvimento.

Antes do nascimento
Desde o momento em que o bebê se forma na barriga da mãe, a família deve cuidar para que ambos tenham acesso aos serviços de saúde e, no mínimo, às seis consultas gratuitas do exame pré-natal. A saúde da mulher grávida no trabalho e uma alimentação nutritiva também são importantes. A mãe deve ter acesso a algumas vacinas e a todas as informações sobre amamentação e parto. Seguindo todas essas instruções, a mulher corre menos risco de morrer devido às complicações do parto e a criança vem ao mundo com saúde.

Os primeiros meses
Quando a criança nasce, é muito importante fazer o registro civil. Ter uma certidão de nascimento é garantia de cidadania e acesso aos serviços básicos de educação e saúde no futuro. Nos primeiros meses de vida, a família tem que ajudar a criar o bebê. Nessa etapa, cuidar da saúde é muito importante, porque é nesta fase que os bebês correm maior risco de adoecer e morrer. As vacinas protegem os bebês das doenças graves e o leite materno é o alimento mais completo, com todas as vitaminas necessárias. Até os seis meses de idade, ele deve ser dado exclusivamente, a não ser que um médico dê orientações contrárias.
As consultas médicas no primeiro ano de vida devem ser feitas mensalmente. Conversar, brincar com o bebê ajudam o desenvolvimento das crianças.. É assim que elas aprendem a se comunicar e a descobrir o mundo. Mesmo antes de aprender a falar, a criança aprende a se comunicar com gestos e caretas. A família deve ficar atenta às vacinas. O cartão de vacinação deve ser preenchido rigorosamente e alimentação, depois dos sete meses, deve conter pouco sal e açúcar. Dê preferência aos alimentos naturais, como sopas e papas feitas em casa.

Os primeiros anos
Brincar é a principal atividade das crianças. Elas precisam conhecer, tocar, mexer, cantar, dançar, ouvir histórias, para se desenvolverem bem nessa fase de aprendizado acelerado. É importante se relacionar com adultos e com outras crianças. Nessa fase de descobertas, proteja suas crianças de acidentes.
Ao completar um aninho, é hora de começar, aos poucos, incentivar o abandono da fralda. Ensinar os limites do sim e não também começa nessa idade. Os limites devem ser ensinados pela família com firmeza, mas sem violência. A violência é crime mesmo quando os adultos têm a intenção de educar a criança. A criança precisa de seis refeições por dia. Todo ser humano tem direito a uma alimentação saudável.
As famílias devem educar seus filhos para a cidadania. Quando aprendem a respeitar as diferenças cedo, as crianças se tornam adultos conscientes. As famílias devem cobrar, de suas prefeituras, o direito à creche e a lugares limpos para que as crianças possam brincar. Um instrumento que ajuda a fazer cumprir as leis é o Conselho Tutelar. A família pode recorrer ao conselho sempre que os direitos das crianças forem desrespeitados.
A partir dos quatro anos, as crianças podem freqüentar a pré-escola. Isso ajuda e acelera o desenvolvimento durante a primeira infância. Nessa etapa, a família deve estimular a criatividade das crianças. Brincar de faz-de-conta é uma atividade importante. Os hábitos de higiene devem ser ensinados e exigidos. Todas as famílias têm direito a saneamento básico fundamental.


Fonte: www.unicef.org.br

terça-feira, 22 de março de 2011

Atividades de línguas e sinais(Libras)




Campanha da Fraternidade 2011


Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta.
Lema "A Criação Geme em Dores de parto" (Rm 8,22).

APRESENTAÇÃO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.
Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

CÂNTICO DAS CRIATURAS SÃO FRANCISCO DE ASSIS!

Altíssimo, onipotente e bom Deus, teus são o louvor,
a glória, a honra e toda benção.

Só a Ti, Altíssimo, são devidos, e homem algum
é digno de Te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas.

Especialmente o irmão Sol, que clareia o dia
e com sua luz nos ilumina.

Ele é belo e radiante, com grande esplendor de Ti,
Altíssimo é a imagem.

Louvado sejas meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas,
que no céu formastes claras, preciosas e belas.

Louvado sejas meu Senhor, pelo irmão Vento,
pelo ar ou neblina, ou sereno e de todo tempo,
pelo qual às Tuas criaturas dais sustento.

Louvado sejas meu Senhor, pela irmã Água,
que é muito útil, humilde, preciosa e casta.

Louvado sejas meu Senhor, pelo irmão Fogo,
pelo qual iluminas a noite, e ele é belo e alegre, vigoroso e forte.

Louvado sejas meu Senhor, pela nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e nos governa, e produz frutos diversos,
e coloridas flores e ervas.

Louvado sejas meu Senhor, pelos que perdoam
por Teu amor e suportam enfermidades e tribulações.

Bem-aventurados os que sustentam a paz, que por Ti,
Altíssimo serão coroados.

Louvado sejas meu Senhor, pela nossa irmã a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.

Ai dos que morrem em pecado mortal!

Felizes os que ela achar conforme a Tua Santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.

Louvai e bendizei ao meu Senhor, e daí-lhes graças
e servi-O com grande humildade.

Amém




Tema: "Fraternidade e a vida no planeta"
Lema "A criação geme em dores de parto".

BOAS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM NA ALFABETIZAÇÃO


· Diariamente leitura de histórias (.... assim como poesias, parlendas, notícias) feita pelo professor, sempre de qualidade e de interesse dos alunos, num clima de magia e encantamento.
· Utilizar a lista de nome dos alunos da classe para realizar diversas brincadeiras (forca, procure seu nome, procure o nome de tal colega, apague seu nome na lousa, dizer onde está o nome de determinada criança dentre 3 que comecem com a mesma letra, etc.). Essa lista de palavras, que logo será memorizada pelos alunos, atuam como palavras estáveis que fornecem muitas dicas para a aprendizagem do sistema de escrita tais como o nome das letras, que sonoridade possuem quando se juntam como saber que com o CA de CAMILA eu posso também escrever o CA de CADEIRA.
· Professor escreve na frente do aluno e lê o que está escrevendo ou já escreveu (o que vai ter na merenda, o título da história que será lida, etc.).
· Os alunos ditam textos memorizados para o professor escrever (parlendas, poesias, letra de música que estão aprendendo para ampliar seu repertório, para se divertir ou para uma apresentação na reunião de pais...).
· Os alunos escrevem palavras que o professor propõe (listas com 4 ou 5 palavras de brinquedos, objetos, animais), o professor solicita que cada criança (algumas a cada dia) leia o que escreveu apontando onde está escrito.
· Propor que os alunos leiam (antecipando) o título do livro que vai ser lido, pois a ilustrações lhe dão pistas e a criança já tem algum conhecimento sobre o sistema de escrita.
· Propor que localize onde está escrito determinadas frutas numa lista que o professor escreve na lousa e informa que lá foi escrito nomes de frutas (o aluno sabe o que pode estar escrito lá).
· Propor que localizem onde está determinado título de histórias na lista de Histórias lidas naquela semana.
· O professor escreve 3 palavras (ex.: CAMELO, CAVALO e CACHORRO), informa aos alunos o que escreveu e estes precisam dizer onde está escrito o quê. Aqui o início e o final das palavras são semelhantes então os alunos precisam se atentar ao meio das palavras, já é um desafio maior.
· Fornecer as letras justas, ou seja, todas e nenhuma a mais nem a menos, de determinada palavra ou verso/estrofe de poesia ou música, informando que ali estão TODAS as letras para escrever ELEFANTE ou O SAPO NÃO LAVA O PÉ, por ex., e o aluno ou dupla de alunos com hipóteses de escrita próximas, têm a tarefa de escrever e não deixar sobrar nenhuma letra.
· Cruzadinhas com banco de palavras.
Fonte: EMEI Maria Alice Pasquarelli – Orientadora Pedagógica: HELENA CRISTINA CRUZ RUIZ

segunda-feira, 21 de março de 2011

Exclusão digital continua significativa no Brasil


Apesar dos esforços para incrementar o uso da internet entre a população, a exclusão digital ainda é gigante no Brasil. Segundo estatísticas do Ibge, divulgadas em dezembro, embora tenha havido crescente acesso à web nos últimos anos, 65% dos brasileiros acima dos 10 anos não tiverem acesso à internet.

Os dados foram gerados a partir de uma pesquisa nacional feita em 155 mil residência em todo o País, realizada em 2008. O estudo revelou um acurado painel da exclusão digital no Brasil. Por exemplo, no sudoeste brasileiro, 40% das pessoas acessam a internet, enquanto no nordeste, região onde os índices de pobreza são maiores, apenas 25% o fazem.

O acesso da internet por estudantes é incrivelmente baixo – 60 por cento, menor do que alguns países vizinhos como Argentina, Chile, Colombia and Uruguai, informa a pesquisa do Ibge.

Um terço dos pesquisados disseram não acessar a internet porque eles não têm interesse em assim fazer, enquanto menos de um terço afirmou que não sabe usar o computador e outra igual proporção afirmou não ter acesso ao computador.

Ainda segundo o Ibge pessoas mais jovens e pessoas de maior escolaridade acessam a internet mais assiduamente. A renda familiar tambem é destacada como importante fator.

O país, contudo, obteve algumas conquistas. Uma pesquisa de 2005 indicava que 80% da população não tinha acesso à internet, significando que o uso da tecnologia, desde então, aumentou em cerca de de três quarton nos últimos quatro anos.

O novo estudo destacou ainda que as conecções em banda larga dobraram no Brasil em igual período. As pessoas acessam a internet, geralmente de casa e do local de trabalho.

Fonte:IBGE

25 PRINCÍPIOS E TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO NA SALA de AULA

1. A aprendizagem cooperativa toma-se mais motivante que a aprendizagem individualista e competitiva.
2. A organização flexível de um grupo aumenta a motivação intrínseca.
3. As tarefas criativas são mais motivadoras que as repetitivas.
4. Em relação ao êxito escolar há que afirmar que
- Conhecer as causas do êxito ou do fracasso em uma tarefa determinada, aumenta a motivação intrínseca.
- O reconhecimento do êxito de um aluno ou de um grupo de alunos, por parte do professor, de uma tarefa determinada, motiva mais que o reconhecimento do fracasso, e se aquele é público, melhor.
- O registo dos progressos na consecução das metas propostas costuma aumentar a motivação intrínseca. As actividades devem graduar-se de tal forma que, a partir das mais fáceis, o aluno vá obtendo êxitos sucessivos (o êxito gera êxito).
5. A elaboração significativa das tarefas escolares gera motivação intrínseca. Não acontece o mesmo com as tarefas repetitivas e conceptualmente fora de contextos. Isto deve-se a que a aprendizagem é significativa quando tem sentido para o aluno, coisa que não acontece com a aprendizagem mecânico-memorística.
6. O nível de estimulação dos alunos tem de ser adequado. Se a estimulação é muito reduzida não se produzem mudanças. Se é excessiva, costuma produzir ansiedade e frustração.
7. Pelo que respeita ao nível de dificuldade das tarefas pode-se afirmar que:
- As mudanças moderadas no nível de dificuldade e complexidade de uma tarefa favorecem a motivação intrínseca em quem a realiza; ao serem atraentes e agradáveis. As mudanças bruscas são rejeitadas ao serem identificadas como desagradáveis.
- O nível de dificuldade de uma tarefa tem de ser adequado, favorecendo o próximo passo dos alunos. As tarefas percebidas como muito fáceis ou muito difíceis não criam motivação. As mais motivantes são aquelas percebidas com um nível médio de dificuldade.
8. O professor que dá autonomia no trabalho promove a motivação de sucesso e auto estima, aumentando assim a motivação intrínseca. Os professores centrados no controle diminuem a motivação.
9. As expectativas do professor sobre o aluno são profecias que se cumprem por si mesmas. O aluno tende a render o que o professor espera dele.
10. A atmosfera interpessoal na qual se desenrola a tarefa há-de permitir ao aluno sentir-se apoiado cálida e honestamente, respeitado como pessoa e capaz de dirigir e orientar a sua própria acção. Um ambiente de optimismo aumenta a motivação.
11. Tem de se cuidar a motivação extrínseca nas tarefas rotineiras e à base de memória, e a motivação intrínseca nas tarefas de aprendizagem conceptual, resolução de problemas e criatividade.
12. É preciso partir da própria experiência para chegar à formulação de princípios e leis (método indutivo). Isto consegue-se quando se inserem ocorrências, factos e situações ocasionais da vida real dos alunos no desenvolvimento do tema correspondente; quando se relaciona o que se ensina com a realidade circundante vivencial para o aluno; quando se parte de factos ou acontecimentos da actualidade que têm grande relevância; quando se utiliza a experimentação, etc. Trata-se de tornar, na medida do possível, a teoria mais extraída da prática para não se ficar na pura teoria, indo do particular para o geral, do conhecido para o desconhecido, dos factos para os princípios, do simples para o complexo.
13. Quando se usa o processo dedutivo, os alunos, devem ver plasmada em factos práticos a teoria estudada previamente.
14. Devem-se relacionar os temas a tratar com os interesses, necessidades e problemas próprios de cada idade ou fase da vida, sempre que seja possível. O progresso é mais rápido quando os alunos reconhecem que a tarefa coincide com os seus interesses imediatos.
15.A motivação aumenta quando o material didáctico que se utiliza é o adequado(diapositivos, transparências, vídeos, cassetes, etc.).
16. É muito conveniente dar a conhecer os objectivos que se pretendem alcançar em cada unidade didáctica.
17. É preciso evitar a repreensão pública, o sarcasmo, as comparações ridículas, as tarefas em demasia e, em geral, todas as condições desfavoráveis para o trabalho escolar. Pelo contrário, deve-se utilizar, quando for necessário, a repreensão privada, a conversa particular e amistosa e quantos factores positivos animem o aluno.
18 Devem-se comunicar aos alunos os resultados dos seus trabalhos o mais imediatamente possível. O conhecimento dos resultados é um forte estimulo para obter mais rapidez e maior exactidão.
19. O professor deve mostrar interesse por cada aluno: pelos seus êxitos, pelas suas dificuldades, pelos seus planos... e de maneira que o aluno o note.
20. As estratégias operativas e participativas são mais motivantes que as passivas e dogmáticas. Os resultados são melhores quando o aluno descobre verdades científicas, e quando as tarefas são realizadas sem coacção. É muito positivo comprometer o aluno numa determinada tarefa ou trabalho.
21. A competição, bem usada, pode ser um bom recurso de motivação quando se a usa como jogo em grupo, ou o aluno joga consigo mesmo (auto competição).
22. É preciso evitar que actuem sobre o educando motivos contraditórios simultaneamente.
23. Quando um motivo forte é frustrado, pode provocar formas indesejáveis de comportamento.
24. Há que ter em conta as diferenças individuais na motivação. O papel do professor não consiste só em condicionar novos motivos desejáveis, mas também em explorar convenientemente os muitos que estão presentes em cada educando.
25. Cada qual é motivado pelo que tem valor para si. Entre motivo e valor não existe diferença. A motivação é o efeito da descoberta do valor. Por isso se toma necessário conseguir que os alunos reconheçam o valor que tem cada matéria, tanto a nível pessoal como social.


Texto de José Bernardo Carrasco

sábado, 19 de março de 2011

Atitudes do professor que facilitam a disciplina


1. Nunca falar para a turma, enquanto não estejam todos em silêncio.
2. Dirigir-se aos alunos com linguagem e voz clara, com certa pausa e expressividade para que percebam o que se diz à primeira.
3. Nunca gritar. Um grito deve ser uma atitude rara que por vezes é necessária. Não esquecer que os gritos desprestigiam o professor. Ordens como: "Calados!", são inúteis.
4. Jamais esquecer esta regra de ouro: Se basta um olhar, não dizer uma palavra;
se basta uma palavra, não pronunciar uma frase.
5. Esforçar-se por manter a presença de espírito, serenidade e segurança. Os alunos notam a mais leve falta de à vontade, insegurança ou excitação do professor. Se isso se prolonga, a aula está "perdida"
6. Não deixar passar "nem uma" e actuar desde o principio. Nada fere mais o aluno e desprestigia um professor que as possíveis "injustiças". É o caso de deixar passar uma falta num aluno e, logo a seguir, castigar outro por uma falta semelhante.
7. Cuidar as atitudes corporais, os gestos, as expressões do rosto e vocais; tudo isso influi positiva ou negativamente nos alunos.
8. Procurar manter o domínio de toda a aula. Mesmo que se dirija apenas a uma parte da aula, deve ter a restante sob controlo. E preciso evitar a todo o custo que um aluno apanhe o professor desprevenido.
9. Não aceitar que os alunos se dirijam ao professor com modos ou expressões pouco apropriadas, como sejam: abraços, palmadinhas nas costas, graçolas, etc. Isto só serve para "queimar" o professor.
10. Jamais utilizar o sarcasmo ou a ironia malévola. Tem efeitos imediatos, mas consequências desastrosas a longo prazo.
11. Tornar-se acessível ao aluno, colocando-se ao seu nível, mas sem infantilidades nem paternalismos. Falar-lhes com afabilidade, afecto, por vezes com doçura; mantendo sempre uma discreta distância que eles aceitam e até desejam.
12. Se alguma vez acontecer uma situação de conflito (o que deve ser raro e excepcional) com um aluno ou com a turma, procurar o modo de sanar essa "ferida", através de alguma saída airosa, gesto ou atitude simpática. Eles possuem um sentido epidérmico da justiça, mas igualmente uma grande capacidade de desculpar e esquecer agravos.
13. Saber manter o equilíbrio entre a "dureza" e a amabilidade. A jovialidade e a alegria do professor deve-se manifestar, apesar de tudo, em todas as circunstâncias; os alunos têm de a notar. A maior parte das antipatias dos alunos têm a sua origem em rostos ou atitudes pouco acolhedoras.
14. A correcção deve ser:
a) silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade;
b) sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação;
c) de forma a provocar a introspecção do educando: que o aluno contenha os seus impulsos, caia em si e retome o caminho;
d) afectuosa: "se quereis persuadir, consegui-lo-eis mais pelos sentimentos afectuosos que pelos discursos" (S. Bernardo).
15. Evitar proferir ameaças, que podem não se cumprir, pelo desprestígio magistral que isso implica.
16. Mandar o menos possível. O ideal é conseguir com o mínimo de ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos ser obedecidos.
17. Algumas citações:
"São o silêncio, a vigilância e a prudência dum mestre que estabelecem a ordem numa escola e não a dureza e a pancada" (VITOR GARCIA HOZ).
"...a escola terá um pouco de sanatório, de biblioteca e de claustro, o que quer dizer que estará mergulhada em silêncio. Um silêncio que não será interrompido pela voz do professor, nem por campainhas1 nem por exercícios de piano... Um silêncio todo penetrado de actividade intensa, de vai-e-vem na ponta dos pés, de cochichos discretos e de alegria contida. Este silêncio supõe todo um conjunto de condições: mobília apropriada, motivos de actividade para estimular o trabalho da inteligência, e um professor omnipresente, mas invisível" (LUBIENSKA DE LENVAL).
"Evitar a "expressão sem vigor, sem clareza, nem exactidão" (Platão), por ser contrária ao silêncio" (V. GARCIA HOZ).
"E preciso cultivar bem as palavras, com sossego para que saiam resistentes como alicerces; e no mestre cristão ainda mais, porque ele pretende fazer obra para a eternidade" (V. GARCIA HOZ).
"A criança não praticará seriamente a virtude, se não conseguirmos tornar-lha amável e sedutora" (JOSEPH DUHR).
"Contribuem muito para suscitar o interesse e, em consequência, a atenção da criança, a personalidade e as atitudes mentais do professor. As atitudes e emoções são muito contagiosas. O professor entusiasta, alegre e animado, costuma ter alunos atentos e interessados. A primeira condição da aprendizagem interessante é que o professor reflicta nas suas atitudes e actividades em grau suficiente de simpatia e entusiasmo"
(AGUAYO)
Fonte: http://professor.aaldeia.net/disciplinanasaulas.htm

quinta-feira, 17 de março de 2011

Termos e significados usados na psicopedagogia e áreas afins


O conhecimento de alguns termos é de fundamental importância para profissionais da área de educação e saúde mental. Pensando nisso selecionamos abaixo alguns termos para que possam servir de consulta. Não é nossa intenção explanar sobre cada um deles, mas apresentar apenas um breve significado. Cabe ao profissional buscar outras fontes para se aprofundar sobre causas, sintomas e tratamentos.

Aprendizagem - É o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo já maturo, que se expressa diante de uma situação-problema, sob a forma de uma mudança de comportamento em função da experiência.

Agnosia - Etimologicamente, a falta de conhecimento. Impossibilidade de obter informações através dos canais de recepção dos sentidos embora o órgão do sentido não esteja afetado.

Agnosia visual

Compreende a incapacidade de reconhecimento visual de objetos na ausência de disfunções ópticas. Os métodos de neuroimagem permitem a identificação de lesões têmporo-occipitais bilaterais, geralmente de origem isquêmica, determinantes dessa condição. Outros dois tipos particulares de agnosia visual podem ser diferenciados:

alexia: refere-se à perda da capacidade de reconhecimento de palavras escritas. Através dos métodos de neuroimagem pode-se detectar lesões no território de irrigação da artéria cerebral posterior esquerda, com comprometimento parcial do corpo caloso;

prosopagnosia: refere-se à incapacidade de reconhecimento de faces, e seu substrato anatômico reside em lesões occipitais inferiores bilaterais.

Agnosia auditiva

Incapacidade de reconhecimento e distinção de sons na ausência de quaisquer déficits auditivos. A neuroimagem revela lesões na região temporal (córtex auditivo secundário. área 22 e parte da área 21 de Brodmann) no hemisfério cerebral direito.

Afasia - Perda da capacidade de usar ou compreender a linguagem oral. Está usualmente associada com o traumatismo ou anormalidade do sistema nervoso central. Utilizam-se várias classificações tais como afasia expressiva e receptiva, congênita e adquirida.

Afasia de Broca (afasia de expressão, motora ou não fluente)
Caracteriza-se pelo comprometimento de estruturas localizadas nas porções mais anteriores como a porção posterior do giro frontal inferior ou área de Broca. Clinicamente observa-se reduzida produção com frases curtas, agramáticas e amelódicas. A compreensão da linguagem verbal geralmente encontra-se preservada e a capacidade de repetição, comprometida. Os métodos de imagem (TC e RM) revelam lesões ou assimetrias na região frontal posterior e porção anterior da região têmporo-parietal de predomínio à esquerda. Em casos de lesões vasculares, o território comprometido pertence ao ramo superior (rolândico) da artéria cerebral média esquerda.

Afasia de Wernicke (afasia de compreensão, sensorial ou fluente)
As estruturas comprometidas localizam-se nas porções mais posteriores como a porção posterior do giro temporal superior ou ária de Wernicke e o córtex auditivo primário, no giro de Heschl. A compreensão da linguagem verbal e a repetição encontram-se intensamente comprometidas, com fluência verbal preservada e conteúdo anormal com tendência a substituições (parafasias). Os métodos de imagem revelam lesões têmporo-parietais no hemisfério esquerdo, no território de irrigação do ramo inferior da artéria cerebral média ipsolateral.

Afasia global (afasia mista)
Distúrbio significativo dos processos de compreensão e expressão da linguagem. Geralmente associado a hemiparesia direita determinado por extensas lesões nas áreas da linguagem, acometendo o território de irrigação da artéria cerebral média esquerda.

Afasia Progressiva Primária
Essa denominação define uma síndrome degenerativa que cursa com perda gradual da capacidade de linguagem na ausência de demência generalizada. TC e RM revelam assimetria cortical que se traduz por atrofia localizada com alargamento dos sulcos fronto-temporais e da fissura peri-silviana a esquerda com dilatação do corno temporal correspondente, de caráter progressivo em exames sucessivos. Os métodos de Neuroimagem funcional como SPECT e PET apresentam maior sensibilidade, revelando hipoperfusão e hipometabolismo nas áreas afetadas, mesmo na ausência de alterações anatomicamente detectáveis pela TC ou RM.


Agrafia - Impossibilidade de escrever e reproduzir os seus pensamentos por escrito.

Anamnese - Levantamento dos antecedentes de uma doença ou de um paciente, incluindo seu passado desde o parto, nascimento, primeira infância, bem como seus antecedentes hereditários.

Anomia - Impossibilidade de designar ou lembrar-se de palavras ou nome dos objetos.

Anorexia - Perda ou diminuição do apetite.

Anoxia - Diminuição da quantidade de oxigênio existente no sangue.

Apnéia - Paragem voluntária dos movimentos respiratórios: retenção da respiração.

Apraxia - Impossibilidade de resposta motora na realização de movimento com uma finalidade. A pessoa não realiza os movimentos apesar de conhecê-lo e não ter qualquer paralisia. São caracteristicamente determinadas por lesões parietais. Alguns tipos particulares de apraxia incluem:

Apraxia ideomotora
É a inabilidade de realizar atos motores sob comando verbal, embora esses atos sejam facilmente realizados de modo espontâneo. Lesões do fascículo arqueado e da porção anterior do corpo caloso podem ser responsáveis por esse tipo de distúrbio.
Apraxia ideatória
É a incapacidade de realizar certos movimentos seqüênciais na realização de um ato (como o exemplo clássico de tirar um cigarro do maço e acendê-lo). \Embora cada movimento separado seja executado facilmente. A localização precisa das estruturas afetadas nessa disfunção neuropsicológica ainda é incerta.
Apraxia construtiva
É a incapacidade de reproduzir ou copiar um modelo visual apresentado, na ausência de distúrbios visuais, perceptivos ou motores. Lesões parietais localizadas à direita, costumam determinar quadros mais intensos, geralmente associados a negligência dos elementos contralaterais.
Astereognosia - Incapacidade de reconhecimento de objetos pelo tato, na ausência de disfunção sensitiva. Geralmente determinada por lesões envolvendo o giro pós-central contralateral.

Ataxia - Dificuldade de equilíbrio e de coordenação dos movimentos voluntários.

Autismo - Distúrbio emocional da criança caracterizada por incomunicabilidade. A criança fecha-se sobre si mesma e desliga-se do real impedindo de relacionar-se normalmente com as pessoas. Num diagnóstico incorreto pode ser confundido com retardo mental, surdo-mudez, afasia e outras síndromes.

Bulimia - Fome exagerada de causa psicológica.

Catarse - Efeito provocado pela conscientização de uma lembrança fortemente emocional ou traumatizante até então reprimida.

Catatonia - Síndrome complexa em que o indivíduo se mantém numa dada posição ou continua sempre o mesmo gesto sem parar. Persistência de atitudes corporais sem sinais de fadiga.

Cinestesia - Impressão geral resultante de um conjunto de sensações internas caracterizado essencialmente por bem-estar ou mal-estar.

Complemento (Closure) - Capacidade de reconhecer o aspecto global, especialmente quando uma ou mais partes do todo está ausente ou quando a continuidade é interrompida por intervalos.

Consciência fonológica - Denomina-se consciência fonológica a habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis:
1. A consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras; as palavras, em sílabas e as sílabas, em fonemas.
2. A consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas (rima, por exemplo).

Coordenação viso-motora - É a integração entre os movimentos do corpo (globais e específicos) e a visão.

Desorientação vísuo-espacial - Consiste na perda da habilidade de execução de tarefas visualmente guiadas, na perda da capacidade de interpretação de mapas e de localização na vizinhança ou mesmo dentro de casa. Os aspectos de neuroimagem podem revelar áreas isquêmicas ou de hipoperfusão nas regiões têmporo-occipitais de predomínio à direita.

Disartria - Dificuldade na articulação de palavras devido a disfunções cerebrais.

Discalculia - Dificuldade para a realização de operações matemáticas usualmente ligadas a uma disfunção neurológica, lesão cerebral, deficiência de estruturação espaço-temporal.

Disgrafia - Escrita manual extremamente pobre ou dificuldade de realização dos movimentos motores necessários à escrita. Esta disfunção está muitas vezes ligada a disfunções neurológicas.

Dislalia - É a omissão, substituição, distorção ou acréscimo de sons na palavra falada.

Dislexia - Dificuldade na aprendizagem da leitura, devido a uma imaturidade nos processos auditivos, visuais e tatilcinestésicos responsáveis pela apropriação da linguagem escrita.

Disortografia - Dificuldade na expressão da linguagem escrita, revelada por fraseologia incorretamente construída, normalmente associada a atrasos na compreensão e na expressão da linguagem escrita.

Disgnosia - Perturbação cerebral comportando uma má percepção visual.

Dismetria - Realização de movimentos de forma inadequada e pouco econômica.

Dispnéia - Dificuldade de respirar.

DSM IV - É a classificação dos Transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria. Descreve as características dos transtornos apresentando critérios diagnósticos. Ver o DSM IV no site psiqueweb: http://gballone.sites.uol.com.br/

Ecolalia - Imitação de palavras ou frases ditas por outra pessoa, sem a compreensão do significado da palavra.

Ecopraxia - Repetição de gestos e praxias.

Enurese - Emissão involuntária de urina.

Esfíncter - Músculo que rodeia um orifício natural. Em psicanálise, na fase anal está ligado ao controle dos esfíncteres.

Espaço-temporal - orientar-se no espaço é ver-se e ver as coisas no espaço em relação a si próprio, é dirigir-se, é avaliar os movimentos e adaptá-los no espaço. É a consciência da relação do corpo com o meio.

Etiologia - Estudo das causas ou origens de uma condição ou doença.

Figura fundo - Capacidade de focar visivelmente ou aditivamente um estímulo, isolando-o perceptivamente do envolvimento que o integra. Ex. identificar alguém numa fotografia do grupo ou identificar o som de um instrumento musical numa melodia.

Gagueira ou tartamudez - distúrbio do fluxo e do ritmo normal da fala que envolve bloqueios, hesitações, prolongamentos e repetições de sons, sílabas, palavras ou frases. É acompanhada rapidamente por tensão muscular, rápido piscar de olhos, irregularidades respiratórias e caretas. Atinge mais homens que mulheres.

Gnosia - Conhecimento, noção e função de um objeto. Segundo Pieron toda a percepção é uma gnosia.

Grafema - Símbolo da linguagem escrita que representa um código oral da linguagem.

Hipercinesia - Movimento e atividade motora constante e excessiva. Também designada por hiperatividade.

Hipocinesia - Ausência de uma quantidade normal de movimentos. Quietude extrema.

Impulsividade - Comportamento caracterizado pela ação de acordo com o impulso, sem medir as conseqüências da ação. Atuação sem equacionar os dados da situação.

Lateralidade - Bem estabelecida - implica conhecimento dos dois lados do corpo e a capacidade de os identificar como direita e esquerda.

Linguagem interior - O processo de interiorizar e organizar as experiências sem ser necessário o uso de símbolos lingüísticos. Ex.: o processo que caracteriza o analfabeto que fala, mas não lê nem escreve.

Linguagem tatibitate - É um distúrbio (e também de fonação) em que se conserva voluntariamente a linguagem infantil. Geralmente tem causa emocional e pode resultar em problemas psicológicos para a criança.

Maturação - É o desenvolvimento das estruturas corporais, neurológicas e orgânicas. Abrange padrões de comportamento resultantes da atuação de algum mecanismo interno.

Memória - Capacidade de reter ou armazenar experiências anteriores. Também designada como "imagem" ou "lembrança".

Memória cinestésica - É a capacidade da criança reter os movimentos motores necessários à realização gráfica. À medida que a criança entra em contato com o universo simbólico (leitura e escrita) vão ficando retidos em sua memória os diferentes movimentos necessários para o traçado gráfico das letras.

Morfema - É a menor unidade gramatical. Na palavra infelicidade encontramos três elementos menores cada um chamado de morfema: in (prefixo), felic (radical), idade (sufixo). Os morfemas são utilizados para construir outras palavras: o prefixo in é utilizado em outras palavras como invariável, invejável, inviável, por exemplo.

Mudez - É a incapacidade de articular palavras, geralmente decorrente de transtornos do sistema nervoso central, atingindo a formulação e a coordenação das idéias e impedindo a sua transmissão em forma de comunicação verbal. Em boa parte dos casos o mutismo decorre de problemas na audição. Os fatores emocionais e psicológicos também estão presentes em algumas formas de mudez. Na mudez eletiva a criança fica muda com determinadas pessoas ou em determinadas situações e em outras não.

Paratonia - É a persistência de uma certa rigidez muscular, que pode aparecer nas quatro extremidades do corpo ou somente em duas. Quando a criamnça caminha ou corre, os braços e as pernas se movimentam mal e rigidamente.

Percepção - processo de organização e interpretação dos dados que são obtidos através dos sentido.

a) Percepção da posição - do tamanho e do movimento de um objeto em relação ao observador.

b) Percepção das relações espaciais - das posições a dois ou mais objetos.

c) Consistência perceptiva - capacidade de precisão perceptiva das propriedade invariantes dos objetos como, por exemplo: forma, posição, tamanho etc.

d) Desordem perceptiva - Distúrbio na conscientização dos objetos, suas relações ou qualidade envolvendo a interpretação da estimulação sensorial.

e) Deficiência perceptiva - Distúrbio na aprendizagem, devido a um distúrbio na percepção dos estímulos sensoriais.

f) Perceptivo-motor - Interação dos vários canais da percepção como da atividade motora. Os canais perceptivos incluem: o visual, o auditivo, o olfativo e o cinestésico.

g) Percepção visual - Identificação, organização e interpretação dos dados sensoriais captados pela visão.

h) Percepção social - Capacidade de interpretação de estímulos do envolvimento social e de relacionar tais interpretações com a situação social.

Preservação - Tendência de continuar uma atividade ininterruptamente; manifesta-se pela incapacidade de modificar, de parar ou de inibir uma dada atividade, mesmo depois do estímulo causador ter sido suprimido.

Problemas de aprendizagem - São situações difíceis enfrentadas pela criança com um desvio do quadro normal mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirrepetentes).

Praxia - Movimento intencional, organizado, tendo em vista a obtenção de um fim ou de um resultado determinado.

Rinolalia - Caracteriza-se por uma ressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da fala. Pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenóide, lábio leporino ou fissura palatina.

Ritmo - Habilidade importante, pois dá à criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A falta de habilidade rítmica pode causar uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas.

Sincinesia - É a participação de músculos em movimentos aos quais eles não são necessários. Ex.: coloca-se um objeto numa mão da criança e pede-se que ela aperte, a outra mão também se fechará ao mesmo tempo. Ficar sobre um só pé, para ela é impossível. Há descontinuidade nos gestos, imprecisão de movimentos nos braços e pernas, os movimentos finos dos dedos não são realizados e, num dado ritmo, não podem ser reproduzidos através de atos coordenados, nem por imitação.

Sintaxe - Parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso , bem como a relação lógica das frases entre si e a correta construção gramatical ; construção gramatical (Dicionário Aurélio)

Sinergia - Atuação coordenada ou harmoniosa de sistemas ou de estruturas neurológicas de comportamento.

Somestésico - Relativo à sensibilidade do corpo.

Fonte:http://psicopedagogiabrasil.com.br/termos_psicopedagogia.htm

BRINCAR, EXPERIMENTAR, CONHECER... ...SONHAR, SORRIR E APRENDER


A escola inclusiva é aquela que se fundamenta no reconhecimento das diferenças humanas e na aprendizagem centrada nas potencialidades dos alunos, nesse sentido, todos devem aprender juntos, sempre que possível, independente de qualquer dificuldade ou diferença que possam ter.
A Secretaria Municipal de Educação do Município de Chapecó está realizando muitas ações para que a escola possa atender as especificidades de todos os alunos, buscando uma educação de qualidade e construindo um sistema educacional inclusivo.
A partir de projetos realizados juntamente com MEC/SEESP a Secretaria de Educação iniciou em nosso município a proposta de Atendimento Educacional Especializado - AEE, e no ano de 2006 implantou a primeira Sala de Recursos Multifuncionais - SRM. Atualmente temos seis SRM onde o atendimento é realizado por professores com formação específica na área, e temos previsão de receber mais catorze salas neste ano, todas com equipamentos e recursos pedagógicos adequados às necessidades dos alunos.
O decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008, dispõe em seu Parágrafo 1º : “Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.”
De acordo com a resolução CNE/CEB Nº 4 de 02 de outubro de 2009, considera-se público-alvo do AEE: alunos com deficiência física, intelectual, mental ou sensorial, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Também, conforme a mesma resolução, “o AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns...”
A Sala de Recursos Multifuncionais é um espaço organizado com materiais didáticos, pedagógicos e equipamentos específicos para o Atendimento Educacional Especializado e tem como objetivo desenvolver estratégias de aprendizagens centradas em um novo fazer pedagógico.
Sendo assim, a Sala de Recursos da Escola Básica Municipal Padre José Anchieta, localizada no município de Chapecó, onde hoje atuamos como professoras, desenvolve uma prática pedagógica baseada no principio de que é indispensável trabalhar os conceitos básicos que estruturam a organização do pensamento, respeitando-se as especificidades e valorizando o potencial humano de cada aluno, para que se construa o conhecimento de forma significativa.
No planejamento e organização dos atendimentos na SRM, tomou-se como referência as diferentes áreas do conhecimento e os aspectos relacionados ao desenvolvimento cognitivo e emocional. A partir disso, elaborou-se planos de Atendimento Educacional Especializado, de acordo com a idade e nível de conhecimento de cada aluno, elencando diferentes atividades a serem trabalhadas nas diversas áreas:
· Psicomotricidade: equilíbrio, esquema corporal, lateralidade, ritmo, orientação espacial, orientação temporal, coordenação motora ampla e fina;
· Estruturas de raciocínio: seriação, classificação, conservação, sequência lógica, atenção e concentração;
· Expressão corporal e oralidade;
· Linguagem escrita e leitura;
· Raciocínio lógico matemático: construção de número, cálculo mental, compreensão dos conceitos que envolvem as quatro operações;
Para efetivar na prática os objetivos propostos nos planos de AEE elaborou-se projetos de trabalho a partir de histórias como: “O Segredo de Jacarelo” de Francis Rodrigues Pinto, “Menina Bonita do Laço de Fita”, “Camilão, o comilão” de Ana Maria Machado, “O Fantasma Amarelo” de Dinara Tessari, “Uma amiga diferente” de Márcia Honora, entre outras. A literatura infantil é importante sob vários aspectos biopsicossociais, pois proporciona aos educandos meios para desenvolver habilidades que agem como facilitadores dos processos de aprendizagem. A partir da linguagem lúdica da história planejaram-se diferentes atividades como: contação da história usando diferentes imagens visuais, bem como português e/ou Libras, desenho, pintura, recorte, modelagem, músicas, brincadeiras, jogos, pesquisa, produção oral e escrita, etc.
Todo esse trabalho foi pautado em objetivos previamente definidos que enfocaram itens como: gosto pela leitura, flexibilização de raciocínio na produção oral e escrita, clareza e sequência lógica de pensamento, conceitos de raciocínio lógico de pensamento, discriminação visual, entre outros. No desenvolvimento deste trabalho, aconteceu o envolvimento da comunidade escolar, bem como socialização com a família na mostra pedagógica realizada no espaço da escola.
Observando-se o entusiasmo e a participação dos alunos nas atividades desenvolvidas na SRM, destacam-se aspectos importantes a serem observados na prática diária de educadores. Acredita-se que ao invés de adaptar e individualizar/diferenciar o ensino para alguns, a escola comum precisa recriar suas práticas, mudar suas concepções, rever seu papel, sempre reconhecendo e valorizando as diferenças. Estas práticas escolares que permitem ao aluno aprender e ter reconhecidos e valorizados os conhecimentos que é capaz de produzir, segundo suas possibilidades, são próprias de um ensino diversificado que busca atender os diferentes níveis de compreensão e promover o acesso de conhecimento por todos os alunos.
Através desta proposta de Atendimento Educacional Especializado realizada na Sala de Recursos da EBM Padre José Anchieta busca-se a autonomia do educando, garantindo-lhe a participação no processo escolar e na vida social em geral.

Fonte:http://psicopedagogiabrasil.com.br/artigos_marly_sonhar.htm

Sugestões de palavras e expressões para uso em Relatórios






Fonte: http://www.rota83.com.br/

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como as crianças eram tratadas na antiguidade

O modo como se lidava com as crianças na idade média era baseado em alguns costumes herdados da Antiguidade. O pai do mundo grego, além de controlar totalmente a vida do seu filho, também lhe tirava a vida caso o rejeitasse, ou seja, o papel e vida das crianças era definido pelo pai.
No mundo germânico, além do poder do pai exercido no seio da família, existia o poder patriarcal, exercido pela dominação política e social. Nas sociedades antigas, o status da criança era nulo. A sua existência no meio social dependia totalmente da vontade do pai, e se a criança nascesse deficiente ou fosse rapariga podiam ser mandadas para prostíbulos, sendo mortas, em outros casos eram abandonados ou vendidas. Contudo, com a ascensão do cristianismo o modo de lidar com as crianças mudou, apesar da mudança ter sido um processo lento.

O que o professor têm que saber

O professor, hoje já não é visto apenas como um especialista nas matérias que ensina, Exige-se que seja também um técnico qualificado, em áreas do saber tão diversificadas quanto:
- O domínio dos estilos do ensino;
- O conhecimento dos modos de aprendizagem dos seus alunos:
- O conhecimento do desenvolvimento psico-sociológico condicionante das aprendizagens;
- O conhecimento das relações sociais que se estabelecem entre o aluno e a escola, e entre esta e os diferentes agaentes sociais que integram a comunidade;
- O domínio de técnicas e processos de gestão de conflitos;
- O domínio de técnicas e processos de gestão e administração escola;
- A predição da função educativa e social dos resultados da aprendizagem e da instituição escolar. etc.
Concluindo o professor é cada vez mais, solicitado para a mudanças de atitudes, para a procura de soluções alternativas e inovadoras.

Deficiente......em Mário Quintana

Deficiente... é aquele que não consegue modificar sua vida,aceitando as imposições de outras
pessoas ou da sociedade em que vive,sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco... é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego... é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,de fome, de miséria.
E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo... é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,ou o apelo de um rmão.
Pois está sempre apressado para o trabalho .

Mudo... é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico... é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético... é quem não consegue ser doce, sem sofrer por isso...
Anão... é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser "miserável", pois
"
Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu contra a Dengue-Atividades para a turminha





Eu contra a Dengue-Atividades para a turminha





Eu contra a Dengue-Atividades Pedagógicas




Projeto "Eu contra a Dengue"




Modelo de titulo de eleitor em branco para montar com a turminha





Atividade para educação infantil:Vote no seu brinquedo favorito

O valor educacional das histórias

As histórias são excelentes ferramentas de trabalho na tarefa de educar e vários motivos existem para isso:
* as crianças gostam muito
* levam a uma empatia com os alunos
* a variedade de temas é praticamente inesgotável
* pouca exigência de recursos materiais para sua aplicação
* os vários aspectos educacionais que podem ser focados
Por meio dos exemplos contidos nas histórias, as crianças adquirem maior vivência. O contato com os impulsos emocionais, as reações e os instintos comuns aos seres humanos e o reconhecimento dos fatos e efeitos causados por estes impulsos são exemplos de vicia.
Histórias são bastante úteis para trabalhar os seguintes aspectos internos da criança :
* Caráter: Histórias escolhidas de feitos heróicos, conteúdos que encerram lições de vida, fábulas em que o bem prevalece sobre o mal são lições que as crianças absorvem. Por meio das histórias, os meninos defrontam-se com situações fictícias e percebem as várias alternativas que elas oferecem, podendo antever as conseqüências que a decisão por cada uma delas trará. Com isso adquirem vivência e referências para montar os seus próprios valores.
* Raciocínio: As histórias mais elaboradas, de enredos intrigantes, agitam o raciocínio das crianças, que as acompanham mentalmente, interrogando-se como agiriam naquela situação.
* Imaginação: Os meninos ouvem atentos as narrações e com isso acompanham-nas mentalmente. Desta forma consegue-se situações verdadeiramente formidáveis! Com elas podemos transitar pelo tempo e o espaço, estando ora na pré-história, ora pisando em galáxias estranhas. Podemos "bater um papo" com Hércules, participar de rituais indígenas ou conhecer a selva. Nas histórias tudo é possível!
O exercício da imaginação traz grande proveito às crianças, primeiro porque atende a uma necessidade muito grande que elas têm de imaginar. As fantasias não são somente um passatempo; elas ajudam na formação da personalidade na medida em que possibilitam fazer conjecturas, combinações, visualizações como tal coisa seria "desta" ou "de outra forma".
* Criatividade: Uma vez que a criatividade é diretamente proporcional à quantidade de referências que cada um possui, quanto mais "viagens" a imaginação fizer, tanto mais aumentará o "arquivo referencial" e, consequentemente, a criatividade.
As histórias aumentam o horizonte dos ouvintes, com elas: eles "conhecem a China", "pisam na Lua", voam através do tempo, da pré-história aos dias de hoje, travam conhecimento com fadas, duendes, monstros e heróis.
Estas emoções semeiam a imaginação e estimulam a criatividade.
* Senso Crítico: A cada dia que passa assistimos abismados à falta de senso crítico nos indivíduos. Aumenta a procura de elementos massificações, tais como grifes e modismos, tolhendo e até envergonhando o indivíduo de ter as suas próprias idéias.
É preciso que as pessoas tenham olhos para ver a realidade da sociedade que as cerca, identificando as atitudes que levam à prosperidade, para incentivar estas e reprimir as danosas, e saber manejar as suas opiniões, para que em conjunto com o pensamento dos demais, possam ter uma vida útil e feliz.
As histórias atuam como ferramentas de grande valia na construção desse senso crítico, porque por meio delas os alunos tomam conhecimento de situações alheias ã sua realidade, uma vez que podem "navegar" em diferentes culatras, classes sociais, raças e costumes.
A visão de outras realidades fará com que vejam "os dois lados de uma mesma moeda", gerando tomadas de posições e construindo uma personalidade ativa.
* Disciplina: É entendida como aceita e praticada espontaneamente pela criança e não como algo imposto inquestionavelmente pelo educador.
No momento que trabalhamos com algo que a criança realmente gosta, que sente que foi preparado com carinho para ela, as chances de ter uma postura atenta e participativa aumentam muito.
Ela não irá gritar ou fazer algazarra se tiver algo muito mais interessante para fazer: ouvir uma história!
Algo que ela espera ser interessante, porque confia que foi preparado especialmente para ela e para o seu grupo.
A situação fará a criança perceber que existe momento para tudo: brincar, se divertir e também para prestar atenção, e o que é melhor: que vale a pena prestar atenção!
Isto contribuirá para o aumento de sua capacidade de concentração e para o desenvolvimento de uma atitude crítica em relação ao seu comportamento e ao dos demais, ou seja: levará a uma disciplina consciente e assumida pela própria criança.

Fonte:http://espacoeducar-liza.blogspot.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Crianças especiais, educação especial

Têm mais dificuldades de aprendizagem e de socialização do que as outras crianças. Por isso precisam de uma atenção diferente e de uma educação especial. Em casa e na escola.
Ninguém se desenvolve exactamente como aparece nos livros. Por isso, quando um adulto se apercebe de que uma criança não se enquadra numa ou noutra estimativa padronizada, não deve concluir imediatamente que esse factor por si só representa algum tipo de perturbação de desenvolvimento. Mas deve ficar alerta, observar com atenção o comportamento do miúdo e até tirar algumas notas. Se verificar que há repetição prolongada, informe o médico de família, peça ajuda e aceite a criança como ela é. São sugestões do terapeuta de psicomotricidade Francisco Lontro.

Como é que se pode detectar precocemente que se está perante uma criança diferente e que esta vai precisar de uma atenção especial? "Os pais desde muito cedo percebem que se passa qualquer coisa. Mas pensam: "Se calhar não é nada. Eu não quero que seja nada... Quero que o meu filho seja perfeitinho, muito feliz, que tenha tudo de bom na vida" e às vezes o sinal é recusado."

Medos e dúvidas
A ansiedade própria de quem tem um bebé, com muitas dúvidas e medos, levam o terapeuta, ex-professor universitário, a dizer nas conferências em que participa: "O primeiro aspecto a ter em conta é o coração dos pais. O primeiro sinal é o mais difícil de expressar porque mexe com as ansiedades e com as dúvidas."

Mas é imperioso estar atento desde os primeiros dias. Nos casos de surdez, por exemplo, que forem detectados até aos seis meses de idade e imediatamente intervencionados, a criança irá ter oralidade. Ou seja, poderá comunicar com a voz. Quem fala agora é Ana Pereira, docente de Educação Especial, com formação em comunicação, linguagem e deficiências auditivas. "Há pais que acham normal que as crianças não reajam a um som que possam emitir e não vão ligando. Ou não "querem" ligar. Quando vão fazer o rastreio, já é tarde."

Iniciar a aprendizagem da linguagem gestual bastante cedo também irá facilitar o percurso escolar. "Tenho ex-alunos que estão agora no 12.º ano e têm óptimos resultados. Estes meninos só têm a falta do sentido de audição. Não há problemas cognitivos, motores ou outros. Nenhum repetiu um ano, apesar de a partir do 10.º ano terem deixado de ter apoio. Aqui [em Setúbal] mais ninguém tem esta especialidade."

Como se pode definir então uma criança com necessidades educativas especiais? "É uma pergunta cada vez mais difícil de responder, sobretudo com a mudança de paradigma e da lei. As necessidades educativas especiais definem-se dentro do percurso que seria esperado de uma criança no ensino regular. Acontece quando a resposta da criança não se adequa a determinado nível de competências", diz Francisco Lontro.

"São crianças que não podem utilizar todos os sentidos da mesma forma que nós, os ditos "normais". Mas não quer dizer que não consigam atingir os mesmos objectivos, desde que trabalhados e bem acompanhados, que a maioria das outras crianças. Só que a outro ritmo", responde Ana Pereira, que trabalha com miúdos há mais de 30 anos. "Uma criança numa cadeira de rodas também se enquadra aqui porque tem problemas de mobilidade, mas pode não ter qualquer outro problema."

A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), adoptada pela Organização Mundial de Saúde, foi criada por Rune J. Simeonsson e permite avaliar se as crianças necessitam de educação especial. Embora pretendendo ser uma linguagem unificada, perceptível em qualquer parte do mundo, na definição de parâmetros para a saúde e para a educação, não é de aceitação pacífica. Um relatório divulgado no final da semana passada pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho dava conta disso mesmo.

Formar docentes e médicos
"Em Portugal, houve pouca formação da classe docente em CIF. Também os profissionais da saúde, principalmente os que estão em hospitais e centros, deveriam ter sido formados nesta classificação universal. Eles têm de certificar a diferença que a criança tem e não o sabem fazer", diz a professora.

Francisco Lontro divide os casos que necessitam de ajuda em comportamentais e de aprendizagem. Nos primeiros, entra a hiperactividade: "Começa a ser preocupante quando o miúdo não consegue prestar atenção a nada, quando reage impulsivamente a qualquer coisa que lhe peçam ou tem grande incapacidade de atrasar a recompensa." Mas lembra que a hiperactividade é um "saco muito grande". Cabe lá "o défice de atenção, a depressão infantil e perturbações de vinculação (desorganização familiar)".

O autismo, assim como a síndrome de Asperger são alguns dos problemas que por vezes são acompanhados de "défice na coordenação motora ou na comunicação, mas em termos cognitivos as crianças podem ter uma inteligência normal ou acima da média dirigida para assuntos específicos. Ser extraordinariamente competentes numas áreas, mas ter grandes lacunas noutros sectores do conhecimento". Miúdos com hiperactividade e défice de atenção têm tendencialmente uma inteligência normal, mas a aprendizagem "ressente-se" devido aos outros problemas, daí a necessidade de diferentes ritmos e adaptações.

Inclusão com sucesso
Os jogos são uma boa via para trabalhar com estes miúdos. A brincadeira associada ao jogo é uma maneira fácil de de promover processos de interacção e desenvolvimento.

Numa das turmas a que Ana Pereira dá apoio (8.º A, na Escola Básica 2/3 de Aranguez, Setúbal), há uma criança surda, um aluno com muito baixa visão, uma criança com trissomia 18 e outra com esquizofrenia e crises psicóticas. "Por norma, só está na sala um professor de Educação Especial, independentemente da especialidade. Não era possível nem desejável ter um professor por cada tipo de problema (seria demasiada gente e perturbação) nem concentrar os problemas do mesmo tipo na mesma turma (juntar todos os invisuais, por exemplo)", diz a professora.

E este é um bom exemplo de inclusão. "Esta turma é exemplar até em termos de comportamento. Há preocupação com os colegas. E os professores colaboram a 100 por cento. Funcionamos como par pedagógico. O mesmo acontece com o 9.ºA e o 6.ºC." Mas, conta Ana Pereira, há professores que não autorizam que os colegas da Educação Especial ajudem os alunos durantes as suas aulas. "Nesses casos, não podendo fazer o meu trabalho, saio da sala."

fonte: Jornal "Público"

Reflexões acerca da qualificação profissional de deficientes

A qualificação profissional não só do deficiente como também do trabalhador passou a ocupar posição de destaque nos mais diferentes fóruns de debates, nos últimos anos.
Segundo Almeida (1999), em conseqüência das exigências da chamada “era do conhecimento”, passou-se a analisar as políticas educacionais, seus métodos e sua capacidade de propiciar a necessária formação aos indivíduos que irá capacitá-los para trabalhos futuros. O novo paradigma tecnológico exige um tipo de trabalhador diferenciado, com conhecimento mais intenso do processo produtivo em que está envolvido, capaz de tomar decisões e avaliar as repercussões de suas ações. Dessa forma, é relevante identificar e entender essas novas exigências e criar instrumentos que transfiram a esses trabalhadores, os conhecimentos necessários à sua manutenção e inclusão no mercado de trabalho, o que se torna fator imprescindível para pessoas com deficiência que lutam pela inclusão laboral.
Quando se fala em mercado de trabalho, de acordo com Bragança (1999), é necessário que se pense nas exigências que a cada dia aumentam, diante das necessidades de absorver indivíduos mais qualificados profissionalmente e de acordo com as mudanças que estão acontecendo no mundo do trabalho, sendo este fator, um dos mais importantes para impulsionar as instituições de apoio aos deficientes para o aperfeiçoamento profissional dos mesmos.
Sena (1999) relata que no processo de qualificação profissional de deficientes, poderão ser desenvolvidas desde cursos de iniciação e capacitação profissional, visita as empresas ou locais informais de trabalho, como também cursos profissionalizantes da comunidade, além de palestras e oficinas para os mesmos, envolvendo cidadania, a importância do trabalho dentre outras questões. O desenvolvimento de estágios e vivências em locais de trabalho formal ou informal faz parte do processo de qualificação, servindo como instrumento de investigação profissional para que se avaliem interesses, aptidões e habilidades, bem como sua adequabilidade às situações que exijam resistência à rotina, tolerância às possíveis frustrações e fracassos, respostas apropriadas à hierarquia, etc. No processo de qualificação profissional, é importante que se ampliem as habilidades básicas, específicas e de gestão.
É significante, segundo Sena (1999) que se estude o mercado de trabalho antes de inserir cursos obsoletos, sem que ocorra uma relação com o mercado atual. É indispensável que se pesquise informações importantes em relação ao deficiente que será capacitado e em relação ao mercado, bem como analisar as condições de empregabilidade, para a qual são exigidos do trabalhador alguns requisitos importantes como: habilidade de resolver problemas, condições de convívio social, capacidade de trabalhar em grupo, compreensão das situações do dia-a-dia, etc.
De acordo com Maciel (1991), no primeiro Congresso Nacional de Integração da Pessoa Deficiente na Força do Trabalho, realizado no Rio de Janeiro em 1981, foi sugerido que fossem abordados os seguintes aspectos em relação à qualificação profissional dos mesmos: a habilitação/qualificação, reabilitação e/ou encaminhamento profissional dos deficientes só é aceitável com a participação da comunidade e a sua participação nesta comunidade; a integração do deficiente deve ser vista como conseqüência de um trabalho para o seu desenvolvimento, no sentido da normalização do seu desempenho; é importante mobilizar a comunidade para extinguir o preconceito de que o deficiente cria problemas no trabalho; a participação do deficiente no trabalho não depende somente do nível de desenvolvimento de suas capacidades, mas também das atividades da comunidade em geral, para assentimento de suas características.
A finalidade dos programas de qualificação profissional de deficientes, conforme Maciel (1991) é permitir condições de auto-suficiência e contribuição social determinada de cada membro da sociedade. A colocação profissional do deficiente exerce um papel muito importante na integração social do mesmo, já que é a culminância dos processos de Educação e Qualificação. Os obstáculos poderiam ser suprimidos ou minimizados através da ação decisiva dos órgãos governamentais e sociedade em geral, envolvendo a efetivação de programas de preparação também de recursos humanos que operem na formação intelectual, pedagógica e profissional dos deficientes.